quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Fotos de Posadas (Misiones - ARG)
Posadas é a capital da província de Misiones e fia a 1.050Km ao norte de Buenos Aires. Com 250.000 habitantes, a cidade é passagem obrigatória para os viajantes que seguem às ruínas jesuíticas, herança do passado colonial da Argentina. Posadas é banhada pelo Rio Paraná, que a separa da cidade de Encarnación, no Paraguai. Por estar a apenas 300Km ao sul de Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil (Foz do Iguaçú), também é um importante ponto de passagem de viajantes que tem como rumo as famosas Cataratas do Iguaçú. Posadas começou a desenvolver-se durante a Guerra do Paraguai, de 1864 a 1870, quando serviu de ponto estratégico para as tropoas da Tríplice Aliança (Argentina, Brasil e Uruguai). A partir de 1880, Misiones, uma fértil região agrícola, onde predomina o cultivo de erva-mate e a extração de madeira, tornou-se uma província separada, e teve Posadas como capital.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
O que não pode faltar na mochila ?
Alguns itens não podem faltar em sua mochila:
- Mapas da região ou GPS com mapas;
- Dicas de turismo para saber o que conhecer em cada cidade;
- Protetor solar, protetor labial, óculos de sol e boné;
- Roupas para os extremos (muito calor e muito frio);
- Mais de 1 par de tênis (suja-se muito nos salares e na areia);
- Cartão de Débito desbloqueado no Brasil (Visa Electron);
- Chá de Coca (misturado com a água do chimarrão para quem tem este hábito) - pode ser comprado na Argentina. O chá de coca é industrializado a exemplo dos chás que encontramos por aqui (em saquinhos);
- Máquina digital com no mínimo 4MB de memória e muitas pilhas recarregáveis;
- Um adaptador para tomadas (todas as tomadas da Argentina e do Chile são diferentes das nossas). Para não passar sufoco leve um "T" ou benjamin;
- Binóculos;
- Rádios comunidadores (Talk About ou outro tipo);
- Muita água;
- Barras de cereais, biscoitos, ...;
- Energético (para aguentar acordado as retas a perder de vista);
Altitude - dificuldade das pessoas
- dor de cabeça (95%)
- náuseas e vômitos (70%)
- tontura (58%)
- perda de apetite
- insônia
- falta de ar aos médios esforços
- Na altitude, principalmente com o clima seco da Bolívia, perdemos muito líquido. A hidratação deve ser reforçadíssima. Recomenda-se a ingestão de 3 a 4 litros de água diariamente nessas condições; portanto, garrafinha de água na mochila! Restrição na ingestão de sal e ingestão de uma carga maior de carboidratos é uma boa idéia.
- Nada de atividades físicas extenuantes nos dois primeiros dias...caminhadas leves. Se ficar muito cansado e ofegante, pare e descanse, se não melhorar, volte para o hostel. Se te convidarem para jogar bola, resista, não dá nem para jogar no gol!!
- Nada de subir ainda mais enquanto não estiver aclimatado. Acima dos 3800 metros recomenda-se no máximo mais 300 por dia, seja escalando ou de busão...ou seja, se vc chegou a La Paz em um certo dia e for ao Chacaltaya (a mais de 5000 metros) no dia seguinte, a chance de vc ter um edema pulmonar ou cerebral é gigantesca!!
- Nada de álcool ou cigarro!! Álcool desidrata e provoca mais tonturas e náuseas. O cigarro vai te atrapalhar ainda mais para respirar!!
- Náuseas ou vômitos: O Plasil ou o Motilium podem ser usados. Evite o Dramin, como ele causa sono, a frequência respiratória diminui e pode piorar a falta de ar.
***Cuidado: Não use medicação para dormir!!! (Diazepam ou equivalentes). Esses remédios causam diminuição da frequência respiratória, e na altitude isso pode até mesmo ocasionar uma parada respiratória!!! Se estiver com dificuldades para dormir, tome um diamox (125 ou 250mg) pela noite, ele vai aumentar a frequência respiratória, propiciando uma melhor oxigenação noturna (apesar de acordar várias vezes para ir ao banheiro...)
- Falta de ar mesmo em repouso
- Perda de coordenação na fala ou motora
- Alterações visuais
- Excesso de fadiga, sonolência
- Alucinações
- Dor de cabeça 1 ponto
- Náuseas ou perda de apetite 1 ponto
- Insonia 1 ponto
- Vertigem 1 ponto
- Cefaléia resistente a aspirina 2 pontos
- Vômitos 2 pontos
- Falta de ar em repouso 3 pontos
- Fadiga anormal 3 pontos
- Oligúria (falta de urina) 3 pontos
- 1-3 pontos MAM LEVE aspirina ou paracetamol
- 4-6 pontos MAM MODERADO aspirina, repouso e suspender subida
- + de 6 pontos MAM SEVERO abaixar rapidamente
Cuidados Com As Polícias Argentina E Chilena
- Se o carro for financiado, é necessário autorização da empresa para viagem. É só pedir, que as financeiras fornecem tranquilamente. Depois é necessário obter um "carimbo" do consulado de cada país para onde você vai viajar.
