segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 12 - De San Salvador de Jujuy à Corrientes

De: San Salvador de Jujuy (ARG)
Para: Corrientes (ARG)
Distância Percorrida: 869Km

Comentários: Do Hotel em Jujuy vimos pela televisão que o Vulcão Llaima havia entrado em erupção. Veja a matéria.

Saímos de Jujuy às 09:45hrs.
As 12hrs. passamos por Joaquim Gonzales. Acabamos abastecendo em pesos chilenos pois não aceitavam cartão de crédito (postos YPF).


As 13hrs. chegamos a Toco Pozo e um posto filiado à ACA que aceita cartões de crédito. Os demais veículos abasteceram lá pois não tinham mais efectivo.

Estávamos tão compenetrados em nossa viagem que quando vimos havíamos passado reto no posto policial em que fomos convidados a dar "una plata para a cidra" em nosso 3 dia de viagem (como a estrada era de terra estávamos viajando em uma nuvem de poeira naquele momento).

Durante a viagem passamos do lado de um temporal que estava formado próximo à cidade de Pampa del Inferno. Havia muito vento e poeira na pista, mas da chuva conseguimos escapar.

Chegamos à Resistência às 18hrs.
Chegamos à Corrientes às 18:30hrs. depois de 09:30hrs. de viagem.


Ficamos no Hotel Del Rio que estava bem indicado em nosso Guia de Viagem ("ótimo custo benefício"). A recepção parecia ser muito boa, mas internamente os apartamentos eram bastante antigos (carpete sujo, ar condicionado de mais de 20 anos, ...). Se forem para lá e tiverem opção de escolha não fiquem nele, procurem outro.

Em todos os Hotéis que ficamos na Argentina haviam elevadores. Todos elevadores, sem exceção, eram bastante antigos, do tipo que quando abre a porta tem em seu interior uma grade que serve como uma segunda porta. Se as duas portas não são fechadas o elevador fica parado naquele andar até que alguém vá até lá para fechar as duas portas.

Saímos para jantar às 19:30hrs. no Restaurante La Parrilla na beira do Rio Paraná (Av. Costanera). O horário de abertura dos restaurantes era 21hrs., mas como todos pedimos o mesmo prato acabaram nos atendendo. Comemos Bife de Corrizo, com salada e batatas fritas regada a cerveja Estela. A janta estava ótima e a cerveja também. Tomamos 9 litros de cerveja entre 6 pessoas. Naquela noite a Estela foi dormir conosco.


O Restaurante tem uma linda vista para o Rio Paraná e para a ponte que liga Corrientes a Resistência. Vale a pena conhecer o lugar só para curtir a vista.



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Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 11 - De San Pedro de Atacama à San Salvador de Jujuy

De: San Pedro de Atacama (CHL)
Para: San Salvador de Jujuy (ARG)
Distância Percorrida: 475Km
Altitude Máxima atingida no dia: 4.820mts. - próximo ao Vulcão Tocos, 56Km antes de San Pedro de Atacama

Comentários: Saímos do hotel (Don Raul) as 8hrs. Abastecemos os veículos para gastar o restantes de nossos Pesos Chilenos.




Chegamos à Aduana Chilena (a menos de 1Km do Hotel) as 08:15hrs. e lá ficamos até as 09:45hrs. Em nossa frente havia 1 ônibus de excursão escolar e ao menos 3 vans também de excursão.

Encontramos alguns brasileiros na fila e começamos a conversar com eles. Eles saíram de Manaus e pretendiam costear toda a América do Sul em 30 dias. Fariam a volta na América do Sul sempre procurando manter-se no litoral. O seu ponto extremo sul seria Ushuaia. Acabaram desistindo deste roteiro pois perceberam que não conseguiriam vencer o planejado inicialmente. Segundo ele as Aduanas eram um grande gargalo na viagem principalmente onde a Aduana fecha no final de semana e os viajantes tem de esperar até o próximo dia útil. Falaram um pouco do trecho que já haviam feito e também da ótima receptividade que tiveram em todos os países pelos quais passaram (Venezuela, Colômbia, Equador e Peru). Comentaram também que na Venezuela a gasolina custa menos de R$ 0,05 o litro e que os pedágios também são uma miséria. Segundo eles todos os abastecimentos e pedágios que tiveram na Venezuela não chegaram a R$ 10,00.

Passada a Aduana Chilena seguimos viagem.

A saída de San Pedro em direção à Argentina em direção ao Paso de Jama é bastante íngreme, tanto que no sentido contrário existem várias saídas de emergência para aqueles que não conseguem segurar o carro apenas com o freio. Estas saídas consistem em caixas de brita que servem para amenizar a velocidade do veículo que lá entrar.


Com esta subida íngreme que nos leva em questão de 35Km de uma altitude de 2.500mts. (altitude média de San Pedro) até os 4.800mts. (próximo ao Vulcão Licancabur) percebe-se nitidamente a perda de força dos veículos, tanto os 2 movidos a Diesel como o movido a Gasolina. Nos trechos mais íngremes a segunda marcha é a solução para seguir adiante na viagem.

