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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Cuidados Com As Polícias Argentina E Chilena

Cuidados Com As Polícias Argentina E Chilena




Visto serem freqüentes as abordagens na Argentina recomenda-se que você leve uns trocados, algo como 10 dólares e/ou bugigangas nossas, algo como chocolates brasileiros que ajudam bastante pelo menos a "quebrar o gelo" durante as FREQUENTES abordagens policiais que vocês encontrarão pelo caminho.



Para não correr o risco de esquecer os vistos provisórios na fronteira, viaje com passaporte. O carimbo no passaporte vale como visto temporário, e os policiais não encrespam.




  • Se o carro for financiado, é necessário autorização da empresa para viagem. É só pedir, que as financeiras fornecem tranquilamente. Depois é necessário obter um "carimbo" do consulado de cada país para onde você vai viajar.



  • É necessário seguro contra terceiros (carta verde). Informe-se junto ao seu corretor.



  • Algumas companhias de seguro não cobrem sinistros no Chile. Informe-se.


QUE EQUIPAMENTOS LEVAR CONSIGO ?






  • Farois auxiliares devem ser AMARELOS (ou estarem cobertos)



  • Cambão rígido (no lugar de cabo de aço) - http://www.4x4brasil.com.br/forum/sh...ighlight=lanza olha também outra maneira, inclusive melhor de utilizar o cambão http://www.4x4brasil.com.br/forum/sh...2&postcount=75



  • Seguro Internacional contra Terceiros (carta-verde);



  • Os equipamentos são os mesmos exigidos no Brasil, mais 2 triângulo (colocados um na frente e outro atrás do veículo avariado), espelho lateral direito, cabo de aço (para a eventualidade de ser guinchado - aproximadamente 2 metros) e estojo de primeiros socorros.

CHILE (fontes: www.gochile.cl e www.sitios.cl)




  • Carteira Internacional de Motorista;



  • Mesmos equipamentos exigidos no Brasil, mais 2 triângulos e correntes para cobrir AS RODAS durante o rigoroso inverno na Cordilheira dos Andes.
Mas JAMAIS tentem dar uma graninha para os guardas chilenos. Você pode ser preso por isso!!!


BOLÍVIA (fonte: www.ine.gov.bo)


  • Passaporte, cuja viagem ocorra dentro dos seis meses de validade;

  • Carteira de Identidade expedida no máximo há 10 anos;

  • Carteira Internacional de Motorista;

  • Seguro Internacional contra Terceiros (carta-verde);

  • Vacina contra febre-amarela (aplicada nos aeroportos internacionais, após aplicação vc. ganha uma carteirinha de vacinação da ANVISA na cor laranja);

  • Veículo quitado.

PARAGUAI (fonte: www.yagua.com.py)



  • Mesmos documentos e equipamentos exigidos no Brasil.

URUGUAI (www.emburuguai.org.br e www.mrree.gub.uy)



  • Seguro Internacional contra Terceiros (carta-verde);

  • Mesmos equipamentos exigidos no Brasil.

span >Veja no site viajandodecarro.wordpress.com mais informações sobre documentos e equipamentos necessários.

Salta - Argentina


Salta - Argentina




Salta é uma cidade de aproximadamente 700 mil habitantes, com arquitetura horizontal (quase não se vê prédios) e muita história pra contar. Salta é uma cidade histórica, cheia de casarões antigos, algumas catedrais e museus que contam muito da história secular desta cidade o acesso a esta cidade é muito bom, pois a entrada se dá por rodovias amplas de duplo sentido e separadas por largos canteiros. A topografia da cidade também é singular, pois é rodeada por montanhas, inclusive há um teleférico que leva os turistas p/ passeios e tudo mais, caso tenham tempo vale a pena conferir.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 13 - De Corrientes à Santa Rosa

De: Corrientes (ARG)
Para: Santa Rosa (BR)
Distância Percorrida: 529Km

Comentários: Saímos de Corrientes às 08:30hrs. Depois de abastecer no Posto Shell na saída da cidade pegamos a estrada rumo à Posadas e posteriormente à Santa Rosa atravessando a fronteira em Porto Mauá (balsa).

Chegamos à Posadas às 12:30hrs. e resolvemos entrar no Super Mercado Libertad para comprar cervejas de litro (marca Estela é claro). Quando estávamos no mercado decidimos também almoçar lá pois já estávamos lá mesmo.


Acabamos saindo do mercado às 14:45hrs. em função da grande demora no atendimento no almoço e também de complicações na hora de comprar as Estela´s. Ocorre que a Quilmes (fabricante da Estela) não está mais autorizando a venda de vasilhames (a ordem tinha vindo no dia anterior) e em 1 dos caixas a venda do vasilhame havia ocorrido normalmente enquanto que em outro já não podia mais vender.

Tratamos então de ir para o outro caixa onde a venda tinha ocorrido normalmente, mas a estas alturas todos os caixas já deviam ter sido avisados pois não aceitaram mais vender. Acabamos conseguindo comprar apenas Heinneken e Budweiser que tem garrafas não retornáveis.

Completamos o combustível em Obera para gastar o resto dos pesos argentinos e como ainda haviam sobrado $ 30,00 acabamos comprando 5 Estela´s com garrafa e tudo. Ao menos estas estavam garantidas.