- É necessário seguro contra terceiros (carta verde). Informe-se junto ao seu corretor.
- Algumas companhias de seguro não cobrem sinistros no Chile. Informe-se.
- Farois auxiliares devem ser AMARELOS (ou estarem cobertos)
- Cambão rígido (no lugar de cabo de aço) - http://www.4x4brasil.com.br/forum/sh...ighlight=lanza olha também outra maneira, inclusive melhor de utilizar o cambão http://www.4x4brasil.com.br/forum/sh...2&postcount=75
- Seguro Internacional contra Terceiros (carta-verde);
- Os equipamentos são os mesmos exigidos no Brasil, mais 2 triângulo (colocados um na frente e outro atrás do veículo avariado), espelho lateral direito, cabo de aço (para a eventualidade de ser guinchado - aproximadamente 2 metros) e estojo de primeiros socorros.
- Carteira Internacional de Motorista;
- Mesmos equipamentos exigidos no Brasil, mais 2 triângulos e correntes para cobrir AS RODAS durante o rigoroso inverno na Cordilheira dos Andes.
BOLÍVIA (fonte: www.ine.gov.bo)
- Passaporte, cuja viagem ocorra dentro dos seis meses de validade;
- Carteira de Identidade expedida no máximo há 10 anos;
- Carteira Internacional de Motorista;
- Seguro Internacional contra Terceiros (carta-verde);
- Vacina contra febre-amarela (aplicada nos aeroportos internacionais, após aplicação vc. ganha uma carteirinha de vacinação da ANVISA na cor laranja);
- Veículo quitado.
PARAGUAI (fonte: www.yagua.com.py)
- Mesmos documentos e equipamentos exigidos no Brasil.
URUGUAI (www.emburuguai.org.br e www.mrree.gub.uy)
- Seguro Internacional contra Terceiros (carta-verde);
- Mesmos equipamentos exigidos no Brasil.
span >Veja no site viajandodecarro.wordpress.com mais informações sobre documentos e equipamentos necessários.
San Pedro do Atacama / Deserto do Atacama
Os últimos 40 kms é descida pura....despenca de 4600m para 2400m....
San Pedro do Atacama: San Pedro do Atacama ou o Deserto do Atacama como é conhecida a região, tem pouco mais de 3.000 habitantes e está a 2400 metros de altitude, é um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro, mochileiros, fotógrafos, astrônomos, cientistas, motoqueiros e aventureiros. Apesar de pequena e isolada no coração do deserto mais árido do mundo, San Pedro possui uma vida agitada, mesmo depois da meia noite, os bares e restaurantes ficam lotados de pessoas conversando e planejando o dia seguinte.
San Pedro é uma cidade exótica. Possui boa estrutura para o turismo, que é explorado de forma bem profissional. Estranha-se no primeiro momento. As casas são baixas, de barro e muito pequenas, apesar da imensidão do deserto! Tudo é muito caro porque tudo vem do sul do país, a mais de 1700 Km. Água lá é luxo. Não chove a mais de 500 anos. O índice pluviométrico anual da cidade é de 20 mm, ou seja, próximo de zero. É o deserto mais seco do mundo!
Tem clima desértico com temperaturas de máxima 26°C no verão e mínima de menos 2°C no inverno. Não há bancos para sacar dinheiro com cartão de crédito. Pode-se trocar dinheiro com dólar, porém é muito mais baixo o valor. Toda eletricidade é produzida por gerador, é desligado por volta da uma hora da manhã e volta às 7hs. Os melhores hotéis tem o seu próprio gerador. Não há capacidade do motor elétrico para o dia inteiro.
A água não se pode beber porque provoca mal estar estomacal à quem não está acostumado. Toda água vem do subsolo e contém muitos minerais. Como na zona do deserto existem muitos minerais, principalmente o sal, a água não é preparada e chega salgada nas torneiras.
A principal atividade econômica é o turismo, outros vivem da agricultura.
Só há um pronto socorro em San Pedro e faltam farmácias. Hospital só em Calama.
O QUE CONHECER ? São inúmeros os locais para serem visitados lá! Incluem-se nestes, as Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Vale da Lua, Cordilheira de Sal, Vale da Morte, Geisers de El Tatio e Termas de Puritama. Todos os locais que visitei lá são esplendorosos! Deus realmente caprichou nos detalhes ao construir tamanha beleza!
1) Valle de la Luna: Indiscutivelmente o local mais bonito do deserto do Atacama, possui dunas gigantescas e formações montanhosas que lembram à topografia lunar e é onde se pode admirar um lindo por do sol, com um degradê de cores no céu que fotografia nenhuma no mundo mostra o quanto é belo.
Distância desde San Pedro é de 15kms. Altitude 2.500 metros.
2) Vale da Morte:A cerca de 4 km a oeste de San Pedro, pertence à Cordilheira do Sal e possui formações de dunas e desfiladeiros que impressionam pela beleza, o lugar é conhecido por esse nome porque foi utilizado pelos antigos habitantes para levar quem estava gravemente doente para esperar a morte, ali foram encontradas diversas múmias que hoje estão no museu de San Pedro. É o ponto de encontro de todos os aventureiros para apreciar o maravilhoso pôr-do-sol, esticamos as canelas subindo a enorme duna apreciando as formações do vale talhado pelo vento durante 60 milhões de anos.