Durante toda a viagem tivemos pouca oscilação no consumo de combustível dos veículos. A Tracker manteve-se na média dos 11 a 12Km/litro de diesel, mesmo nos trechos em que exigia-se mais do motor como nas grandes altitudes. Percebiamos sim uma relação direta do consumo de combustível com a utilização do Ar-condicionado do carro (pegamos muitos dias de calor intenso, beirando os 40graus), mas não um consumo maior em função da altitude.

Paramos em frente ao Vulcão Licancabur para tirar a foto oficial de nossa viagem. Estávamos a 4.800mts. na foto abaixo.


Logo adiante do Vulcão encontramos um casal de franceses que estava vindo de bicicleta da Bolívia. Não conseguimos entender o que queriam. Parecia que argumentavam que a bicicleta estava estragada mas o que nos pareceu é que estavam mesmo é querendo uma carona. A estrada que liga a Bolívia ao Chile é toda de rípio (estrada de chão), a um calor de mais de 35 graus e ainda de bicicleta, haja água e fôlego para aguentar. As bicicletas eram muito estranhas, a direção era com os pés e o ciclista andava quase deitado.

Duas horas depois chegamos à Aduana Argentina. Levamos 30 minutos para nosso completo atendimento. Mais uma vez não haviam filas que justificássem a lentidão do atendimento. Imagino como seria se tivéssemos pego o ônibus de excursão que encontramos em São Pedro na Aduana Argentina ao invés de na Aduana Chilena. Com certeza teríamos levado mais de 3 horas na fila.



Na estrada de volta sempre muitos animais na pista ou próximo dela, como no caso das vicunhas ao lado.


Chegamos à Susques as 13:30hrs. e aproveitamos para abastecer, agora em pesos argentinos a $ 2,58 o litro de diesel (R$ 1,60).

Às 14:30hrs. passamos por Salinas Grandes (foto).
Às 14:45hrs. chegamos à Cuesta de Lipán.
Às 15:30hrs. estávamos em Purmamarca.
Controlamos estes horários para sabermos exatamente qual o tempo necessário para ir de Purmamarca a San Pedro caso não houvessem paradas na viagem. São aproximadamente 5:00 horas de viagem (409Km) mais o tempo de aduna argentina e o tempo de abastecimento em Susques.




Conforme já havíamos combinado entre nós passaríamos a noite em San Salvador de Jujuy mas antes faríamos uma parada para almoço e compras em Purmamarca. Como já comentado o artesanato local é muito mais barato do que em San Pedro de Atacama.
Saímos de Purmamarca às 18:30hrs. e chegamos em Jujuy às 19:20hrs.

Após instalados no Hotel Fenícia, à beira do Rio Xibe Xibe, fomos até um Super Mercado que ficava a 2 quadras dali, também à beira do rio. Compramos alguns vinhos chilenos e argentinos.


Chegando ao Hotel nos dirigimos à pé até o centro da cidade em busca de um lanche pois optamos por não almoçar junto com o restante do grupo em Purmamarca e sim apenas fazer um lanche lá. Nossa idéia era em Jujuy ir novamente no Restaurante Chung King no qual havíamos almoçado na ida mas acabamos conhecendo um lugar no caminho chamado "Kefas Emparedados" que faz um ótimo Sanduiche "Lomito Especial" (fica na quadra da igreja, bem no centro).




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Mina de Chuquicamata - Chile

Chuquicamata, o buraco gigante de onde saem toneladas de cobre chileno


CHUQUICAMATA, Chile, Nov 22 (AFP) - Um gigantesco buraco onde é grande o vaivém de caminhões: essa é Chuquicamata, a maior mina aberta do mundo, que se tornou atração turística no deserto chileno e de onde partem milhares de toneladas de cobre com destino à China.

Todas as tardes, um ônibus da Codelco, a maior empresa mundial de cobre, deixa cerca de 50 visitantes em um mirante que oferece uma vista panorâmica da mina, situada no coração do deserto do Atacama (1.000 km ao norte de Santiago).

"Recebemos pelo menos 35.000 visitas por ano, 42.000 de estudantes e 2.000 de caráter técnico", explicou à AFP Patricio Huerta, do serviço de Relações Públicas.

Alguns são jovens viajantes, especialmente europeus, seguindo a rota do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto "Che" Guevara, que justamente em Chuquicamata (em 1952) tomou conhecimento das duras condições de vida dos mineiros.

Em 90 anos de exploração industrial, Chuquicamata se ampliou, e a Codelco desenvolveu outras minas próximas, como Radomiro Tomic e Mina Sur. De qualquer modo, "Chuqui" continua sendo a mais impressionante, com seus 4,3 km de comprimento, 3 km de largura e 825 metros de profundidade.

A alta nas cotações mundiais do cobre e o poder da demanda chinesa são palpáveis em Chuquicamata, cujas instalações funcionam 24 horas por dia.

