quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Tilcara (ARG) à Tupiza (BOL)


Explicação sobre a Pucara de Tilcara


Na sequência visitamos o Museu Arqueológico Dr. Carlos Casanova que retrata um pouco a história da região.

As 10:45h, com o carro já abastecido no posto YPF local seguimos viagem em direção à Bolívia. No caminho registramos nossa passagem em Huancalera, localidade em que existe um marco do Trópico de Capricórnio.

Em todo o percurso que fazíamos nos acompanhava a paisagem típica da região: grandes vales (as chamadas "quebradas"), morros altos (mais altos do que os 2.500mts de altitude em que viajávamos), o leito do Rio Grande quase seco, morros das mais variadas cores e vegetação pobre, caracterizada basicamente por cáctus.

Chegamos em Humahuaca às 11:30h e logo seguimos para o centro do vilarejo. Nos chamou a atenção o grande fluxo de turistas. A Humauaca que havíamos conhecido em dez/2007 dava agora lugar a um polo turístico, embora com a mesma e pouca infra-estrutura de 2 anos atrás.

Logo nos dirigimos à praça central onde ao meio-dia apareceria a estátua de um santo São Franscisco na torre da municipalidad (prefeitura). Após subimos as escadarias do Monumento aos Heróis pela Independência, relativo ao período de 1810 a 1823.

Ao decermos as escadas coloquei-me à procurar a menina Abigail que foi nossa guia turística 2 anos atrás. Sua simpatia e "decoreba" sobre a história da cidade nos encantou na ocasião, dando inclusive vontade de a levarmos conosco ao Brasil. Pedi informações e em pouco tempo ela veio até nós, agora com 12 anos de idade. Seu discurso decorado continua o mesmo e todo nosso grupo reuniu-se em torno dela. Ganhei novos adeptos da idéia de levá-la ao Brasil, entre eles a Stella.

Na volta visitamos a igreja construida no ano de 1631 e que tem seu altar banhado a ouro.

Almoçamos em Humauaca no Restaurante Quinoa e às 14:40h retomamos nossa viagem.

No caminho paramos em Tres Cruces, a 3.700mts de altitude (15:30h). No local existe uma grande quebrada (vale de canions) de várias cores e formatos. Alguns metros adiante fomos atacados pela polícia que nos pediu nossa documentação.

Às 16:50h chegamos na Aduana de La Quiaca, fronteira com a Bolívia. Levamos 2 horas para fazer a Aduana e só foi possível seguirmos viagem utilizando-nos da prática de propina (corrupção), mas isto é assunto para um tópico específico visto ter sido uma experiência ímpar.

Saímos da Aduana, agora já em Villazon no lado Boliviano às 18:50h e logo fizemos câmbio a US$ 1,00 = B$ 6,95 (bolivianos).

Até este momento havíamos rodado exatos 200Km neste dia e fato que nos chamou a atenção foi a economia dos carros (consumo) visto que mesmo em um trecho acima de 3.000mts tivemos neste percurso a melhor economia. A Grand Vitara fez, por exemplo 10,2Km/lt, enquanto nos trechos anteriores fazia entre 8 e 9Km/lt. (considerando velocidades constantes na faixa de 140Km/h. Fica aí uma questão a ser respondida por nossos leitores: porque o fato de ter menos oxigênio nesta altitude melhora o desempenho dos carros ? É possível regular o carro para que no Brasil tenha desempenho semelhante ?

Saímos de Villazon em direção à Tupiza onde passaríamos à noite. Sabíamos que seriam 90Km de estrada de chão, só não imaginavamos que sairíamos da Aduana tão tarde, faltando apenas 1 hora para o pôr-do-sol.

Após pedirmos informações fomos até um posto de combustível para baixar a pressão dos pneus para que não sofrermos tanto com os solavancos da estrada de terra. Por fim saímos do posto às 19:25h e às 19:33h já tivemos de fazer nossa primeira parada pois a X-Terra dos Tussi estava com um pneu furado. Este trecho de Villazon à Tupiza e depois de Tupiza à Potosi também merecerá um capítulo à parte visto ter sido uma verdadeira aventura, fazendo juz ao título do site "Turismo e Aventura".

Chegamos à Tupiza às 23:30h, tendo levado 03:30h para percorrer 99Km. Estávamos exaustos. Neste dia percorremos 299Km em 06:05h, a uma velocidade média de 49Km/h, prejudicada pelo trecho da Bolívia.