Neste dia, no trecho entre Corrientes e Posadas fomos atacados pela Polícia Argentina por 3 vezes. Em todas as vezes fomos muito bem tratados. Em apenas 1 delas tivemos de apresentar os documentos, nas outras uma foi para alertar que os faróis de 1 dos carros estava apagado (é lei andar com os faróis ligados) e na última apenas para conferir se não estávamos transportando pescados (muitos brasileiros vão a Ituzaingo para pescar).

Chegamos na Balsa em Alba Posse (ARG) às 17:10hrs. Ao atravessar estávamos em Porto Mauá (BR).

Chegamos à Santa Rosa às 18:30hrs. Nesta noite dormimos em Santa Rosa, no Hotel Rigo e jantamos no Restaurante Bifão.


Próximo dia >>>>>

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 12 - De San Salvador de Jujuy à Corrientes

De: San Salvador de Jujuy (ARG)
Para: Corrientes (ARG)
Distância Percorrida: 869Km

Comentários: Do Hotel em Jujuy vimos pela televisão que o Vulcão Llaima havia entrado em erupção. Veja a matéria.

Saímos de Jujuy às 09:45hrs.
As 12hrs. passamos por Joaquim Gonzales. Acabamos abastecendo em pesos chilenos pois não aceitavam cartão de crédito (postos YPF).


As 13hrs. chegamos a Toco Pozo e um posto filiado à ACA que aceita cartões de crédito. Os demais veículos abasteceram lá pois não tinham mais efectivo.

Estávamos tão compenetrados em nossa viagem que quando vimos havíamos passado reto no posto policial em que fomos convidados a dar "una plata para a cidra" em nosso 3 dia de viagem (como a estrada era de terra estávamos viajando em uma nuvem de poeira naquele momento).

Durante a viagem passamos do lado de um temporal que estava formado próximo à cidade de Pampa del Inferno. Havia muito vento e poeira na pista, mas da chuva conseguimos escapar.

Chegamos à Resistência às 18hrs.
Chegamos à Corrientes às 18:30hrs. depois de 09:30hrs. de viagem.


Ficamos no Hotel Del Rio que estava bem indicado em nosso Guia de Viagem ("ótimo custo benefício"). A recepção parecia ser muito boa, mas internamente os apartamentos eram bastante antigos (carpete sujo, ar condicionado de mais de 20 anos, ...). Se forem para lá e tiverem opção de escolha não fiquem nele, procurem outro.

Em todos os Hotéis que ficamos na Argentina haviam elevadores. Todos elevadores, sem exceção, eram bastante antigos, do tipo que quando abre a porta tem em seu interior uma grade que serve como uma segunda porta. Se as duas portas não são fechadas o elevador fica parado naquele andar até que alguém vá até lá para fechar as duas portas.

Saímos para jantar às 19:30hrs. no Restaurante La Parrilla na beira do Rio Paraná (Av. Costanera). O horário de abertura dos restaurantes era 21hrs., mas como todos pedimos o mesmo prato acabaram nos atendendo. Comemos Bife de Corrizo, com salada e batatas fritas regada a cerveja Estela. A janta estava ótima e a cerveja também. Tomamos 9 litros de cerveja entre 6 pessoas. Naquela noite a Estela foi dormir conosco.


O Restaurante tem uma linda vista para o Rio Paraná e para a ponte que liga Corrientes a Resistência. Vale a pena conhecer o lugar só para curtir a vista.



Próximo dia >>>>>

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 11 - De San Pedro de Atacama à San Salvador de Jujuy

De: San Pedro de Atacama (CHL)
Para: San Salvador de Jujuy (ARG)
Distância Percorrida: 475Km
Altitude Máxima atingida no dia: 4.820mts. - próximo ao Vulcão Tocos, 56Km antes de San Pedro de Atacama

Comentários: Saímos do hotel (Don Raul) as 8hrs. Abastecemos os veículos para gastar o restantes de nossos Pesos Chilenos.




Chegamos à Aduana Chilena (a menos de 1Km do Hotel) as 08:15hrs. e lá ficamos até as 09:45hrs. Em nossa frente havia 1 ônibus de excursão escolar e ao menos 3 vans também de excursão.

Encontramos alguns brasileiros na fila e começamos a conversar com eles. Eles saíram de Manaus e pretendiam costear toda a América do Sul em 30 dias. Fariam a volta na América do Sul sempre procurando manter-se no litoral. O seu ponto extremo sul seria Ushuaia. Acabaram desistindo deste roteiro pois perceberam que não conseguiriam vencer o planejado inicialmente. Segundo ele as Aduanas eram um grande gargalo na viagem principalmente onde a Aduana fecha no final de semana e os viajantes tem de esperar até o próximo dia útil. Falaram um pouco do trecho que já haviam feito e também da ótima receptividade que tiveram em todos os países pelos quais passaram (Venezuela, Colômbia, Equador e Peru). Comentaram também que na Venezuela a gasolina custa menos de R$ 0,05 o litro e que os pedágios também são uma miséria. Segundo eles todos os abastecimentos e pedágios que tiveram na Venezuela não chegaram a R$ 10,00.

Passada a Aduana Chilena seguimos viagem.

A saída de San Pedro em direção à Argentina em direção ao Paso de Jama é bastante íngreme, tanto que no sentido contrário existem várias saídas de emergência para aqueles que não conseguem segurar o carro apenas com o freio. Estas saídas consistem em caixas de brita que servem para amenizar a velocidade do veículo que lá entrar.