3) Geisers: Altitude 4.321mts. Os Geisers de El Tatio (lágrima de velho, no dialeto cunza) é um dos cinco geisers existentes no mundo todo. Os Geisers cospem jatos de vapor e água fervendo com forte odor de enxofre. Todo esse campo geotérmico é o resultado do encontro de rios subterrâneos de águas geladas com as lavas vulcânicas do vulcão, que domina o horizonte. Nesse lugar é indispensável muito agasalho, luvas e gorro.
É preciso acordar bem cedo para visitá-los porque estão a 100 Km de San Pedro e a estrada é complicado.
Saída de San Pedro do Atacama às 4hrs. da manhã.
4) Termas da Puritana: A cerca de 28 km de San Pedro, são piscinas de águas cristalinas a 3.000 metros de altitude, a temperatura da água beira os 38 - 40 graus, devido à passagem de águas subterrâneas próximas a vulcões.
5) Pukara de Quitor: Nosso objetivo foi ficar dois dias completos na região, conhecendo assim os principais lugares e pontos imperdíveis tais como as ruínas do povo atacamenho que serviram de proteção dos ataques incas, em 1450 e posteriormente dos ataques espanhóis em 1540, o local é conhecido como Pukara de Quitor.
6) Aldeia de Tulor: Partimos para o sul de San Pedro e a primeira parada foi na Aldeia de Tulor, uma antiga vila atacamenha que possui curiosas construções de adobe e algumas particularidades interessantes do modo de vida desse povo, como por exemplo, as casas construídas de forma circular para não serem enterradas pela areia do deserto e túneis que as interligam, as portas são todas voltadas para o Vulcão Licancabur. Saindo da aldeia continuamos seguindo para o sul e fizemos uma parada na Quebrada de Jerez para um refrescante banho, esse local é um verdadeiro oásis que servia de parada para os povos que cruzavam a região.
7) Salar do Atacama: É o segundo maior salar do mundo, perdendo apenas para o Salar de Uyuni, na Bolívia. O Salar é uma gigantesca camada de sal sobre um lado de água salobra. É onde encontra-se a Reserva Nacional dos Flamingos, com grande população destes animais (aproximadamente 4.000), que dormem num pé só, se alimentam de microrganismos presentes na água salgada e botam apenas um ovo por ano.
Distância desde San Pedro é de 75kms. Altitude 2.300m. Com 3.200 quilômetros quadrados.
O sol nesse local é muito forte e o ar é extremamente seco, proteja-se com filtro solar, chapéu, óculos escuros e protetor labial.
Salta - Argentina
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Vulcão Láscar - erupção em 1993
| Erupção no Chile provocou chuva de cinzas vulcânicas no RS |
Em 21 de abril de 1993 milhões de brasileiros foram às urnas para decidir em plebiscito a forma e o sistema de governo. Venceram as propostas de República e Presidencialismo. No Rio Grande do Sul, entretanto, o assunto que motivou conversas e discussões naquele dia não foi a política. Quem saiu de casa para votar na manhã de céu encoberto de 21 de abril de 1993 foi apanhado de surpresa por uma fina camada de cinzas sobre os telhados de casas, automóveis e na vegetação. O que poderia estar acontecendo ? A resposta estava no Chile ! O vulcão Láscar experimentava uma das mais importantes erupções da sua história e três dias antes havia dado origem a um fluxo piroclástico (imagem abaixo). A poeira vulcânica atingiu grande parte do Rio Grande do Sul e algumas cidades catarinenses. No estado gaúcho, as cinzas foram observadas especialmente na Grande Porto Alegre, Missões, Vale do Taquari, Planalto Médio e Serra do Nordeste. "A sensação é que caía uma chuva fina que às vezes ficava mais intensa", diziam os jornais da época. As pessoas manifestavam preocupação quanto à contaminação, mas os especialistas se apressaram para realizar exames químicos e logo descartaram o perigo. As conseqüências não passaram de automóveis, telhados e árvores cobertos por uma fina camada de cinzas. Mas o fato foi tão surpreendente que acabou deixando o resultado do plebiscito em segundo plano nos jornais de Porto Alegre do dia seguinte. As consequências mais graves da erupção do Láscar, cujas cinzas alcançaram até mesmo Buenos Aires, fora registradas no norte da Argentina. A quantidade de cinzas acumulada nas ruas foi muito maior e o transporte aéreo viu-se fortemente afetado. A delegação do Grêmio ficou retida no território argentino e os jogadores reclamavam de irritação nos olhos. A erupção de 1993 foi considerada até então a mais intensa do vulcão no norte chileno na era moderna, tendo provocado uma nuvem piroclástica que atingiu 8 quilômetros de altura. Com o seu pico a 5.641 metros de altitude, o vulcão Láscar da região de Antofagasta é um dos mais ativos dos Andes e situa-se numa zona onde predominam ventos de sudoeste que empurram as partículas emitidas na atmosfera e os gases para o território argentino. No caso da erupção de 1993, a poeira vulcânica oriunda da erupção nas proximidade do Pacífico atravessou o continente e veio a se precipitar em cidades na costa do Atlântico Sul. O meteorologista Eugenio Hackbart, Diretor-Geral da MetSul Meteorologia, explica que as cinzas vulcânicas foram trazidas do Láscar, no norte do Chile, para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina devido à atuação de correntes de vento em elevada altitude chamadas de corrente de jato. No passado, o vento transportou cinzas vulcânicas de erupções no território chileno para outras regiões da América do Sul, especialmente para a Argentina, em decorrência justamente da movimentação das correntes atmosféricas. |
Vulcão Llaima entra em erupção
Vulcão entra em erupção no Chile no primeiro dia do ano
Plantão Publicada em 02/01/2008 às 08h54m
Agências InternacionaisSANTIAGO - O vulcão Llaima, localizado no Sul do Chile, entrou em erupção na quarta-feira, elevando uma densa coluna de fumaça e cinzas e forçando que turistas e moradores deixassem a área. Não há registro de feridos.