Nos hospedamos no Hotel Mitru, a B$ 150,00 o casal, o equivalente a R$ 27,50. O hotel é muito bom e indicamos. Neste momento começamos a perceber como a moeda boliviana esta extremamente desvalorizada. Pode-se dizer que os preços de quase todos produtos locais são de 1/3 do valor do Brasil.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Corrientes (ARG) à Tilcara (ARG)

21/12/09 - Combinamos de nos encontrar para a saída às 08:30h no sagão do Hotel. Logo após o tradicional dasayuno (café da manhã) à base de croissant, suco de laranja e café com leite, eu e Léa saímos à procura de uma ferreteria (casa de ferragens) para comprar adaptadores para as tomadas, que na Argentina tem 3 pinos chatos, diferente do Brasil. No Hotel não haviam adaptadores e na noite anterior já haviamos procurado no Walt Mart e descobrimos que os mercados não podem vender este tipo de material, apenas as casas especializadas, as ferreterias.

Pino elétrico na Argentina


Saímos do Hotel pouco antes das 09h e seguimos até a Avenida Costaneira para tirar algumas fotos do Rio Paraná, o mesmo que passa pelas Cataratas do Iguacú. Neste local o rio tem aproximadamente 1,6Km de largura e é ele quem separa as cidades de Corrientes e Resistência e também ele que faz a divisa entre Argentina e Paraguai em todo o trecho que haviamos percorrido até aqui.


Vista do Hotel San Martin


Rio Paraná


Ponte sobre o Rio Paraná que liga Corrientes à Resistência



Após as fotos seguimos viagem tendo como destino San Salvador de Jujuy ou Tilcara, não sabíamos ainda e iríamos decidir conforme o ritmo da viagem. Jujuy tem mais de 200 mil habitantes e Tilcara apenas uns 4 mil, sendo a vantagem de Tilcara o fato de não levarmos tanto tempo circulando ou atravessando uma grande cidade e também a possibilidade de já fazermos uma aclimatação à altitude, já que Tilcara está a 2.400 mts e Jujuy não passa de 1.500 mts.

A viagem foi tranquila, parávamos para abastecer a cada 350Km visto ser esta a autonomia da Pajero do Valmor e já aproveitávamos para espichar as pernas.


O trânsito de veículos estava bem mais intenso do que quando passamos por aqui em Dez/07 e alguns trechos o alfalto já não estava tão bom. A vantagem é que já não havia estrada de chão nas proximidades de Pampa de Los Guanacos.

As 12:30h, 3 horas após termos saido de Corrientes, paramos em um posto Shell em Pampa del Inferno e lá percebeu-se um superaquecimento na Pajero do Valmor ocasionado por uma mangueira que estava perdendo água do radiador. Após um pequeno conserto tudo ficou bem. Como já conhecíamos este trecho da estrada sabíamos que não encontraríamos nenhum restaurante ou lancheria na estrada nos próximos 500Km e por isto aproveitamos e fizemos um "almoço" neste próprio posto Shell que tinha pizzas, sanduiches e biscoitos em sua mini praça de alimentação.


Lanche em Pampa del Inferno


Reparo na Pajero


Até a metade da tarde o GPS informava uma velocidade média de 101Km/h, fato este que somente é possível em estradas relativamente boas e que não apresentam grande trânsito. Algumas retas pelas quais passamos tinham mais de 25Km de comprimento. Frequentemente rodávamos na casa dos 140Km/h.


Retas no Chaco Argentino


Passamos por postos policiais algumas vezes e tudo correu bem. Em nenhuma delas pediram para ver nenhum documento ou abrir o porta-malas. Estavam todos simpáticos, até mesmo o policial da localidade de Pampa de Los Guanacos (passamos lá às 14h) que nos havia pedido "una plata para cidra" 2 anos atrás. Alguns vendo o adesivo "Expedição Machu Picchu" até desejaram boa viagem.


Polícia de Pampa de Los Guanacos


Como puxei a frente dos outros 2 carros durante todo o dia tive a incumbência de "limpar a pista" quando encontravámos animais (cabras, porcos, vacas, cavalos) em travessia. O primeiro carro é também aquele que faz com que os pássaros na pista levantem voo e com isto acabamos acertando 5 durante o dia, sendo 4 contra o para-brisas da Grand Vitara.