Jorge Tenorio, de 56 anos, vigia com um olhar atento a embalagem de grandes placas vermelhas de cobre saídas da fundição-refinaria, sobre as quais se coloca a menção "CCC" (Companhia Codelco Chile) antes de serem exportadas pelos portos de Antofagasta e Mejillones.

"Há um ou dois anos que os embarques são muito fortes para a Ásia, China e Coréia do Sul. Antes era sobretudo para os Estados Unidos e a Europa. Há missões chinesas, chineses que vêm ver a 'Chuqui'", diz ele.

"Tiram muitas fotos, fazem perguntas, vêem os nossos produtos. Também há engenheiros chineses que vêm verificar nossos produtos (...) São exigentes, mas nosso produto é de alto nível", defende Tenorio, que é chefe da unidade de embarques da refinaria do cobre.

A Codelco acelerou o desenvolvimento de sua seção norte (Codelco Norte), da qual Chuquicamata depende, para elevar a produção das três minas de Atacama de 900.000 toneladas por ano (65% da produção do grupo Codelco) para mais de um milhão de toneladas ao ano.

Além da modernização da refinaria e de duas novas minas em projeto (Mansa Mina e, possivelmente Gaby, esta última com a estatal chinesa Minmetals), as etapas seguintes prevêem escavar mais 300 metros em Chuquicamata e passar, até 2014, à exploração subterrânea da mina até 1,5 km de profundidade.

Não há temores de que o cobre se esgote: as concessões administradas pela Codelco Norte cobrem uma extensão de 60 km de comprimento por 35 de largura.

De acordo com o diretor de inovação tecnológica em Chuquicamata Norte, Leonardo Cornejo Figueroa, trata-se do maior potencial do mundo, "com mais de 17 bilhões de toneladas de recursos geológicos, com 3,5 bilhões de toneladas de reservas verificadas".

Isso significa que em 90 anos de exploração de Chuquicamata, apenas um terço do cobre da área terá sido extraído.


Reserve seu passeio de segunda a sexta-feira a partir das 14h pelo email visitas@codelco.cl.

Ruínas de Pueblo de Pampa Union













Nombre : RUINAS DEL PUEBLO DE PAMPA UNION
Ubicación : Entre Baquedano y Sierra Gorda (por Ruta 25)
Comuna : Sierra Gorda
Decreto : D.S. 716
Fecha : 17/10/1990



Las oficinas salitreras de la época estaban conectadas entre ellas por la linea ferroviaria de Antofagasta a Boli-via en medio de la pampa salitrera, existía una pequeña estación de ferrocarril llamada Unión Alrededor de esta estación, se constituyó a partir de 1911 el pueblo de Pampa Unión, levantándose poco a poco.

Las oficinas salitreras invertían en el desarrollo productivo, sin considerar mucho los aspectos sociales y recreativos Los trabajadores vivían en habitaciones múltiples donde se cocinaba, se comía y dormía Tenian que comprar en la pulpería de la Oficina donde se cobraban precios abusivos y se pagaba con «fichas», verdadero circulante monetario controlado por el administrador de la Oficina Es así como Pampa Unión era la única alternativa, en 200 kilómetros a la redonda, para huir del imperio de la oficina y su administrador La población salitrera del cantón se trasladaba a esta localidad los fines de semana para comprar y también para evadirse y divertirse El pueblo de 2 000 habitantes, recibia una población flotante de entre 10 000 y 15 000 almas Los industriales salitreros atacaron fuertemente a Pampa Unión por ser un antro del vicio, pero no lograron parar el crecimiento de este pequeño pueblo.

En la calle principal llamada Sotomayor, ubicaba frente a la Estación y con una extensión de 6 o 7 cuadras, se encontraban la mayoría de los negocios dedicados exclusivamente al comercio (paquetería, panaderia, ropa americana, juguetes alemanes, comestibles españoles, etc) Las numerosas bodegas de licores, los restaurantes, los depósitos de vino y cerveza se repartían en las otras calles dentro del pueblo Los numerosos prostíbulos se hallaban más retirados, en las calles periféricas.

Junto al desarrollo comercial, la oferta de servicios se fue completando Compañía de Teléfonos, Carabineros y Registro Civil Desde un principio existió una escuela mixta con unos 70 niños y a partir de 1918 funciono una escuela nocturna para obreros y empleados En 1924 se instalo alumbrado eléctrico, nunca se levanto una iglesia, ni capilla, hubo en cambio un teatro para 200 personas y un estadio de boxeo para 250 personas
Pampa Unión tuvo una vida corta, con un auge logrado muy rápidamente en la decada de los '20 En los años '30 comenzó a despoblarse, producto del fin del auge salitrero El pueblo sufrió una lenta agonía, en abril de 1954 la Municipalidad de Anto-fagasta autorizo desarmar sus instalaciones.