A erupção começou às 18h20 (19h20 de Brasília), quando a coluna de fumaça se elevou cerca de três quilômetros acima da cratera do vulcão, de 3.210 metros de altitude.
O vulcão está localizado na região de Araucania e fica dentro do Parque Nacional de Comguillio, a cerca de 82 quilômetros da cidade de Temuco.
Antes da erupção, moradores das cidades próximas do vulcão disseram ter ouvido um estrondo vindo debaixo da terra.
O vulcão Llaima registrou um aumento de sua atividade em meados de 2007, mas não chegou a ocorrer nenhuma erupção. A última importante se deu em 1994, mas algumas nos anos 50 devastaram vários povoados da zona.
Viagem ao Deserto do Atacama - Dias 14 e 15 - De Santa Rosa à Nova Petrópolis passando pelo Salto do Yucumã
Para: Nova Petrópolis (BR)
Distância Percorrida: 507Km + 229Km = 736Km
Comentários: Neste dia nosso grupo dividiu-se em 2. Para 2 veículos o retorno para Nova Petrópolis seria neste dia. Estávamos a 510Km de casa.
Como estávamos perto do Salto do Yucumã (município de Derrubadas/RS) decidimos por conhecê-lo pois sabíamos que dificilmente viríamos para a região apenas para conhecê-lo.
Após uma volta pelo centro da cidade fomos conhecer o ponto turístico principal de Santa Rosa, a casa da Xuxa Meneguel. Este foi o local de despedida e de divisão dos viajantes.
Logo em seguida nos colocamos na estrada em sentido oposto aos demais 2 veículos. Seguimos para Três de Maio, Três Passos e após Tenente Portela. Entre Três Passos e Tenente Portela fizemos um desvio por fora da cidade pois o acesso principal está em obras. O trecho de estrada de chão foi com certeza pior do que o rípio chileno (San Pedro de Atacama).
O Rio Uruguai estava um pouco acima de seu normal pois na noite anterior havia chovido bastante na região, mas apesar disto conseguimos ver bem o salto e suas corredeiras. É muito estranha a forma com que o rio corre. Parece que ele corre de lado para descer as corredeiras.
O Salto do Yucumã é o maior salto longitudinal do mundo, com 1.800mts.
Conheça mais nos sites http://www.bemtevibrasil.com.br/yucuma.htm e http://www.terraeasfalto.com.br/destinos/riograndedosul/saltoyucuma/index.htm
Saímos do Salto e retornamos ao asfalto por volta das 16:45hrs. O asfalto da região está muito bom (com exceção do desvio em Três Passos) permitindo desenvolver uma velocidade adequada para quem quer percorrer grandes distâncias em um mesmo dia (era o nosso caso).
Em nossa viagem de retorno passamos por Palmeira das Missões, Sarandi, Carazinho, Soledade e posamos no Parque das Tuias em Fontoura Xavier (poucos Km após Soledade).
Ainda estávamos a 229Km de casa e este percurso foi feito no dia seguinte encerrando-se mais esta aventura.
Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 13 - De Corrientes à Santa Rosa
Para: Santa Rosa (BR)
Distância Percorrida: 529Km
Comentários: Saímos de Corrientes às 08:30hrs. Depois de abastecer no Posto Shell na saída da cidade pegamos a estrada rumo à Posadas e posteriormente à Santa Rosa atravessando a fronteira em Porto Mauá (balsa).
Chegamos à Posadas às 12:30hrs. e resolvemos entrar no Super Mercado Libertad para comprar cervejas de litro (marca Estela é claro). Quando estávamos no mercado decidimos também almoçar lá pois já estávamos lá mesmo.
Completamos o combustível em Obera para gastar o resto dos pesos argentinos e como ainda haviam sobrado $ 30,00 acabamos comprando 5 Estela´s com garrafa e tudo. Ao menos estas estavam garantidas.