Animais na pista


Ao final do dia (19:20h) chegamos à San Salvador de Jujuy. Alguns kilometros antes, em Pampalá a rodovia principal estava bloqueada por manifestantes (funcionários públicos federais) e tivemos de fazer um longo desvio para após novamente retornarmos à rodovia. A esta altura já estava decidido que faríamos 80Km mais e iríamos dormir em Tilcara.


Pista interrompida em virtude de um protesto


A partir de Jujuy começamos uma subida mais acentuada. Jujuy fica a 1.300mts. de altitude em relação ao nível do mar e logo depois de passarmos por ela alcançamos 1.400, 1.500, 1.600mts, até chegarmos a Tilcara às 20:45 com 2.430mts. Estávamos a 212Km de La Quiaca, cidade que faz a divisa com a Bolívia.

O Rio Grande que 2 anos atrás estava completamente seco apresentava agora um pouco de água, demonstrando que as chuvas na região já estavam ocorrendo. Durante o dia de hoje o céu estava nublado, com teperatura próxima a 34 graus. Já próximo de Jujuy pegamos um pequeno chuvisqueiro e após Jujuy enfrentamos uma densa neblina que prejudicou um pouco a visão do vale. Paramos no Mirador de Leon para apreciar o vale do Rio Grande.


Rio Grande visto do Mirador Leon


Saímos para jantar Lomo de Llama em um restaurante próximo do hotel. Nos hospedamos no Hotel de Turismo de Tilcara, o mesmo que já haviamos ficado anteriormente. Diária de $ 135,00 (R$ 67,00).

Neste dia percorremos 950Km em 10h de deslocamento. A velocidade média do dia atingiu 95,9Km/h.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Nova Petrópolis (RS-BR) à Corrientes (ARG)

20/12/09 - Saímos de Nova Petrópolis às 06:00h da manhã com destino preivisto como Corrientes, já na Argentina, na beira do Rio Paraná, distante 1.020Km do ponto inicial. Era o primeiro dia e queríamos aproveitar para vencer uma distância expressiva dos praticamente 9.000Km que teríamos pela frente.


Parada para descanso em Soledade


Como previsto estávamos em 3 carros e um total de 11 pessoas (9 adultos e 2 crianças), sendo: Márcio e Léa, Dilson e Bárbara, Valmor e Bea, com os filhos Gabriel e Eduarda, e Edgar e Stella com a filha Júlia.

Nosso "comboio", com os carros devidamente adesivados identificando "Expedição Machu Picchu", passou por Feliz, Carlos Barbosa, Lajeado, Soledade, Carazinho, Ijuí, Santo Ângelo e São Borja, cidades estas no lado brasileiro. Já na Argentina passamos por Santo Tome (divisa), Ituzaingo e finalmente Corrientes.


Grand Vitara identificada também com a capa do estepe


Nosso almoço, como em nossa última viagem (Atacama) foi no Restaurante São Francisco em São Luiz Gonzaga, cerca de 100Km de São Borja. até aquele momento não sabíamos ao certo se faríamos a Aduana em São Borja (travessia do rio via ponte) ou Porto Xavier (balsa). Paramos para almoçar pontualmente às 13h. e às 13:50h já estávamos na estrada novamente, agora já decididos por São Borja visto que em Porto Xavier dependíamos dos horários da balsa e segundo nos informaram o rio estava bastante alto.

Chegamos na Aduana em São Borja às 15h e estava bem tranquilo. Fomos logo atendidos e depois de nossa chegada uma fila de quase 10 carros logo se formou. Segundo nos disseram muitos gaúchos estava indo para a Argentina naqueles dias.

Como já conhecíamos os trâmites aduaneiros logo nos dividimos para agilizar nossa passagem. Ao mesmo tempo que alguns estavam na fila fazendo a imigração, outros já estavam fazendo câmbio de reais por pesos argentinos (cotação de $ 1,00 = R$ 0,51 na agência do BB da aduana).

Na vistoria dos veículos passamos quase direto. Para 11 pessoas e 3 carros levamos 45 minutos para todos os trâmites da Aduana Argentina.

De Nova Petrópolis até a Aduana de São Borja percorremos 600Km.


Chegada à Argentina


Ao sairmos dali logo paramos em um posto Shell próximo do trevo de São Tomé. Abastecemos a $ 3,16 o litro de gasolina (nafta), o equivalente a R$ 1,67. Nosso destino agora era a estrada RN120 que nos levaria asproximidades de Ituzaingo sem ter de passar pela cidade de Posadas. Esta estrada era desconhecida para nós, e apesar de aparecer nos mapas do GPS não consta nos guias de viagem brasileiros. A rodovia está em ótimas condições de tráfego (nova).