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 10 - De Antofagasta à San Pedro de Atacama, passando por Pampa Union e Chuquicamata

De: Antofagasta (CHL)
Para: San Pedro de Atacama (CHL)
Distância Percorrida: 360Km

Comentários: Saímos de Antofagasta às 12hrs. Tiramos a manhã para descansar visto que a volta seria mais cansativa do que a vinda. Teríamos de fazer o caminho de volta ao Brasil em 1 dia a menos do que na viagem de ida ao Chile.

Após 1 hora de viagem chegamos a Estação Baquedano a 1.000 mts. do nível do mar. Este foi o dia com maiores oscilações de altitude. Saímos de Antofagasta no nível do mar e subiríamos até os 3.387mts. na estrada entre Calama e San Pedro de Atacama. Nesta cidade encontramos um pneu enorme que deveria ser de um dos caminhões utilizados na Mina de Chuquicamata. Como não sabíamos se conseguiríamos fazer a visita em Chuquicamata (era dia 01/01/08 - feriado) tiramos uma foto neste local.

Após 01:45hrs de Antofagasta (124Km de distância) chegamos ao Ex-povoado de Pampla Unión. Tratava-se de uma cidade fantasma (prédios completamente abandonados) que teve seus tempos áureos há quase cem anos atrás (1912 a 1952) chegando a ter 5.000 habitantes. Na época a cidade teve escola, registro civil, bombeiros, "lugares de diversão" e edição de 4 períodicos. O que podia-se ver eram os restos do que foi uma cidade que provavelmente viveu exclusivamente da retirada de sal.



Clique aqui para conhecer um pouco mais sobre o triste passado de Pampla Union.


Paramos neste povoado para conhecer o cemitério de uma legítima cidade fantasma. Como a cidade está abandonada o cemitério também estava. Em vários locais era possível ver os túmulos abertos com os restos de corpos à vista. Os moradores daquele local devem ter vivido momentos muito difíceis. Vale a pena ler o relato do link acima.




Dali saímos em direção à Chuquicamata, cidade que vivia unicamente da exploração de cobre e que desde 2004 foi evacuada em função do perigo de contaminação de sua população. Em Chuquicamata pode ser visitada a maior mina de cobre a céu aberto do mundo. Para agendar a visita é necessário acessar enviar email para a Codelco, empresa estatal que explora a mina (http://www.codelco.com/). As visitas ocorrem de 2ª a 6ª feira a partir das 14h.


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Clique aqui para saber mais sobre a Mina de Chuquicamata.

Atualmente a cidade que chegou a ter 12.000 habitantes está deserta e em alguns anos deve seguir o mesmo caminho de Pampla Union. Todos os seus moradores tiveram de mudar-se para Calama a 16Km dali.
Infelizmente em função do feriado não haveria visita à mina no dia de hoje.
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Segundo informações do vigilante os caminhões que transitam na mina tem capacidade para transportar 330 toneladas. Para efeito de comparação um caminhão brasileiro utilizado para transporte de cargas tem capacidade para 30 toneladas.

Apesar de já estarmos rodando na região há 1 semana ainda neste dia percebemos os efeitos da altitude em nós. Talvez por termos saído de uma altitude 0 (zero) em relação ao nível do mar e chegando a mais de 3.000 metros em um mesmo dia (questão de poucas horas) percebemos nitidamente o efeito da altitude em nós. Após passarmos Calama percebíamos uma sensação de náuseas/tontura. Para quem estava sentindo mais (dores de cabeça) o medicamento Alivium resolveu a situação em pouco mais de 10 minutos.

Nesta noite dormimos novamente no Hotel Don Raul em San Pedro de Atacama.


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Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 9 - La Portada e Mejillones

De: Antofagasta (CHL)
Para: Mejillones (CHL)
Distância Percorrida: 210Km

Comentários: Neste dia combinamos de ir para Mejillones. Nos encontramos no café (desayuno) as 9hrs. O café da manhã estava ótimo.

Antofagasta é a capital da província (Estado) de mesmo nome e deve ter próximo de 400 mil habitantes e hoje é a principal cidade do norte do Chile. A cidade foi fundade em 1868 pelo governo boliviano e tornada chilena após a Guerra do Pacífico.





Saímos para conhecer o Museu de Antofagasta mas ele estava fechado em função do feriado (31/12). Passamos pela Plaza Cóllon (acima), Catedral, Pátio Ferroviário (foto), Grua a Vapor e Ruínas de Huanchaca.



As Ruínas de Huanchaca ficam praticamente no centro da cidade e retratam a existência de uma mina de prata que funcionou entre 1873 e 1902 chegando a serem processadas 200 toneladas de prata por dia com mais de 1.000 trabalhadores.

Do alto das Ruínas tem-se uma linda vista do litoral de Antofagasta.

O litoral de Antofagasta é de difícil acesso aos banhistas. A orla é repleta de pedras e em apenas alguns lugares é possível banhar-se. O Balneário Municipal (foto)é um destes lugares.
Queríamos ter conhecido também o Mercado Público, mas o local parecia mais um mini-paraguai com milhares de pessoas na rua.