Neste dia, no trecho entre Corrientes e Posadas fomos atacados pela Polícia Argentina por 3 vezes. Em todas as vezes fomos muito bem tratados. Em apenas 1 delas tivemos de apresentar os documentos, nas outras uma foi para alertar que os faróis de 1 dos carros estava apagado (é lei andar com os faróis ligados) e na última apenas para conferir se não estávamos transportando pescados (muitos brasileiros vão a Ituzaingo para pescar).
Chegamos na Balsa em Alba Posse (ARG) às 17:10hrs. Ao atravessar estávamos em Porto Mauá (BR).
Chegamos à Santa Rosa às 18:30hrs. Nesta noite dormimos em Santa Rosa, no Hotel Rigo e jantamos no Restaurante Bifão.
Próximo dia >>>>>
Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 12 - De San Salvador de Jujuy à Corrientes
Para: Corrientes (ARG)
Distância Percorrida: 869Km
Saímos de Jujuy às 09:45hrs.
As 12hrs. passamos por Joaquim Gonzales. Acabamos abastecendo em pesos chilenos pois não aceitavam cartão de crédito (postos YPF).
As 13hrs. chegamos a Toco Pozo e um posto filiado à ACA que aceita cartões de crédito. Os demais veículos abasteceram lá pois não tinham mais efectivo.
Estávamos tão compenetrados em nossa viagem que quando vimos havíamos passado reto no posto policial em que fomos convidados a dar "una plata para a cidra" em nosso 3 dia de viagem (como a estrada era de terra estávamos viajando em uma nuvem de poeira naquele momento).
Durante a viagem passamos do lado de um temporal que estava formado próximo à cidade de Pampa del Inferno. Havia muito vento e poeira na pista, mas da chuva conseguimos escapar.
Chegamos à Corrientes às 18:30hrs. depois de 09:30hrs. de viagem.
Ficamos no Hotel Del Rio que estava bem indicado em nosso Guia de Viagem ("ótimo custo benefício"). A recepção parecia ser muito boa, mas internamente os apartamentos eram bastante antigos (carpete sujo, ar condicionado de mais de 20 anos, ...). Se forem para lá e tiverem opção de escolha não fiquem nele, procurem outro.
Em todos os Hotéis que ficamos na Argentina haviam elevadores. Todos elevadores, sem exceção, eram bastante antigos, do tipo que quando abre a porta tem em seu interior uma grade que serve como uma segunda porta. Se as duas portas não são fechadas o elevador fica parado naquele andar até que alguém vá até lá para fechar as duas portas.
Saímos para jantar às 19:30hrs. no
O Restaurante tem uma linda vista para o Rio Paraná e para a ponte que liga Corrientes a Resistência. Vale a pena conhecer o lugar só para curtir a vista.
Próximo dia >>>>>
Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 11 - De San Pedro de Atacama à San Salvador de Jujuy
Para: San Salvador de Jujuy (ARG)
Distância Percorrida: 475Km
Altitude Máxima atingida no dia: 4.820mts. - próximo ao Vulcão Tocos, 56Km antes de San Pedro de Atacama
Comentários: Saímos do hotel (Don Raul) as 8hrs. Abastecemos os veículos para gastar o restantes de nossos Pesos Chilenos.
Chegamos à Aduana Chilena (a menos de 1Km do Hotel) as 08:15hrs. e lá ficamos até as 09:45hrs. Em nossa frente havia 1 ônibus de excursão escolar e ao menos 3 vans também de excursão.
Encontramos alguns brasileiros na fila e começamos a conversar com eles. Eles saíram de Manaus e pretendiam costear toda a América do Sul em 30 dias. Fariam a volta na América do Sul sempre procurando manter-se no litoral. O seu ponto extremo sul seria Ushuaia. Acabaram desistindo deste roteiro pois perceberam que não conseguiriam vencer o planejado inicialmente. Segundo ele as Aduanas eram um grande gargalo na viagem principalmente onde a Aduana fecha no final de semana e os viajantes tem de esperar até o próximo dia útil. Falaram um pouco do trecho que já haviam feito e também da ótima receptividade que tiveram em todos os países pelos quais passaram (Venezuela, Colômbia, Equador e Peru). Comentaram também que na Venezuela a gasolina custa menos de R$ 0,05 o litro e que os pedágios também são uma miséria. Segundo eles todos os abastecimentos e pedágios que tiveram na Venezuela não chegaram a R$ 10,00.
Passada a Aduana Chilena seguimos viagem.
A saída de San Pedro em direção à Argentina em direção ao Paso de Jama é bastante íngreme, tanto que no sentido contrário existem várias saídas de emergência para aqueles que não conseguem segurar o carro apenas com o freio. Estas saídas consistem em caixas de brita que servem para amenizar a velocidade do veículo que lá entrar.
Com esta subida íngreme que nos leva em questão de 35Km de uma altitude de 2.500mts. (altitude média de San Pedro) até os 4.800mts. (próximo ao Vulcão Licancabur) percebe-se nitidamente a perda de força dos veículos, tanto os 2 movidos a Diesel como o movido a Gasolina. Nos trechos mais íngremes a segunda marcha é a solução para seguir adiante na viagem.
Paramos em frente ao Vulcão Licancabur para tirar a foto oficial de nossa viagem. Estávamos a 4.800mts. na foto abaixo.