"Casa de câmbio" junto ao Posto Esso


Posto Esso fica a 8Km da Aduana de São Borja


Desde São Borja já prevíamos que pegaríamos chuva na estrada e isto realmente aconteceu ainda na RN120, antes do trevo da rodovia que liga Posadas à Corrientes. E que chuva. Digna dois últimos temporais que assolaram a região da Serra Gaúcha nos últimos meses. Apelamos para a tração 4X4 para garantirmos a segurança na estrada. Nossa velocidade que vinha se aproximando dos 130/140 Km/h em muitos trechos caia agora para proximo dos 100Km/h.

Chegamos em Corrientes pouco antes das 21h, minutos após o pôr-do-sol. Após uma passada pela Avenida Costaneira nos dirigimos ao centro à procura de um Hotel. Acabamos ficando no Hotel San Martim, em frente à Plaza Cabral, na Rua Santa Fé. A diária foi de R$ 120,00 com desayuno (café da manhã) e cochera (estacionamento).


Hotel San Martin em Corrientes


Pouco depois da chegada fizemos um lanche no calçadão ao lado da Plaza Cabral.


Jantar em Corrientes


Chegava ao fim o primeiro dia de nossa viagem. Eram aproximadamente 24h ou 23h no horário da Argentina.

Neste dia rodamos 1.065Km em 11:50h de viagem (sem paradas para almoço e aduana) e a uma velocidade média de 90,3Km/h.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nossa viagem começa dia 20/12/2009

Faltam poucos dias para nossa saída para Machu Picchu. Partimos no domingo (20/12/2009) pela manhã, às 05:00h. Acompanhe nossa viagem pelas postagens publicadas aqui no site e não deixe de enviar seus comentários para sabermos quem está nos acompanhando.

Na medida do possível estaremos enviando atualizações sempre que tivermos internet ou sinal de celular disponível. Imaginamos que seja a cada 2 ou 3 dias visto que na região que visitaremos existe grande carência de infra-estrutura.

Um forte abraço e nos acompanhem.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Expedição de carro para Machu Picchu partindo do Rio Grande do Sul e passando pela Argentina, Bolívia, Perú e Chile

De: Nova Petrópolis - RS
Para: Machu Picchu - Peru
Distância Percorrida: ida 4.173Km e volta 4.213 = total de 8.386Km (ida e volta)
Como iremos: 3 carros, contando com 9 adultos e 2 crianças.

Comentários: Este é o planejamento prévio de nossa viagem de carro do Rio Grande do Sul para Machu Picchu no Peru realizada em Dezembro/2009. A saída ocorreu no dia 20/12/2009 e ficamos fora por aproximadamente 20 dias. Os trajetos abaixo indicam as distâncias entre as cidades que dispõe de boa estrutura de hospedagem e que ficam no roteiro.

Roteiro a ser percorrido:
  • Trajeto 1 - De Nova Petrópolis (RS) à Posadas (ARG). Independente do local de travessia da fronteira Brasil - Argentina, sendo por São Borja ou Porto Mauã, temos até a RN120, cruzamento com a RN12 em Posadas 11 horas de viagem e 760Km.

  • Trajeto 2 - De Posadas (ARG) até Corrientes (ARG): são mais 260Km e mais 03:30h de viagem.

  • Trajeto 3 - De Corrientes (ARG) à Roque Saenz Pena (ARG). são 185Km e 2:15h de viagem.

  • Trajeto 4 - De Roque Saenz Pena (ARG) até San Salvador de Jujuy (ARG): são 685Km e 08:30h de viagem.