Com esta subida íngreme que nos leva em questão de 35Km de uma altitude de 2.500mts. (altitude média de San Pedro) até os 4.800mts. (próximo ao Vulcão Licancabur) percebe-se nitidamente a perda de força dos veículos, tanto os 2 movidos a Diesel como o movido a Gasolina. Nos trechos mais íngremes a segunda marcha é a solução para seguir adiante na viagem.

Durante toda a viagem tivemos pouca oscilação no consumo de combustível dos veículos. A Tracker manteve-se na média dos 11 a 12Km/litro de diesel, mesmo nos trechos em que exigia-se mais do motor como nas grandes altitudes. Percebiamos sim uma relação direta do consumo de combustível com a utilização do Ar-condicionado do carro (pegamos muitos dias de calor intenso, beirando os 40graus), mas não um consumo maior em função da altitude.

Paramos em frente ao Vulcão Licancabur para tirar a foto oficial de nossa viagem. Estávamos a 4.800mts. na foto abaixo.


Logo adiante do Vulcão encontramos um casal de franceses que estava vindo de bicicleta da Bolívia. Não conseguimos entender o que queriam. Parecia que argumentavam que a bicicleta estava estragada mas o que nos pareceu é que estavam mesmo é querendo uma carona. A estrada que liga a Bolívia ao Chile é toda de rípio (estrada de chão), a um calor de mais de 35 graus e ainda de bicicleta, haja água e fôlego para aguentar. As bicicletas eram muito estranhas, a direção era com os pés e o ciclista andava quase deitado.

Duas horas depois chegamos à Aduana Argentina. Levamos 30 minutos para nosso completo atendimento. Mais uma vez não haviam filas que justificássem a lentidão do atendimento. Imagino como seria se tivéssemos pego o ônibus de excursão que encontramos em São Pedro na Aduana Argentina ao invés de na Aduana Chilena. Com certeza teríamos levado mais de 3 horas na fila.



Na estrada de volta sempre muitos animais na pista ou próximo dela, como no caso das vicunhas ao lado.


Chegamos à Susques as 13:30hrs. e aproveitamos para abastecer, agora em pesos argentinos a $ 2,58 o litro de diesel (R$ 1,60).

Às 14:30hrs. passamos por Salinas Grandes (foto).
Às 14:45hrs. chegamos à Cuesta de Lipán.
Às 15:30hrs. estávamos em Purmamarca.
Controlamos estes horários para sabermos exatamente qual o tempo necessário para ir de Purmamarca a San Pedro caso não houvessem paradas na viagem. São aproximadamente 5:00 horas de viagem (409Km) mais o tempo de aduna argentina e o tempo de abastecimento em Susques.




Conforme já havíamos combinado entre nós passaríamos a noite em San Salvador de Jujuy mas antes faríamos uma parada para almoço e compras em Purmamarca. Como já comentado o artesanato local é muito mais barato do que em San Pedro de Atacama.
Saímos de Purmamarca às 18:30hrs. e chegamos em Jujuy às 19:20hrs.

Após instalados no Hotel Fenícia, à beira do Rio Xibe Xibe, fomos até um Super Mercado que ficava a 2 quadras dali, também à beira do rio. Compramos alguns vinhos chilenos e argentinos.


Chegando ao Hotel nos dirigimos à pé até o centro da cidade em busca de um lanche pois optamos por não almoçar junto com o restante do grupo em Purmamarca e sim apenas fazer um lanche lá. Nossa idéia era em Jujuy ir novamente no Restaurante Chung King no qual havíamos almoçado na ida mas acabamos conhecendo um lugar no caminho chamado "Kefas Emparedados" que faz um ótimo Sanduiche "Lomito Especial" (fica na quadra da igreja, bem no centro).




Próximo dia >>>>

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 5 - De Tilcara à San Pedro de Atacama, passando por Purmamarca e Paso de Jama

De: Tilcara (ARG)
Para: San Pedro de Atacama (CHL)
Distância Percorrida: 439Km











Altitude Máxima do Dia: 4.820mts. - próximo ao Vulcão Tocos, 56Km antes de San Pedro de Atacama

Comentários: Saímos de Tilcara pela manhã após o saboroso café da manhã argentino (croisant com café). Chegamos em Purmamarca às 09:20hrs. Purmamarca é bastante conhecida pelo Cerro Siete Colores, uma belíssima montanha de faixas coloridas formadas por camadas de sedimentos acomodadas umas sobre as outras ao longo de milhões de anos. A imagem do Cerro é uma das mais divulgadas em cartões postais e folhetos turísticos, tornando-se um símbolo da região Noroeste. Um dos melhores pontos para observação se dá a uns 400mts. antes da chegada a Purmamarca vindo da ruta 9 (há um tronco deitado no chão com o nome da cidade). O melhor horário para contemplá-lo é de manhã, quando o sol incide sobre as pedras, deixando os tons avermelhados ainda mais fortes.



O artesanato de Purmamarca é bastante forte sendo o turismo a maior fonte de receita do local. Os preços são bastante convidativos e para auxiliar nas compras que são apenas em efectivo (pesos argentinos) há um caixa 24hrs ao lado da praça central permitindo saques com Cartão Visa Electron. Este caixa 24hrs é um ótimo ponto de apoio aos turistas visto que na maioria das cidades necessita-se dispender um tempo precioso para sacar dinheiro (filas, tempo até encontrar o cash, ...) e aqui ele fica bem no centro da feirinha.