Seguimos em direção ao monumento "La Portada" (foto abaixo), monumento natural símbolo de Antofagasta com 43m de altura e 70m de largura, no formato de um arco.


Após esta parada seguimos para Mejillones 65Km distante de Antofagasta.

Mejillones: balneário com menos de 9 mil habitantes que ganhou este nome devido à abundância deste pequeno molusco (mexilhão) que tornou-se comida popular entre seus habitantes. Suas praias são de águas límpas e calmas e são bastante procuradas pelos praticantes de esportes náuticos. Mejillones é uma cidade turística e portuária.
Após o almoço no Restaurante La Pica de Marco Antônio seguimos em direção à Punta Rieles onde segundo o Guia "O Viajante" deveriam haver em torno de 5.000 lobos marinhos. Infelizmente vimos apenas uns 5 deles, os demais 4.995 deveriam estar viajando em função do feriado de ano novo.

O acesso à Punta Rieles não é difícil, mas também não é fácil. A estrada é asfaltada em boa parte do trecho, mas no final tem alguns locais que exigem tração (principalmente na volta). Apesar da Tracker ser tracionada resolvi não descer o morro com ela e pegar uma carona na Pajero.

Fomos também à busca das tartarugas verdes (espécie que pode chegar a 180kg) mas a informação que tivemos é que os lobos marinhos estavam atacando as tartarugas e com isto elas migraram para Antofagasta, na região próximo a La Portada. Chegamos a passar por lá na volta mas não as avistamos.

Em Mejillones foi a única vez que tivemos de parar o carro para esperar o trem passar. Chamou-nos a atenção que mesmo quando não tem um trem próximo à ruta (estrada) os motoristas chilenos tem o costume de parar o carro completamente nos cruzamentos. Os trilhos de trem cruzam freqüentemente a estrada, existem apenas placas de Stop como em um cruzamento normal, a diferença é que a preferencial é sempre dos trens.





Retornamos à Antofagasta no final da tarde, eram próximo das 19:45hrs. Não poderíamos deixar de ir ao Oceano Pacífico e não tomar um banho de mar. Dizem que o mar é frio no Pacífico. Quente é que não é, mas que está acostumado ao mar do Rio Grande do Sul logo acostuma com a água fria do Pacífico. Tomamos nosso banho tranqüilamente no Balneário Municipal, local bastante próximo do hotel. No horário em que fomos não havia mais ninguém por lá. Apenas 3 de nós arriscaram o banho de mar.

Voltamos ao Hotel. Os demais integrantes de nossa trupe estavam na piscina aquecida. Nos juntamos a eles e lá ficamos por mais 1 hora. Ao sair da piscina combinamos de nos encontrar na recepção um pouco mais tarde para sairmos à busca de um lugar para jantar. Era 31/12, véspera de Ano Novo.

Ceia de Ano Novo: Nos encontramos na recepção por volta das 22hrs. Já havíamos colocado nossas espumantes na geladeira do hotel (havíamos comprado no Mercado Jumbo). Agora restava encontrar um local para janta. O máximo que poderia acontecer era todos os restaurantes estarem fechados e termos de ir no McDonald´s que havia na Av. Constanera. Pegamos os carros e saímos à procura. Logo percebemos que não teríamos opções. Até mesmo o McDonald´s estava fechado.
Paramos no primeiro posto de combustível que encontramos e liquidamos o estoque de sanduíches que lá havia. As opções eram poucas (no dia seguinte fomos descobrir que estavam com o prazo de validade vencido. Ainda bem que vimos apenas no dia seguinte).
Tentamos comprar umas cervejas mas também não conseguimos.
Retornamos ao hotel para nossa ceia no local do café da manhã. Tomamos conta do local. Devem ter estranhado nosso "acampamento" e pensado: "tinham que ser brasileiros".
Um pouco antes da meia-noite fomos para a frente do Hotel para acompanhar a queima de fogos que ocorreria na Av. Costaneira. A primeira coisa que nos chamou a atenção é que os fogos começaram apenas após a meia-noite, apenas nós cantamos o tradicional "adeus ano velho, feliz ano novo, ..." em frente ao Hotel.
Os fogos foram bastante comedidos, nada de muito espalhafatoso. Chamou a atenção que além da queima de fogos oficial não ouviram-se outros foguetes nem antes, nem durante, nem depois da virada de ano. Ao acabarem os fogos na Av. Costanera todos foram embora. Estávamos hospedados de frente para a rua e não escutamos nenhum ruído após a meia-noite. Será que apenas os brasileiros são viciados em foguetes ?
Até mesmo a bebida parecia controlada entre os hermanos.

Cerveja: a dificuldade de comprar cervejas é um fato que nos chamou a atenção. Uma das explicações para o brasileiro tomar muito mais cervejas que os Chilenos com certeza é a facilidade que temos de encontrá-las no Brasil. Aqui, em qualquer esquina compra-se cervejas geladas. No Chile nos chamou a atenção que na Av. Costanera (Av. de frente para o mar) não existem bares. Para onde este povo vai quando quer sair ? Os bares não vendem cerveja e os restaurantes não podem permitir que as garrafas sejam levadas para fora de seu estabelecimento. Pelo que vimos uma das únicas formas de beber no Chile é comprando cerveja no mercado.