  • Trajeto 5 - De San Salvador de Jujuy (ARG) até Humahuaca (ARG). Após 130Km de Jujuy passaremos por Humahuaca (02h viagem), a última cidade do roteiro de ida que já é conhecida por nós (até este ponto estaremos fazendo o mesmo roteiro de quando fomos para o Deserto do Atacama em dez/07). Estaremos entrando na Cordilheira dos Andes chegando a 3.000mts de altitude. Neste trecho poderemos visitar as Ruinas del Pukara em Tilcara

  • Trajeto 6: De Humahuaca (ARG) até Tupiza (BOL): Percorrendo mais 170Km após Humahuaca estaremos ingressando na Bolívia. Mesmo antes de ingressarmos na Bolívia não estaremos mais rodeados pela Cordilheira dos Andes e sim estaremos andando sobre ela, em uma grande planície, a 3.500mts. de altitude, antes das altitudes subirem ainda mais e voltarmos a estar rodeados pela Cordilheira. A partir da divisa, (cidades de La Quiaca e Villazon) enfrentaremos aproximadamente 200Km de estrada de terra, até aproximadamente Cotagaita. Neste percurso, após 91Km da divisa dos dois países chegamos a Tupiza, onde provavelmente passaremos a noite. Neste trajeto temos 430Km percorridos, sendo que entre a La Quiaca e Tupiza enfrentaremos 91Km de estrada de terra.
  • Trajeto 7 - De Tupiza (BOL) até Potosi (BOL): 255Km após Tupiza chegamos a Potosi, cidade de mais de 200 mil habitantes, situada a 4.000mts. de altitude. De Tupiza a Cotagaita (aproximadamente 90Km) rodaremos em estrada de terra. Potosi foi uma das mais ricas cidades do mundo no século 17, fruto de uma antiga mina de prata que chegou a ser a maior do ocidente. Existem visitas guiadas (uma pela manhã e outra à tarde) para as Minas de Cerro Rico.
  • Trajeto 8 - De Potosi (BOL) até Oruro (BOL): É em Potosi que fica o Salar de Uyuni, a maior planície salgada do mundo. O Salar fica a 210Km de Potosi e o trajeto pode ser feito de trem que atravessa grandes altitudes (partindo de Oruro), em meio às montanhas do altiplano. Após 275Km chegamos a Oruro, cidade conhecida por seu carnaval e ponto de partida do trem para o Salar de Uyuni (veja os horários). De carro de Oruro até Uyuni informações da internet indicam serem necessárias 7 horas de viagem devido à precariedade da estrada.

  • Trajeto 9 - De Oruro (BOL) até La Paz (BOL). São 210Km de viagem em 02:30h. Em La Paz (a capital mais alta do mundo, a 3.650mts) vale a pena conhecer o Valle de La Luna e o Pico Chacaltaya que fica a 5.421mts. (a mais alta estação de esqui do mundo) e distante apenas 30Km de La Paz, situado na Cordilheira Real, cadeia integrada à Cordilheira dos Andes (informações indicam tratar-se de 2 horas de viagem a partir de La Paz). Distante 100Km de La Paz está também a Ruta de La Muerte, famosa por suas imagens de carros que transitam à beira de imensos precipícios.

  • Trajeto 10 - De La Paz (BOL) até Copacabana (BOL). Este trecho compreende 150Km (2h), passando-se pela Rodovia 2 e cruzando o Lago Titicaca de balsa. Copacabana é a principal cidade do entorno do Lago Titicaca, lago navegável de maior altitude do mundo e o 2º maior da América do Sul (perde apenas para o Maracaibo na Venezuela). A partir de Copacabana pode-se visitar a Ilha do Sol, a maior ilha do lago, com 14,3Km2.

  • Trajeto 11 - De Copacabana (BOL) até Puno (PERU): percurso de 130Km. Puno também está as margens do Lago Titicaca, a 3.900mts. de altitude, mas no lado Peruano do lago. A partir de Puno pode-se visitar as Ilhas Flutuantes de Uros, construídas sobre plantas semelhantes à juncos. A viagem de barco dura 30 minutos.

  • Trajeto 12 - De Puno (Peru) até Cuzco (Peru). Neste trajeto percorremos 390Km em 05:30h. Em Cuzco conheceremos a Plaza de Armas, Iglesia Sagrada Família, Museu Inca. Cuzco é considerada a cidade habitada mais antiga do continente, intitulada a "capital arqueológica da América". É considerada também a mais bonita cidade do Perú. Neste percurso, 212Km após Puno chegaremos à Abra La Raya, onde atingiremos 4.335mts de altitude em um dos locais mais altos de nossa viagem de ida. No caminho conheceremos o Templo Raqchi Wiracocha, em Huacarpay visualizaremos o Vale do Rio Urubamba e logo após o Parque Arqueológico de Tipón, um lugar de grandes fontes de água e um dos mais importantes complexos de arquitetura de Cusco.