Logo adiante do Vulcão encontramos um casal de franceses que
Duas horas depois chegamos à Aduana Argentina. Levamos 30
Na estrada de volta sempre muitos animais na pista ou próximo dela, como no caso das vicunhas ao lado.
Chegamos à Susques as 13:30hrs. e aproveitamos para abastecer, agora em pesos argentinos a $ 2,58 o litro de diesel (R$ 1,60).
Às 14:30hrs. passamos por Salinas Grandes (foto).
Às 14:45hrs. chegamos à Cuesta de Lipán.
Às 15:30hrs. estávamos em Purmamarca.
Controlamos estes horários para sabermos exatamente qual o tempo necessário para ir de Purmamarca a San Pedro caso não houvessem paradas na viagem. São aproximadamente 5:00 horas de viagem (409Km) mais o tempo de aduna argentina e o tempo de abastecimento em Susques.
Conforme já havíamos combinado entre nós passaríamos a noite em San Salvador de Jujuy mas antes faríamos uma parada para almoço e compras em Purmamarca. Como já comentado o artesanato local é muito mais barato do que em San Pedro de Atacama.
Saímos de Purmamarca às 18:30hrs. e chegamos em Jujuy às 19:20hrs.
Após instalados no Hotel Fenícia, à beira do Rio Xibe Xibe, fomos até um Super Mercado que ficava a 2 quadras dali, também à beira do rio. Compramos alguns vinhos chilenos e argentinos.
Chegando ao Hotel nos dirigimos à pé até o centro da cidade em busca de um lanche pois optamos por não almoçar junto com o restante do grupo em Purmamarca e sim apenas fazer um lanche lá. Nossa idéia era em Jujuy ir novamente no Restaurante Chung King no qual havíamos almoçado na ida mas acabamos conhecendo um lugar no caminho chamado "Kefas Emparedados" que faz um ótimo Sanduiche "Lomito Especial" (fica na quadra da igreja, bem no centro).
Próximo dia >>>>
Mina de Chuquicamata - Chile
CHUQUICAMATA, Chile, Nov 22 (AFP) - Um gigantesco buraco onde é grande o vaivém de caminhões: essa é Chuquicamata, a maior mina aberta do mundo, que se tornou atração turística no deserto chileno e de onde partem milhares de toneladas de cobre com destino à China.
Todas as tardes, um ônibus da Codelco, a maior empresa mundial de cobre, deixa cerca de 50 visitantes em um mirante que oferece uma vista panorâmica da mina, situada no coração do deserto do Atacama (1.000 km ao norte de Santiago).
"Recebemos pelo menos 35.000 visitas por ano, 42.000 de estudantes e 2.000 de caráter técnico", explicou à AFP Patricio Huerta, do serviço de Relações Públicas.
Alguns são jovens viajantes, especialmente europeus, seguindo a rota do guerrilheiro argentino-cubano Ernesto "Che" Guevara, que justamente em Chuquicamata (em 1952) tomou conhecimento das duras condições de vida dos mineiros.
Em 90 anos de exploração industrial, Chuquicamata se ampliou, e a Codelco desenvolveu outras minas próximas, como Radomiro Tomic e Mina Sur. De qualquer modo, "Chuqui" continua sendo a mais impressionante, com seus 4,3 km de comprimento, 3 km de largura e 825 metros de profundidade.
A alta nas cotações mundiais do cobre e o poder da demanda chinesa são palpáveis em Chuquicamata, cujas instalações funcionam 24 horas por dia.
Jorge Tenorio, de 56 anos, vigia com um olhar atento a embalagem de grandes placas vermelhas de cobre saídas da fundição-refinaria, sobre as quais se coloca a menção "CCC" (Companhia Codelco Chile) antes de serem exportadas pelos portos de Antofagasta e Mejillones.
"Há um ou dois anos que os embarques são muito fortes para a Ásia, China e Coréia do Sul. Antes era sobretudo para os Estados Unidos e a Europa. Há missões chinesas, chineses que vêm ver a 'Chuqui'", diz ele.
"Tiram muitas fotos, fazem perguntas, vêem os nossos produtos. Também há engenheiros chineses que vêm verificar nossos produtos (...) São exigentes, mas nosso produto é de alto nível", defende Tenorio, que é chefe da unidade de embarques da refinaria do cobre.
A Codelco acelerou o desenvolvimento de sua seção norte (Codelco Norte), da qual Chuquicamata depende, para elevar a produção das três minas de Atacama de 900.000 toneladas por ano (65% da produção do grupo Codelco) para mais de um milhão de toneladas ao ano.
Além da modernização da refinaria e de duas novas minas em projeto (Mansa Mina e, possivelmente Gaby, esta última com a estatal chinesa Minmetals), as etapas seguintes prevêem escavar mais 300 metros em Chuquicamata e passar, até 2014, à exploração subterrânea da mina até 1,5 km de profundidade.
Não há temores de que o cobre se esgote: as concessões administradas pela Codelco Norte cobrem uma extensão de 60 km de comprimento por 35 de largura.