Horário da Sesta: Outro fato que nos chamou a atenção na Argentina e Chile é o horário da sesta, ou do cochilo. O primeiro local que percebemos isto foi em San Salvador de Jujuy. O comércio lá fecha às 14hrs. e reabre as 17hrs. O mesmo acontece em San Pedro de Atacama, nestes mesmos horários. Qual a explicação ? O calor ou o fato dos turistas saírem para passear durante o dia e procurarem o comércio no final da tarde. Nestas cidades o comércio vai até depois das 20hrs. Em Antofagasta não percebemos esta característica, mas como estamos falando de costumes diferentes eis aí mais um deles.




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Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 8 - De San Pedro de Atacama a Antofagasta, passando por Calama e Baquedano

De: San Pedro de Atacama (CHL)
Para: Antofagasta (CHL)
Distância Percorrida: 350Km
Altitude máxima atingida no dia: 3.387mts. a 43Km de San Pedro de Atacama em direção à Calama

Comentários: Hoje nosso destino é o litoral do Oceano Pacífico, especificamente Antofagasta. Saímos de San Pedro logo pela manhã (08:30hrs) mas antes passamos no posto de combustível para abastecer. Novamente perdemos em torno de 15min. para chegar até o posto em função do trânsito complicado de San Pedro.


Antes de seguir para Calama, última cidade grande antes de Antofagasta, paramos no Vale de La Muerte para averiguar uma caverna enorme que havíamos visto ao lado da ruta.


A estrada para Calama está em ótimo estado de conservação. É um verdadeiro tapete no meio do deserto. Entramos na cidade de Calama para conhecê-la um pouco.

Percorremos algumas ruas da cidade e aproveitei para calibrar os pneus (havíamos reduzido a calibragem quando fomos aos lagos Miñiques e Miscanti). Chamou-nos a atenção que tanto na Argentina como no Chile os postos normalmente estão com seus equipamentos de calibragem de pneus estragados. Encontramos apenas um posto em Antofagasta com o equipamento 100% funcionando.

Saímos de Calama às 11:30hrs. e seguimos em direção à Antofagasta. Havíamos combinado que seguiríamos viagem direto até lá e pararíamos para conhecer o que houvesse na estrada na volta pois voltaríamos pelo mesmo trecho.

A partir de Calama o movimento é muito mais intenso do que que já havíamos presenciado entre Argentina e Chile. Nada como as BR´s do Brasil, lotadas de caminhões, mas mais intenso do que as demais estradas daqueles países.



Desde logo chamou-nos a atenção a grande quantidade de túmulos existentes ao longo da estrada. Apesar de ser uma estrada em ótimas condições parece ser grande a quantidade de acidentes com mortes que ocorrem nela. No início acreditávamos tratar-se apenas de casualidade, mas até chegarmos em Antofagasta tranqüilamente passamos por mais de 100 túmulos ao lado da estrada. Pode-se ver de tudo, desde os mais simples, apenas com uma lápide até os mais requintados que mais parecem prédios de lanchonetes contando até mesmo com toldos para proteção do sol.

Ao longo da estrada para Antofagasta existem povoados que parecem ter como único objetivo servir para a carga e descarga ou manutenção dos trens. O Chile conta com uma grande rede ferroviária na região entre Calama e Antofagasta. Talvez o maior motivo disto seja a existência a 15Km de Calama da maior mina de cobre a céu aberto do mundo, localizada em Chuquicamata (visitamos ela na volta). Pelo que pudemos perceber todo o transporte do cobre é feito através de trens. Entre Calama e Antofagasta o único povoado que pode ser chamado de povoado ou mini-cidade é Baquedano (foto ao lado), distante 140Km de Calama e 70Km antes de Antofagasta.

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Além de Baquedano pode-se ver povoados abandonados, legítimas cidades fantasmas que provavelmente tiveram seu auge quando da extração de algum minério naquela região (paramos em uma delas na viagem de volta).

Chegando em Antofagasta (foto ao lado) nos colocamos a procurar algum hotel. Desde já percebemos que as diárias são em Dólar, ao menos nos melhores hotéis. Ficamos no Holliday Inn (US$ 80,00 o casal, foto abaixo). O hotel é de excelente qualidade. Parecia uma outra viagem se comparado com San Pedro de Atacama. Só o fato de poder tomar banho e sair na rua sem estar logo cheio de areia ou poeira já nos alegrou novamente. O hotel tinha também televisão, ar-condicionado, banheira, chuveiro quente, um ótimo café da manhã, enfim, muito diferente dos lugares que havíamos ficado.