  • Trajeto 13 - Vale Sagrado dos Incas (Cuzco): Fica na região do Rio Urubamba e lá pode-se conhecer 4 ruínas incas: Tambomachay, Saqssaywaman (a mais interessante das ruínas), Qenqo e Puka Pukara. Indica-se também compras de produtos indígenas em Pisac, a 30Km de Cuzco que oferece ainda uma imperdível vista do vale (Morro Intihuatana). No Vale Sagrado dos Incas, Ollantaytambo é a única cidade inca do Peru ainda habitada e a mais bem conservada. O trajeto completo do Vale Sagrado dos Incas é de 180Km.

  • Trajeto 14 - Machu Picchu: distante 112Km via férrea, Machu Picchu fica a 2.450mts. de altitude. Para chegar até lá existe a opção de ir de trem a partir de Cuzco (estação São Pedro) ou a partir de Ollantaytambo. A cidade mais próxima é Águas Calientes, local em que chegam os trens e de onde partem os ônibus para Machu Picchu. Em Machu Picchu existe também a possibilidade de conhecer Huayana Picchu, o pico mais alto do parque e no qual apenas 400 pessoas por dia podem subir.
  • Trajeto 15 - De Cuzco à Arequipa: distante 609Km, onde retornamos de Cuzco em direção ao sul por 345Km (rodovia que segue para Puno) e na localidade de Juliaca seguimos em direção oeste por 250Km até Arequipa, que fica a 2300 metros de altitude, estendendo-se numa área de oásis localizada num vale das montanhas desérticas da Cordilheira dos Andes, e rodeada por vários picos, entre os quais o de Vulcão Misti, com cerca de 5822 metros de altitude, distante 18Km de Arequipa. A cidade tem aproximadamente 1 milhão de habitantes. Arequipa fica 115Km distante do Oceano Pacífico (cidade de Islay).
  • Trajeto 16 - De Arequipa à Arica: percurso de 426Km, onde chegaremos à divisa entre Peru e Chile, representada pelas cidades de Tacna e Arica. Arica é região de zona franca e possui ótima estrutura para seus visitantes. Arica tem grande importância histórica pois era através de seu porto que era escoada a produção de prata de Potosi. Arica foi também uma importante região durante a Guerra do Pacífico.
  • Trajeto 17 - De Arica à Iquique: 310Km de trajeto. Iquique é famosa por seus monumentos nacionais e suas praias, sendo as mais importantes Primeras Piedras, Brava, Cavancha e Huayquique. Em Iquique está localizada a maior e mais importante Zona Franca da América Latina.
  • Trajeto 18 - De Iquique à Calama: este trecho de 390Km pode ser feito com a mesma distância seguindo-se pelo litoral (via Tocopilla na Ruta 1) ou utilizando-se a Ruta 5 que corre aproximadamente 55Km distante do litoral a aproximadamente 1.000 metros do nível do mar. Neste trajeto, 17Km antes de Calama encontra-se a Mina de Chuquicamata, a maior mina de cobre a céu aberto do mundo.
  • Trajeto 19 - De Calama à São Pedro de Atacama: distância 100Km. Leia sobre o Deserto de Atacama no link, especificamente nos relatos dos dias 6, 7 e 8.
  • Trajeto 20 - De São Pedro de Atacama à San Salvador de Jujuy: percorrendo 475Km estaremos novamente em San Salvador de Jujuy, passando por Susquez, Costa de Lipan e Purmamarca. Veja mais sobre este percurso no link. Temos também a opção de neste dia irmos até Salta, distante 85Km de Jujuy via Ruta 9.

Este é o esboço da viagem, já considerando todos os pontos que deverão ser visitados no percurso, independente desta visita ocorrer na ida ou na volta.

Simulação de datas do percurso:

  • 20/12/09 - De Nova Petrópolis à Corrientes: 1.020Km
  • 21/12 - De Corrientes à San Salvador de Jujuy: 870Km
  • 22/12 - De San Salvador de Jujuy à Tupiza: 430Km
  • 23/12 - De Tupiza à Oruro: 571Km
  • 24/12 - De Oruro à La Paz: 254Km
  • 25/12 - Dia em La Paz - passeio pelo Chacaltaya e Valle de La Luna
  • 26/12 - De La Paz à Copacabana: 155Km
  • 27/12 - De Copacabana à Cuzco: 520Km
  • -----------------------------------------------------------------------
  • 28/12 - Conheceremos Machu Picchu - trem de Ollantaytambo para Aguas Calientes as 08:53h com o trem Backpacker.
  • 29/12 - Retorno de Machu Picchu - trem de Aguas Calientes para Ollantaytambo as 10:55h com o trem Vistadome Valley.
  • 29/12 - Passeio pelo Vale Sagrado dos Incas: 180Km
  • 30/12 - City Tour em Cuzco
  • 31/12 - Dia livre em Cuzco
  • -----------------------------------------------------------------------
  • 01/01/2010 - De Cuzco à Arequipa: 609Km
  • 02/01 - De Arequipa à Iquique: 736Km
  • 03/01 - De Iquique à San Pedro de Atacama: 485Km
  • 04/01 - Dia em São Pedro de Atacama
  • 05/01 - De San Pedro de Atacama à San Salvador de Jujuy: 475Km
  • 06/01 - De San Salvador de Jujuy à Corrientes: 867Km
  • 07/01 - De Corrientes à Santo Ângelo (RS): 585Km
  • 08/01 - De Santo Ângelo à Nova Petrópolis: 453Km

Observação: com este cronograma, que prevê o retorno para casa em uma 6ª feira (08/01/2010), teremos a disponibilidade de estender a viagem em algum lugar por até 1 dia, chegando assim em casa no sábado.

Preços da Gasolina no Mercosul:

  • Argentina: R$ 1,80
  • Bolívia: R$ 1,10
  • Brasil: R$ 2,59
  • Chile: R$ 2,62
  • Colômbia: R$ 1,70
  • Equador: R$ 1,05
  • Peru: R$ 2,50
  • Paraguai: R$ 2,70
  • Uruguai: R$ 3,00

Distâncias a percorrer em cada país:

  • 1.220 Km rodados no Brasil
  • 3.370 Km rodados na Argentina
  • 995 Km rodados na Bolívia
  • 1.735 Km rodados no Peru
  • 800 Km rodados no Chile

Dicas de alguns sites:

  • Levar cópias dos documentos pessoais e do veículo para apresentar em algumas Aduanas que exigem cópias dos documentos.

Dicas importantes para a viagem:

Mapas de GPS a serem utilizados:

  • Brasil: Tracksource
  • Argentina: Mapear
  • Bolívia: ConoSur (o Viajeros tem mais detalhes mas não é roteável)
  • Perú: Peru Roteable
  • Chile: Viajeros

Cotações de Moedas nos países que iremos visitar: base 13/12/09

  • Brasil: R$ 1,00 = US$ 0,57 ou US$ 1,00 = R$ 1,75
  • Argentina (pesos): R$ 1,00 = AR$ 2,16 ou AR$ 1,00 = R$ 0,46, ou US$ 1,00 = AR$ 3,79
  • Bolívia (boliviano): R$ 1,00 = BOB $ 4,01 ou BOB $ 1,00 = R$ 0,25, ou US$ 1,00 = BOB $ 7,03
  • Perú (novo sol): R$ 1,00 = PEN $ 1,64 ou PEN $ 1,00 = R$ 0,61, ou US$ 1,00 = PEN $ 2,88
  • Chile (pesos): R$ 1,00 = CLP $ 283,00 ou CLP $ 1.000,00 = R$ 3,52, ou US$ 1,00 = CLP $ 496,00

Encontramos na Web alguns sites com roteiros e fotos de viagens já realizadas:

Clique sobre o mapa para ampliá-lo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Horário das Balsas entre Brasil e Argentina

Para quem estiver programando sua viagem para a Argentina é pensa em cruzar a fronteira utilizando a opção de balsa seguem abaixo os horários disponíveis:



Porto Xavier (BRA) a San Javier (ARG)
Segunda à Sexta-feira:
08:15, 09:00, 10:00, 11:00 e 11:30, 14:15, 15:00, 16:00, 17:00 e 17:30
Sábados, Domingos e Feriados: 09:15, 10:00 e 10:30, 16:15, 17:00 e 17:30

Porto Mauá (BRA) à Alba Posse (ARG)
Segunda à Sexta-feira: 7.30 às 11.30 e das 14 às 18 horas.
Sábados, Domingos e Feriados: 8.30 às 11.30 e das 15 às 18 horas.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Trem de Cuzco para Machu Picchu - Perú

A viagem de trem para Machu Picchu é feita pela empresa Perurail (http://www.perurail.com/), sendo que existem 3 tipos de trem que fazem o percurso: o Backpacker (trem normal), o Vistadome (com teto envidraçado, permitindo uma melhor vista da viagem) e o Hiram Bingham (categoria luxo). Os preços variam de US$ 31 a US$ 307 por percurso.