Saímos de Purmamarca às 10:45hrs. após umas comprinhas básicas (nada comparado com as compras que lá fizemos na volta do Chile). Ocorre que os preços em Purmamarca são muito inferiores aos de San Pedro de Atacama.

Ao meio-dia atingimos os 4.200mts. de altitude na Cuesta de Lipan (estrada em forma de serpente, repleta de zigue zagues que sobe de 2.600mts até 4.200mts de altitude). Do alto podia-se ver o Vale Nevado del Chañi (5.896mts.) a 31Km de distância. Foi o único ponto da Cordilheira que conseguimos ver ainda com neve. Ficamos uns 30min. neste local apreciando a vista e percorrendo a pé o local.



Em seguida passamos pelas Salinas Grandes (antiga lagoa que secou e converteu-se numa enorme extensão plana com capa salgada de 1.500km2.) onde fizemos uma rápida parada para algumas fotos e reconhecimento da área.





Susquez: Paramos em Susquez para abastecimento. Existem 2 postos de combustível em Susquez e são a última opção antes de San Pedro de Atacama (269Km adiante). Para quem for ao Atacama recomendamos que encha o tanque neste local pois o combustível no Chile é mais caro do que na Argentina. Na Argentina o litro de Diesel custa em torno de R$ 1,40 e no Chile R$ 2,10.



Susquez está bem servida em termos de Hotéis. Vimos 2 novos ao lado da estrada com excelente qualidade. Paramos em um deles (Hotel El Unquillar) para fazer um lanche antes de continuarmos a viagem. A estrutura do Hotel é muito melhor do que a dos Hotéis que vimos em San Pedro de Atacama. A cozinha também é muito boa. Vale a parada no meio da viagem.



A cidade de Susquez não merece nenhuma atenção. Talvez seu único objetivo seja o de servir de base para a Aduana Argentina (somente para caminhões com carga) e para os postos de combustível. É realmente uma cidade que fica no meio do nada.





Ao longo da estrada é possível encontrar-se diversas propriedades que aparentemente vivem da agricultura e da pecuária. Novamente vários animais podem ser encontrados pela estrada.




Em seguida chegamos à Aduana Argentina. As pessoas que trabalham neste local são de San Salvador de Jujuy e tem turnos de 1 semana nesta Aduana. O atendimento é muito bagunçado e lento. Os controles de entrada e saída do país são feitos em planilhas de Excel. Levamos em torno de 30 minutos para nos liberarmos dos trâmites. Tivemos a sorte de não haverem filas neste dia.





60 Km adiante da Aduana chegamos ao Salar de Tara local que além do Salar é conhecido pela pedras enormes existentes no local. Nos desviamos um pouco do asfalto para registrarmos nossa passagem pelo local. Não faça o mesmo se não possuir veículo tracionado. A areia é fofa e é fácil de ficar atolado.
Não tardou muito e avistamos o Vulcão Licancabur que possui altitude de 5.914mts. e que pode ser visto de praticamente qualquer ponto da cidade de San Pedro de Atacama. O vulcão é um ótimo cartão postal da cidade. Chegamos em Atacama às 20hrs. e logo entramos na fila da Aduana Chilena. Aqui o atendimento é bem melhor do que na saída da Argentina. Todos são muito atenciosos, inclusive o Cristian, policial aduaneiro responsável pela revista dos veículos que entram no país. O Chile é um grande exportador de frutas e para garantir a qualidade exigida por seus compradores impôs barreiras fitossanitárias rigorosas para quem ingressa no país. Não é permitida a entrada de nenhum produto de origem animal ou vegetal. O que for encontrado no veículo é recolhido, inclusive aquele bumbo (com partes feitas de couro) que adquirimos em Tilcara. Tínhamos receio quanto à erva-mate mas a entrada com ela foi tranqüila.


Logo que nos liberamos fomos para o Hotel Don Raul no qual já tínhamos efetuado reserva.




Havíamos enfim chegado ao nosso destino, o Deserto do Atacama.








Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 4 - De Salta à Tilcara, passando por Humahuaca

De: Salta (ARG)
Para: Tilcara (ARG)
Distância Percorrida: 300Km
Altitude Máxima no Dia: 2.992mts. em Humahuaca

Comentários: Neste dia saímos do Hotel um pouco mais tarde, 09:35hrs. após um rápido reconhecimento do centro da cidade e também uma visita à casa de câmbio que fica na esquina da praça central. Este é o lugar em que a conversão em dólar X pesos apresentou-se mais vantajosa.

Saindo do Hotel fomos até o Teleférico localizado no Parque San Martin. O teleférico parte do Parque San Martin, passa por cima da Calle Virrey Toledo (Av. de acesso à cidade) e chega ao topo do Cerro San Bernardo, localizado a 1.460mts. de altitude. É um passeio imperdível para quem passa por Salta pois dá uma visão de toda a cidade.