Saímos para almoçar na Av. Costaneira no Arrecife Bar e Restaurante. Foi uma ótima refeição. Enquanto esperávamos a comida íamos recalculando nossa viagem de volta para ver da possibilidade de ficarmos mais 1 dia em Antofagasta. Inicialmente ficaríamos apenas 1 noite aqui e amanhã seguiríamos novamente para San Pedro de Atacama onde passaríamos o ano novo. Para viabilizar mais 1 dia em Antofagasta teríamos de sacrificar uma parte de nossa viagem que passaria por Quilmes e Cafayate. Mas todos concordaram com a troca. Até agora nossos dias tinham sido repletos de atividades. A cabeça estava descansada mas o corpo já estava sentindo os 3.500Km´s que já havíamos feito até aqui. Liguei para o Hotel em San Pedro e transferi nossa reserva do dia 31/12/07 para o dia 01/01/08. Imaginávamos que seria complicado de trocar a data mas foi fácil.

A língua espanhola não mostrou-se difícil durante nossa viagem. Quando estávamos indo de Nova Petrópolis para a Argentina escutávamos no carro um CD adquirido no Brasil com aulas básicas de espanhol. As principais palavras e expressões do dia-a-dia constavam neste material. Fazíamos questão de sempre nos comunicar na língua local e não de falar o português. Em determinada cidade chegamos a ser questionados se éramos espanhóis. Também não é para tanto, isto já é exagero. Esta facilidade com o espanhol fez com que a troca das fechas (datas) das reservas das habitaciónes (quartos) fosse bastante tranqüila, mesmo sendo por teléfono.

Após o almoço (17hrs.) fomos para o Hotel para descansar um pouco. Afinal agora tínhamos 1 dia a mais para aproveitar em Antofagasta.
Descemos para o saguão às 20hrs. para olhar o pôr-do-sol no Pacífico. Estávamos hospedados bem em frente à beira-mar.

As 20:30hrs voltamos para o Hotel. Alguns do nosso grupo já estavam voltando das compras no Mercado Jumbo, um enorme mercado que ficava a 3 quadras do hotel. Motivados por eles acabamos indo junto com eles para novas compras. Apesar dos preços chilenos serem bem mais altos do que os argentinos pôde-se encontrar alguns produtos mais baratos que na Argentina. Compramos no Chile 2 sacos de dormir (para temperaturas de até 5 graus negativos) por R$ 45,00 cada.

Após as compras voltamos ao Hotel, já por volta das 23hrs.


Próximo dia >>>>>

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 7 - Geisers de El Tatio, Pukara de Quitor, Vale de La Muerte e Vale de La Luna

De: San Pedro de Atacama
Para: Geisers de El Tatio, Pukara de Quitor, Vale de La Muerte e Vale de La Luna
Distância Percorrida: 178Km (Geisers) + 72Km (Vales + Quitor) = 250Km
Altitude Máxima atingida no dia: 4.520mts.

Comentários: Neste dia acordamos as 03:30hrs. visto que as 4hrs. estaríamo embarcando em uma Sprinter com destino aos Geisers de El Tatio. Optamos por fazer este passeio com uma agência de turismo por desconhecermos a estrada que teríamos de percorrer ainda no escuro (estrada que sabíamos não era das melhores) e também pela comodidade de podermos dormir durante a viagem já que as 4hrs. da manhã não conseguiríamos enxergar nada igual. O passeio saiu por $ 15.000,00 por pessoa (algo em torno de R$ 55,00) e se tivéssemos de ir novamente iríamos mais uma vez de Sprinter ao invés do nosso carro. São 97Km de estrada de rípio (terra) feitos em 2:30hrs.


Na metade do percurso, a 56Km fizemos uma parada a 4.520mts. de altitude. Eram por volta das 05:15hrs. O motorista da Sprinter insistiu para que desembarcássemos da camioneta para sentirmos o frio da Cordilheira. Poucos de nós descemos. Estava realmente frio lá fora. Segundo o motorista naquele trecho costumava fazer entre 5 e 10 graus negativos naquele horário. Sabendo do frio intenso que fazia durante este passeio eu e minha esposa estávamos prevenidos contra o frio levando conosco mantas, luvas, toucas, vários casacos, meias, ... Podemos dizer que não passamos frio neste passeio. Havíamos levado uma mochila de roupa para frio especialmente para este dia.

Dali continuamos a viagem até os Geisers de El Tatio. Chegamos lá as 06:39hrs. Logo na entrada existe um pórtico com banheiros e um termômetro digital. Naquele momento marcavam 8 graus negativos e estávamos a 4.308mts. de altitude.

Quando chegamos mais perto dos Geisers pudemos observar a grande quantidade de Vans e Camionetas que já estávam por lá. Após isto, muitos outros veiculos ainda chegaram. Com certeza foi o local em que pudemos verificar a maior quantidade de pessoas presentes. O frio estava intenso. O sol ainda demoraria a raiar. Turistas desavisados estavam roxos de frio. Neste lugar é preferível passar calor por excesso de roupa do que passar frio por sua falta.
Tomamos café no local. O leite foi aquecido na própria água dos Geisers que chega a 90 graus. Foi um dos melhores cafés da manhã que tivemos até aquele momento da viagem, ali, ao lado dos geisers, com pão de verdade (não torrado), patê, leite, café e biscoitos.