De acordo com o diretor de inovação tecnológica em Chuquicamata Norte, Leonardo Cornejo Figueroa, trata-se do maior potencial do mundo, "com mais de 17 bilhões de toneladas de recursos geológicos, com 3,5 bilhões de toneladas de reservas verificadas".
Isso significa que em 90 anos de exploração de Chuquicamata, apenas um terço do cobre da área terá sido extraído.
Reserve seu passeio de segunda a sexta-feira a partir das 14h pelo email visitas@codelco.cl.
Ruínas de Pueblo de Pampa Union
Nombre : RUINAS DEL PUEBLO DE PAMPA UNION Las oficinas salitreras de la época estaban conectadas entre ellas por la linea ferroviaria de Antofagasta a Boli-via en medio de la pampa salitrera, existía una pequeña estación de ferrocarril llamada Unión Alrededor de esta estación, se constituyó a partir de 1911 el pueblo de Pampa Unión, levantándose poco a poco. |
Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 10 - De Antofagasta à San Pedro de Atacama, passando por Pampa Union e Chuquicamata
Para: San Pedro de Atacama (CHL)
Distância Percorrida: 360Km
Comentários: Saímos de Antofagasta às 12hrs.
Após 1 hora de viagem chegamos a Estação Baquedano a 1.000 mts. do nível do mar. Este foi o dia com maiores oscilações de altitude. Saímos de Antofagasta no nível do mar e subiríamos até os 3.387mts. na estrada entre Calama e San Pedro de Atacama. Nesta cidade encontramos um pneu enorme que deveria ser de um dos caminhões utilizados na Mina de Chuquicamata. Como não sabíamos se conseguiríamos fazer a visita em Chuquicamata (era dia 01/01/08 - feriado) tiramos uma foto neste local.
Paramos neste povoado para conhecer o cemitério de uma legítima cidade fantasma. Como a cidade está abandonada o cemitério também estava. Em vários locais era possível ver os túmulos abertos com os restos de corpos à vista. Os moradores daquele local devem ter vivido momentos muito difíceis. Vale a pena ler o relato do link acima.
Dali saímos em direção à Chuquicamata, cidade que vivia unicamente da exploração de cobre e que desde 2004 foi evacuada em função do perigo de contaminação de sua população. Em Chuquicamata pode ser visitada a maior mina de cobre a céu aberto do mundo. Para agendar a visita é necessário acessar enviar email para a Codelco, empresa estatal que explora a mina (http://www.codelco.com/). As visitas ocorrem de 2ª a 6ª feira a partir das 14h.
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Clique aqui para saber mais sobre a Mina de Chuquicamata.
Atualmente a cidade que chegou a ter 12.000 habitantes está deserta e em alguns anos deve seguir o mesmo caminho de Pampla Union. Todos os seus moradores tiveram de mudar-se para Calama a 16Km dali.
Infelizmente em função do feriado não haveria visita à mina no dia de hoje.
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Segundo informações do vigilante os caminhões que transitam na mina tem capacidade para transportar 330 toneladas. Para efeito de comparação um caminhão brasileiro utilizado para transporte de cargas tem capacidade para 30 toneladas.
Apesar de já estarmos rodando na região há 1 semana ainda neste dia percebemos os efeitos da altitude em nós. Talvez por termos saído de uma altitude 0 (zero) em relação ao nível do mar e chegando a mais de 3.000 metros em um mesmo dia (questão de poucas horas) percebemos nitidamente o efeito da altitude em nós. Após passarmos Calama percebíamos uma sensação de náuseas/tontura. Para quem estava sentindo mais (dores de cabeça) o medicamento Alivium resolveu a situação em pouco mais de 10 minutos.
Nesta noite dormimos novamente no Hotel Don Raul em San Pedro de Atacama.
Próximo dia >>>>>
Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 9 - La Portada e Mejillones
Para: Mejillones (CHL)
Distância Percorrida: 210Km
Comentários: Neste dia combinamos de ir para Mejillones. Nos encontramos no café (desayuno) as 9hrs. O café da manhã estava ótimo.
Antofagasta é a capital da província (Estado) de mesmo nome e deve ter próximo de 400 mil habitantes e hoje é a principal cidade do norte do Chile. A cidade foi fundade em 1868 pelo governo boliviano e tornada chilena após a Guerra do Pacífico.
Saímos para conhecer o Museu de Antofagasta mas ele estava fechado em função do feriado (31/12). Passamos pela Plaza Cóllon (acima), Catedral, Pátio Ferroviário (foto), Grua a Vapor e Ruínas de Huanchaca.
O litoral de Antofagasta é de difícil acesso aos
Queríamos ter conhecido também o Mercado Público, mas o local parecia mais um mini-paraguai com milhares de pessoas na rua.
Seguimos em direção ao monumento "La Portada" (foto abaixo), monumento natural símbolo de Antofagasta com 43m de altura e 70m de largura, no formato de um arco.
Após esta parada seguimos para Mejillones 65Km distante de Antofagasta.
Após o almoço no Restaurante La Pica de Marco Antônio seguimos em direção à Punta Rieles onde segundo o Guia "O Viajante" deveriam haver em torno de 5.000 lobos marinhos. Infelizmente vimos apenas uns 5 deles, os demais 4.995 deveriam estar viajando em função do feriado de ano novo.