Em seguida partimos em direção à Humahuaca e Tilcara local em que descansaríamos à noite. Neste dia almoçamos em San Salvador de Jujuy (cidade com 1.300 mts. de altitude) em um restaurante bem indicado no Guia "O Viajante", o Chung King, que ao contrário do que o nome possa sugerir, não serve comida chinesa, mas, sim, pratos regionais. Na saída de Jujuy nos enrolamos e acabamos sendo "escoltados" para fora da cidade por um morador. Ocorre que a cidade é cortada por um rio (Rio Xibe Xibe) e são poucos os pontos de cruzamento de um lado para outro da cidade, tornando a cidade um verdadeiro labirinto. Vale ressaltar que na chegada em Jujuy também fomos guiados por um argentino. Este fato nos chamou a atenção pois deu a atender que o povo é bastante solícito com os turistas.

Saímos de Jujuy em direção à Humahuaca às 14:30hrs. Tínhamos recomendações de que este seria um local interessante de visitar-se pois ainda mantinha traços indígenas muito fortes em sua cultura e costumes. O artesanato do local também seria muito forte.

Embora acreditássemos que a paisagem que havíamos visto até então mudaria apenas quando chegássemos no Chile, especificamente no Deserto do Atacama, nos surpreendemos ao ver que poucos kilometros após San Salvador de Jujuy a paisagem mudou completamente. O verde das árvores começou a desaparecer dando lugar a grandes vales e a leitos de rios praticamente secos. Nos parecia que já havíamos chegado ao deserto, os cactus já apareciam por lá. Estávamos passando no meio da cordilheira rodeados por cerros (morros) com altitudes entre 3.000 e 4.500mts. A velocidade desenvolvida por nós caiu bruscamente pois estávamos maravilhados por esta imagem. Cada Cerro parecida único e cada curva da estrada ou do leito do rio parecia o melhor lugar para uma fotografia. Chegamos a comentar que se a viagem terminásse ali já teria valido a pena.




Logo em seguida já estávamos atingindo altitudes acima dos 2.000mts. e continuávamos subindo. Paramos na estrada por 2 vezes, uma no Trópico de Capricórnio (marco) onde também haviam algumas llamas e outra para ver de perto uma casa em que viviam os moradores dali. A casa era toda de barro e o casal devia ter uns 5 filhos. Segundo as informações que nos passaram vivem da agricultura.


Passamos reto pela entrada para Pumamarca e o Paso de Jama e seguimos adiante. Este roteiro seria o do dia seguinte e não nos interessava por hora.

Passamos as cidades que existem no caminho, Tilcara e Maimara e as 17hrs. chegamos a Humahuaca. Após uma rápida volta pela cidade (8 mil habitantes) estacionamos os carros no "centro". Humahuaca é um antigo assentamento dos índios omaguacas.

Logo ao estacionar fomos abordados por diversos guias mirins muito bem instruídos para contar a história da cidade. Não tardou e conhecemos a pequena Abigail, também guia, de 10 anos e que colocou-se a nos contar com muita propriedade a história. Parecia que ela havia encarnado um espírito indígena de tal forma que ela falava. Parecia que nem respirava. Até brinquei com os amigos que se tivésse um lugar no carro trazia ela comigo. Realmente era impressionante seu conhecimento e vocação para aquilo.




Em seguida nos colocamos a subir os degraus de uma escada que levava a um monumento no alto de um morro. Até ali não havíamos percebido nenhum efeito da altitude. Sabíamos que estávamos em um local alto por indicação do GPS, mas de resto estava tudo normal. Esta impressão não durou muito tempo pois ao chegarmos no meio da escadaria 2 de nós (inclusive eu) sentimos uma tontura e mal estar repentino ocasionado pelo esforço físico que estávamos fazendo na escada. Paramos por 1 minutos ou 2 para nos recompor e fomos adiante. A sensação logo passou e só voltava a ocorrer quando ficávamos em lugares fechados com pouca ventilação.




Veja algumas dicas sobre o Mal da Altitude clicando aqui.


Saímos de Humahuaca as 19:50hrs. pois não queríamos viajar à noite (o sol se põe às 20:20hrs.). Se tivéssemos mais tempo com certeza ficaríamos mais nesta cidade. Nossa visita deu-se praticamente a umas 2 ou 3 quadras próximas a nossos carros. O artesanato local é muito forte e encontram-se muitas mantas, tapetes, casacos, ..., feitos dos mais variados produtos, mas principalmente de pele de vicunhas, guanacos e llamas.

Nosso próximo destino seria Tilcara cidade 42Km ao Sul que oferecia uma estrutura hoteleira melhor. A escolha por Tilcara deu-se também por uma orientação para que buscássemos dormir em uma cidade com altitude próxima a 2.500mts. para nos ambientarmos à grande altitude que enfrentaríamos no dia seguinte (próxima a 5.000mts.).

Em Tilcara ficamos no Hotel Turismo Tilcara, bem próximo da praça central. Na Argentina é muito comum ao redor da praça central estarem localizado os principais pontos oficiais da cidade, a Igreja, o Cabildo (Casa de Gobierno) e os primeiros prédios da cidade.

À noite jantamos em um Restaurante com show ao vivo de um grupo tocando músicas locais. A janta estava muito boa e após o show um de nossos viajantes comprou o bumbo que o músico havia utilizado na apresentação. Este bumbo mais tarde foi apreendido na Aduana Chilena em função do risco da febre aftosa. Mas correu tudo bem, ao saírmos do Chile pudemos retirá-lo novamente na Aduana.