Percorremos a região dos Geisers por volta de 1 hora. Às 8hrs iríamos até um local distante 1Km onde poderíamos tomar banho em águas termais. Era uma piscina abastecida com água dos Geisers. A princípio a idéia de tomar banho de piscina naquele frio parecia absurda, mas e o que iríamos contar caso não tomássemos banho naquele frio ?
Encaramos. As mulheres não arriscaram, foram apenas os homens e as crianças.
O banho foi ótimo. A água tem um cheiro forte de enxofre. A água quente parecia sair da própria areia que havia no fundo da piscina.


Saindo dali começamos a voltar para San Pedro, mas antes fizemos algumas paradas em um vale repleto de llamas e também no povoado de Machuca.

No povoado de Machuca comemos um saboroso espetinho de carne de llama e também pastéis de queijo de cabra. Este foi nosso almoço do dia. Não poderia ter sido melhor. O vilarejo é quase abandonado, se ninguém nasceu, morreu ou fugiu, devem haver entre 6 e 8 habitantes. Esta foi a informação repassada pelo assador dos churrasquinhos.

Chegamos em San Pedro às 12:30hrs. e após um rápido descanso de alguns minutos nos deslocamos para a Pukara de Quitor. Quitor fica a 3Km do centro de San Pedro e foi o local da batalha que determinou a conquista espanhola sobre os índios atacamenhos. As ruínas desta fortaleza não estão muito bem conservadas, mas ainda assim permitem imaginar a distribuição espacial das edificações.
A Pukara, que em quéchua, significa "fortaleza", fica no alto de um morro na Cordilheira de La Sal (foto ao lado), com uma bela vista do vale onde se localiza.
Neste dia sentimos o sol forte que assola a região. Eram 14hrs. e estávamos a subir os morros que compõe a Pukara de Quitor. A subida é cheia de voltas, com muita areia e sem nenhuma sombra (sombra no Deserto do Atacama ?). Ainda bem que fomos prevenidos com bastante água.

Tínhamos que ser rápidos em nossa visita pois as 15:30hrs nos encontraríamos com com os demais amigos que haviam ficado no Hotel para descansar. Atingimos o alto da Pukara às 15hrs. Tínhamos poucos minutos para apreciar a vista, descansar, descer o morro e ainda chegar no Hotel a tempo para dali sairmos para o Vale de La Luna e o Vale de La Muerte.

Do alto da Pukara era possível avistar a cidade de San Pedro, o Vale de La Muerte, o Vulcão Licancabur, o Salar do Atacama e muito mais. A Pukara parecia estar colocada em um lugar estratégico pois dela era possível ver a estrada que passa pelo meio do Vale de La Muerte. Era como se dali pudéssem ser preparadas as enrascadas/ataques aos inimigos que entrassem pelo Vale de La Muerte. O local era perfeito para isto.

Chegamos ao Hotel exatamente as 15:30hrs. Os demais viajantes já estamos a postos, prontos para partirmos.

Partimos inicialmente para o Vale de La Muerte que está sinalizado com uma placa de Cordillera de La Sal. É um vale de aproximadamente 2Km de extensão com rochas, monumentos naturais e dunas, onde é possível praticar sandboard (é necessário alugar a prancha no centro de San Pedro). Não chegamos a atravessar todo o Vale de La Muerte pois dos 3 veículos em que estávamos o meu (GM Tracker) não passou pelo local em que a areia estava mais densa. Acabamos voltando pelo mesmo caminho pelo qual havíamos vindo.

Na seqüência fomos para o Vale de La Luna. Este vale é uma extensão de terra e areia avermelhada, rico de singulares formações rochosas moldadas pelo trabalho da erosão. Visitamos a mina de sal (foto à esquerda) e uma das cavernas em que é possível entrar (foto à direita).



Ao final da tarde, quando íamos voltando para o mirante conhecido por seu belíssimo pôr do sol acabamos encontrando um casal de estrangeiros atolado com sua pick-up alugada. Após desatolarmos eles da areia seguimos nosso caminho.

É impressionante a quantidade de turistas de outros países que encontramos tanto na Argentina como no Chile. Eram alemães, belgas, franceses, americanos, de tudo quanto é lado. Nós que somos de região alemã freqüentemente encontrávamos excursões de alemães, até mesmo em Humahuaca.

Quando chegamos ao mirante do Vale de La Luna já haviam centenas de pessoas subindo o morro em busca do melhor lugar para apreciar o pôr do sol. A subida é bastante cansativa, ainda mais após um dia inteiro de atividades, mas a vista do topo compensa o esforço.

Chegávamos assim ao fim de mais um dia de nossa viagem. Amanhã partiríamos para o litoral do Oceano Pacífico, especificamente Antofagasta.

























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