O acesso à Punta Rieles não é difícil, mas também não é fácil. A estrada é asfaltada em boa parte do trecho, mas no final tem alguns locais que exigem tração (principalmente na volta). Apesar da Tracker ser tracionada resolvi não descer o morro com ela e pegar uma carona na Pajero.
Fomos também à busca das tartarugas verdes (espécie que pode chegar a 180kg) mas a informação que tivemos é que os lobos marinhos estavam atacando as tartarugas e com isto elas migraram para Antofagasta, na região próximo a La Portada. Chegamos a passar por lá na volta mas não as avistamos.
Em Mejillones foi a única vez que tivemos de parar o carro para esperar o trem passar. Chamou-nos a atenção que mesmo quando não tem um trem próximo à ruta (estrada) os motoristas chilenos tem o costume de parar o carro completamente nos cruzamentos. Os trilhos de trem cruzam freqüentemente a estrada, existem apenas placas de Stop como em um cruzamento normal, a diferença é que a preferencial é sempre dos trens.
Retornamos à Antofagasta no final da tarde, eram próximo das 19:45hrs. Não poderíamos deixar de ir ao Oceano Pacífico e não tomar um banho de mar. Dizem que o mar é frio no Pacífico. Quente é que não é, mas que está acostumado ao mar do Rio Grande do Sul logo acostuma com a água fria do Pacífico. Tomamos nosso banho tranqüilamente no Balneário Municipal, local bastante próximo do hotel. No horário em que fomos não havia mais ninguém por lá. Apenas 3 de nós arriscaram o banho de mar.
Voltamos ao Hotel. Os demais integrantes de nossa trupe estavam na piscina aquecida. Nos juntamos a eles e lá ficamos por mais 1 hora. Ao sair da piscina combinamos de nos encontrar na recepção um pouco mais tarde para sairmos à busca de um lugar para jantar. Era 31/12, véspera de Ano Novo.
Ceia de Ano Novo: Nos encontramos na recepção por volta das 22hrs. Já havíamos colocado nossas espumantes na geladeira do hotel (havíamos comprado no Mercado Jumbo). Agora restava encontrar um local para janta. O máximo que poderia acontecer era todos os restaurantes estarem fechados e termos de ir no McDonald´s que havia na Av. Constanera. Pegamos os carros e saímos à procura. Logo percebemos que não teríamos opções. Até mesmo o McDonald´s estava fechado.
Paramos no primeiro posto de combustível que encontramos e liquidamos o estoque de sanduíches que lá havia. As opções eram poucas (no dia seguinte fomos descobrir que estavam com o prazo de validade vencido. Ainda bem que vimos apenas no dia seguinte).
Tentamos comprar umas cervejas mas também não conseguimos.
Retornamos ao hotel para nossa ceia no local do café da manhã. Tomamos conta do local. Devem ter estranhado nosso "acampamento" e pensado: "tinham que ser brasileiros".
Um pouco antes da meia-noite fomos para a frente do Hotel para acompanhar a queima de fogos que ocorreria na Av. Costaneira. A primeira coisa que nos chamou a atenção é que os fogos começaram apenas após a meia-noite, apenas nós cantamos o tradicional "adeus ano velho, feliz ano novo, ..." em frente ao Hotel.
Os fogos foram bastante comedidos, nada de muito espalhafatoso. Chamou a atenção que além da queima de fogos oficial não ouviram-se outros foguetes nem antes, nem durante, nem depois da virada de ano. Ao acabarem os fogos na Av. Costanera todos foram embora. Estávamos hospedados de frente para a rua e não escutamos nenhum ruído após a meia-noite. Será que apenas os brasileiros são viciados em foguetes ?
Até mesmo a bebida parecia controlada entre os hermanos.
Cerveja: a dificuldade de comprar cervejas é um fato que nos chamou a atenção. Uma das explicações para o brasileiro tomar muito mais cervejas que os Chilenos com certeza é a facilidade que temos de encontrá-las no Brasil. Aqui, em qualquer esquina compra-se cervejas geladas. No Chile nos chamou a atenção que na Av. Costanera (Av. de frente para o mar) não existem bares. Para onde este povo vai quando quer sair ? Os bares não vendem cerveja e os restaurantes não podem permitir que as garrafas sejam levadas para fora de seu estabelecimento. Pelo que vimos uma das únicas formas de beber no Chile é comprando cerveja no mercado.
Horário da Sesta: Outro fato que nos chamou a atenção na Argentina e Chile é o horário da sesta, ou do cochilo. O primeiro local que percebemos isto foi em San Salvador de Jujuy. O comércio lá fecha às 14hrs. e reabre as 17hrs. O mesmo acontece em San Pedro de Atacama, nestes mesmos horários. Qual a explicação ? O calor ou o fato dos turistas saírem para passear durante o dia e procurarem o comércio no final da tarde. Nestas cidades o comércio vai até depois das 20hrs. Em Antofagasta não percebemos esta característica, mas como estamos falando de costumes diferentes eis aí mais um deles.
Próximo dia >>>>>