Próximo Dia >>>>>

domingo, 6 de janeiro de 2008

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 3 - De Presidência Roque Saenz Pena à Salta

De: Presidência Roque Saenz Pena - ARG
Para: Salta - ARG
Distância Percorrida: 670Km

Comentários: Saímos do hotel no dia 25/12 às 9hrs em direção à Salta. Sabíamos que este dia seria o primeiro de uma série de muitos em que nossas refeições principais seriam o café da manhã e a janta. Considerando que o café da manhã era sempre o mesmo (croissant, suco e pão torrado) podemos dizer que a principal refeição do dia seria sempre a janta. Durante o dia beliscávamos biscoitos, barras de cereais, frutas e bebíamos muita água pois o calor era infernal (sempre acima dos 35graus durante o dia). O chimarrão também era companhia constante.

Durante nossa viagem percorremos várias regiões da Argentina, as Missões (imediações de Posadas), o Chaco (imediações de Corrientes e Presidência Roque Saenz Pena) e o Noroeste (imediações de Salta, San Salvador de Jujuy). Destas regiões, com certeza o Chaco Argentino, excluindo-se Corrientes, Resistência e Saenz Pena é a região mais abandonada em termos de desenvolvimento. Dos 670Km de distância entre Saenz Pena e Salta pode-se dizer que 99% deste percurso é feito cruzando uma região quase deserta em termos de moradores. Para sorte dos viajantes pode-se dizer que o asfalto deste percurso está em boas condições, com excessão de um percurso de 60Km localizado 150Km depois de Saenz Pena e que estende-se até 100Km antes de Toco Pozo. Neste trecho apesar de conseguir-se desenvolver velocidades acima de 80Km/h existem trechos bastante esburacados e alguns de estrada de terra.

Este trecho de estrada pode ser considerado uma exceção na Argentina, país onde as estradas podem ser consideradas verdadeiros tapetes em que pode-se desenvolver e manter tranquilamente velocidades acima de 120Km/h. Além das estradas Argentinas serem muito boas o trânsito de veículos entre as cidades é muito pequeno reduzindo as ultrapassagens a um número muito pequeno. Se por um lado a viagem é bastante calma com estas características, por outro, pode complicar bastante o socorro em caso de algum problema mecânico no veículo já que são poucos os carros neste trecho.

O fato de andarmos sempre em estradas ótimas na Argentina e Chile nos deixou mal acostumados pois quando retornamos ao Brasil mudamos nosso conceito quanto à estradas que antes achávamos boas. O que se percebe é que já estamos acostumados no Brasil a transitar em estradas esburacadas e irregulares (asfalto deformado) e já achamos isto tão normal que não estranhamos mais. Uma situação bastante normal na Argentina e Chile é a utilização dos postos de pesagem de caminhões, condição esta que está descartada no Brasil há muitos anos. Talvez um dos motivos do mau estado de conservação de nossas rodovias seja o peso excessivo nas cargas transportadas por nossos caminhões.

Animais na pista: Na Argentina, e alguns lugares do Chile, todo cuidado é pouco pois é com grande freqüência que existem animais em cima da pista, sejam jegues, cavalos, vacas, ovelhas, cabritos, llamas, guanacos, vicunhas, ...., e borboletas, muitas borboletas.

Pedágios: nos quase 7.000Km rodados em nossa viagem passamos por alguns pedágios na Argentina, não mais do que 7 postos (no Chile não vimos pedágios) e nestes postos as tarifas nunca passaram de $ 2,50, algo como R$ 1,55.

Polícia em Pampa de Los Guanacos: Na localidade de Pampa dos Guanacos tivemos o primeiro contato com o que poderia chamar-se de um policial corrupto. Digo isto pois segundo o Guia "O Viajante" a região do Chaco Argentino é conhecida por ter guardas corruptos. O que vimos, de fato, foi um policial "no meio do nada", abandonado em um posto policial no pior trecho da estrada (Ruta 16), justamente onde ela é de terra. Imaginem, um posto policial longe da civilização, a um calor de quase 40graus e no meio da poeira levantada pelos carros que ali transitam.
Nesta "abordagem policial" não fomos questionados sobre documentação, cambão, carta verde, triângulo, kit de primeiros socorros, nem dada. Nossa preocupação quando nos preparávamos para a viagem era: se os policiais são corruptos em alguns lugares, como descobriremos quem são os corruptos e quem são os honestos ? Qual o risco de tentarmos corromper um policial honesto ?
Felizmente nossa preocupação não se concretizou, nas primeiras 5 ou 6 palavras com o policial logo saiu um pedido "una plata para a cidra". Pudera, estávamos no dia de Natal, ele abandonado no meio do nada, resolveu arriscar e garantir o dia.
Como estávamos preparados para esta situação estávamos com os carros bem "recheados" de "brindes" para os policiais, camisetas, bonés, ... Entregamos uma camiseta e um boné para ele e logo fomos liberados para seguir viagem.
Neste mesmo posto policial, quando estávamos voltando de nossa viagem já em direção ao Brasil nos demos conta que passamos do posto a mais de 80Km/h e levantamos a maior poeira no posto policial. Só vimos o posto quando já havíamos passado por ele pois estávamos todos embalados e dispostos a vencer logo os 865Km que fizemos neste dia.


Mais adiante, e bem mais mesmo (540Km depois de Saenz Pena) entramos na Ruta 34, estrada que vem de San Miguel de Tucuman, maior cidade do Norte Argentino. Na Ruta 34 o asfalto é novo e a pista duplicada. Este trecho nos deu um pouco de alegria novamente visto que o trecho entre Joaquim V. Gonzalez e a Ruta 34 (trecho de uns 50Km) estava bem ruim, quase pior do que o trecho do Chaco Argentino.



Após nossa saída de Saenz Pena pode-se dizer que a única cidadezinha no caminho foi a de Joaquim V. Gonzalez que tinha um pequeno mercado, um "restaurante" com parrilla, dois postos de combustível, enfim, uma localidade com cara de cidade.

Ao entrar na Ruta 34 já pode-se ver ao fundo os primeiros sinais da Cordilheira dos Andes. A altitude também começou a aumentar à medida quem que nos aproximávamos de Salta. Salta fica a aproximadamente 1.200mts. acima do nível do mar.

Chegamos em Salta às 17:15hrs. Pensamos em aproveitar neste momento e conhecer o teleférico que existe na cidade mas por ser feriado estava fechado. Ao lado da estação do teleférico havia uma grande quantidade de pessoas curtindo o feriado de Natal. Era a Plaza San Martin o ponto de encontro deles. Nesta praça existe um lago com pedalinhos, muitos carrinhos de comida (frutas, cachorro quente, ...), enfim uma verdadeira muvuca. Podia-se ver de tudo ali.


Após percorrermos alguns Hotéis buscando algum com preço adequado acabamos ficando no Hotel Crillon, a 1,5 quadra da Plaza 9 de Julio. Existem vários hotéis em Salta, para todos os tipos de bolso. Salta é a capital da província (estado) de Salta e tem mais de 400.000 habitantes. A Plaza 9 de Julio é muito bonita, talvez um dos lugares mais aconchegantes de toda a viagem. Jantamos em uma pizzaria que fica no calçadão da Plaza 9 de Julio (Restaurante El Palácio - recomendamos). A partir deste dia nos encantamos com a cerveja argentina. As garrafas de 1 lt. eram pequenas para saciar nossa sede.

Enquanto a Pizza não chegava fomos conhecer a Catedral de Salta, a igreja mais bonita que já vimos. A impressão que se tem é que ela é toda ornamentada em ouro. O visual é realmente deslumbrante. Temos o costume de conhecer as igrejas nas cidades que conhecemos e nenhuma, nem mesmo em Buenos Aires, Montevidéu e outras cidades históricas tem uma igreja tão bonita.


Após a janta fomos caminhar nas imediações da praça e do hotel. Na Argentina é comum encontrar-se vários Cassinos em cada cidade. Em Salta não era diferente. Encontramos um argentino empurrando uma motocicleta nova (estilo Honda Bis). Perguntamos o preço dela e ele comentou custar entre $ 3.500 e $ 4.000, o que equivale a R$ 2.500,00, bem menos do que a metade do custo de uma Bis no Brasil.

Na quadra próxima à praça havia uma loja grande com roupas e outros produtos. Chamou-nos a atenção os baixos preços praticados no vestuário. Pena que não tínhamos tempo disponível para compras.


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Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 2 - De Posadas a Presidência Roque Saenz Pena, passando pelas Ruínas de San Ignácio

De: Posadas - Argentina
Para: Presidência Roque Saenz Pena - Argentina (passando pelas Ruínas de San Ignácio)
Distância Percorrida: 650Km.

Comentários: Marcamos o desayuno (café da manhã) para as 7hrs. Para quem está acostumado com os hotéis brasileiros o café da manhã nos hotéis argentinos deixa a desejar. Em quase todos os hotéis em que ficamos o café era composto de pão torrado, croisant, manteiga, geléia, café e suco de laranja. Após o café demos uma volta na Plaza 9 de Julio, casa de gobierno e na quadra do hotel.














As 8hrs. saímos do Hotel em direção às Ruínas de San Ignácio, sentido contrário à direção que seguiríamos naquele dia. Fizemos aproximadamente 70Km até a cidade de San Ignácio. As ruínas de San Ignácio são a maior redução jesuítica erguida em território argentino e atualmente mantém-se em bom estado de conservação.

















Tivemos alguma dificuldade com abastecimento neste dia pois a Argentina está enfrentando problemas de racionamento de combustível. Encontramos postos fechados por falta de abastecimento. Mais tarde descobrimos que o preço do combustível está congelado desde o ano de 2003 e por isto as refinarias preferem a exportação, deixando o mercado interno argentino em segundo plano.




As 12hrs. estávamos novamente em Posadas e dali seguimos em direção a Corrientes. As 13:00hrs. paramos para almoçar em Ituzaingo em um restaurante junto ao posto BR que fica no centro da cidade. Retornamos à estrada as 14:30hrs. na ruta 12. Ao chegarmos em Corrientes percorremos a Av. Costanera e apreciamos a vista do Rio Paraná e a ponte de 1,6Km que liga Corrientes a Resistência.





Em Corrientes tivemos nosso primeiro contato com a Polícia Argentina. Antes da viagem tivemos péssimas recomendações sobre a polícia local motivo pelo qual tivemos o máximo de cuidado sempre que fomos abordados. Para nossa surpresa sempre fomos bem atendidos tendo os policiais mostrado-se muito atenciosos e educados. Em nenhuma abordagem que tivemos tivemos de descer do veículo ou mostrar a bagagem. A simples apresentação do passaporte (ou RG) e os documentos do veículo sempre foi suficiente. Em Corrientes os policiais chegaram inclusive a nos escoltar para mostrar qual seria a forma mais fácil de chegar à ponte que cruza o rio Paraná.




Chegamos à Presidente Roque Saenz Pena às 20hrs. É noite de Natal (24/12). Procuramos um Hotel com preços acessíveis já que a cidade é conhecida por suas águas termais e também por ser a Capital Nacional do Algodão. Nos surpreendemos com a grande movimentação da cidade, principalmente em seu comércio. A cidade tem 100.000 habitantes, sendo a maior e praticamente única cidade entre Resistência e Salta.




Ficamos no Hotel Presidente, localizado bem no centro da cidade. Pedimos aos proprietários que nos indicássem um local para jantar (ceia de Natal) e nos responderam que havia apenas 1 restaurante atendendo neste dia. Fomos até o local e o prato do dia era parrilha. A forma de preparar é que nos chamou a atenção visto que a carne era preparada à base de marteladas (sentamos ao lado da churrasqueira) e separada para ser servida nas mesas sem nenhum cuidado com a higiene. Faltaram apenas alguns cachorros sentados em frente à churrasqueira para completar o ambiente. Valeu umas boas risadas.




Próximo dia >>>>

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 1 - De Nova Petrópolis/RS a Posadas/ARG

De: Nova Petrópolis - RS
Para: Posadas - Argentina
Distância Percorrida: 640Km até São Borja + 160Km até Posadas = 800Km.

Comentários: Saímos de Nova Petrópolis às 06:15hrs. Estávamos em 3 carros em um total de 10 pessoas. Fizemos paradas em Soledade (café) e São Luiz Gonzaga (almoço na Churrascaria São Franscisco na beira da BR).

Para nossa comunicação entre os veículos estávamos equipados com rádios UHF permitindo a troca de idéias e informações durante a viagem.

As 16:00hrs. chegamos à Aduana Argentina de São Borja. Estavamos com nossa documentação em dia, portanto não teríamos problemas na entrada. Alguns haviam levado passaportes e outros a própria carteira de identidade (RG).

Câmbio: Aproveitamos para trocar nossos dólares por Pesos Argentinos no próprio prédio da aduana. A conversão foi de US$ 1,00 = $ 3,00 ou $ 1,00 = R$ 0,62. Mais tarde fomos descobrir que em Salta a conversão era de $ 1,00 por R$ 0,57 e que no cartão de débito (Visa Electron) a conversão seria de $ 1,00 por R$ 0,58 (já considerando a tarifa de saque de R$ 6,30) o que mostrava-se muito mais vantajoso do que fazer o câmbio na aduana argentina.


A entrada na Argentina (Aduana) levou em torno de 50min. e logo após seguimos em direção a Posadas que seria nossa primeira parada para descanso. Logo na entrada da Argentina encontramos os primeiros indícios das Reduções Jesuíticas. Das 30 reduções jesuíticas erguidas na América no início do século 17, 7 foram no Brasil, 8 no Paraguai e 15 na Argentina.

Abastecimento: Já sabendo que o combustível na Argentina saia muito mais em conta do que no Brasil deixamos para abastecer nossos veículos assim que chegássemos na Argentina. Encontramos o primeiro posto a 8Km da Aduana, após a entrada da cidade de Santo Tomé. O diesel estava a $ 2,33 ou R$ 1,44. Abastecemos na Argentina em valores que variaram entre $ 2,10 e $ 2,50, independendo de tratar-se de postos próximos a cidades grandes ou não. A partir deste momento percebemos uma situação que nos acompanharia durante quase toda a viagem pela Argentina e Chile: a dificuldade de encontrar postos de combustível que aceitassem cartões de crédito/débito. A maioria aceita apenas efectivo (dinheiro). Se formos estabelecer uma regra que valha para todos os postos diríamos que os postos Shell aceitam cartões de crédito e os outros, que são em sua maioria da bandeira YPF aceitam apenas pagamento em dinheiro. Fomos saber deste padrão apenas na volta da viagem e para facilitar a vida de futuros viajantes registramos no GPS todos os postos Shell que encontramos no caminho. Sabendo-se onde eles estão localizados é possível fazer quase toda a viagem abastecendo com cartão de crédito/débito.



Nossa chegada foi por volta das 18:30hrs e após darmos uma volta pela Avenida Costaneira nos deslocamos para o centro à procura de um Hotel. Acabamos ficando no City Hotel que fica bem em frente à Plaza 9 de Julio. A diária de $ 98,00 ou R$ 61,00 para 2 pessoas foi quase que uma constante em todos os hotéis que ficamos na Argentina.

À noite voltamos à Av. Costaneira para jantar no Restaurante Dona Chola que serve pescados e também outros pratos. A noite era de lua cheia o que tornava ainda mais bonita a vista do Rio Paraná que faz a divisa entre Argentina (cidade de Posadas) e do Paraguai (cidade de Encarnacion). À noite a Av. Costanera é um local de grande movimento sendo o ponto de encontro dos jovens.





Por fazer divisa com o Paraguai a cidade é ponto de passagem para aqueles que buscam preços mais baixos no país vizinho sem ter de ir até Foz do Iguaçú.





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