Os trens partem de Cusco e de Ollantaytambo (de onde existem mais disponibilidades de horários), sendo a chegada dos mesmos em Águas Calientes, cidade próxima de Machu Picchu.



Uma boa dica é ir de carro de Cuzco até Ollantaytambo, aproveitando a visita ao Vale Sagrado dos Incas, e de Ollantaytambo seguir de trem até Águas Calientes. Próximo à estação de trem de Ollantaytambo existem locais adequados para que os carros sejam deixados com segurança.



Se resolver ir e voltar à Machu Picchu no mesmo dia, prefira ir em um dos primeiros trens da manhã e retornar ao final da tarde. Machu Picchu costuma ficar lotada durante o dia quando chegam a maioria dos trens a partir das 9 horas.



Veja abaixo os horários de trens disponíveis.

Viagem de ida - clique sobre a tabela para ampliá-la


Viagem de volta - clique sobre a tabela para ampliá-la

Mapa de Machu Picchu

Para quem estiver planejando sua viagem para Machu Picchu segue o mapa da "cidade perdida".

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sábado, 5 de dezembro de 2009

Fotos da Mina de Chuquicamata - Chile

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Segue texto recebido da Codelco, empresa que explora a Mina de Chuquicamata, falando das visitas guiadas pela mina.


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Chuquicamata, noviembre de 2009

Para vuestra información

Visitas Guiadas en Chuquicamata

Codelco Norte cuenta con un programa de visitas guiadas al mirador de la Mina Chuquicamata que incluye además un breve recorrido por el campamento de Chuquicamata. Éstas se realizan de lunes a viernes, sólo en días hábiles, a las 14:00 horas. Estas vistas son para grupos reducidos de de hasta 6 personas. Para reservar cupos, los interesados deben enviar un correo electrónico a visitas@codelco.cl o llamar al teléfono (56) 55-322122.

Los visitantes deben presentarse en la entrada principal del Campamento minero de Chuquicamata, donde son recibidos por un profesional del área de Relaciones Públicas, quien los acompaña y guía en este recorrido. Es recomendable hacer las reservas con al menos una semana de anticipación. Sólo deben especificar el nombre y apellido del o los visitantes y teléfono de contacto.

Si el grupo supera los 06 pax; deben necesariamente arrendar un bus que esté autorizado para ingresar al perímetro área Mina Chuquicamata (Datos de contacto se dan al momento de confirmar la visita). Este tipo de actividades deben ser formalizadas al mail o bien al fono descritos arriba, con a lo menos 04 semanas de anticipación. Los horarios para este tipo de grupos, de acuerdo a nuestra disponibilidad, son: 12:00 y 16:00 hrs.

Por tratarse de un ingreso a un área industrial, los visitantes deben presentarse con pantalones largos, mangas largas y calzado cerrado (son permitidas las zapatillas deportivas). No cumplir con esta norma implica la cancelación del cupo y no realizar la visita.

CODELCO se reserva el derecho de suspender la visita cuando, por motivos de fuerza mayor, sea necesario (climáticos, operacionales o de otra índole). Esto puede ocurrir hasta pocos minutos antes de su visita programada.

La visita no tiene costo y sólo se solicita un aporte voluntario para la institución de beneficencia Chuqui Ayuda a la Infancia Desvalida, dinero que es recolectado por una de las voluntarias de esta organización, durante la visita.

Atentamente,

Dirección de Comunicaciones Externas & Asesoría a la Vicepresidencia
CODELCO NORTE - Fonos: 55-322 122 / 55-322 911

domingo, 22 de novembro de 2009

Limite para compras no exterior é de US$ 500,00

Receita não pensa em mudar limite de US$ 500 para compras no exterior via aérea
Já para compras trazidas através de meio terrestre o limite é de US$ 300,00.

Isenção para produtos trazidos por turistas é a mesma há quase 20 anos - Limite hoje deveria estar entre US$ 800 e US$ 1 mil, diz economista.

Com a chegada das férias de fim de ano os brasileiros preparam o roteiro de viagem. Muitos saem do Brasil, aproveitando o dólar baixo. A tentação na volta é trazer produtos estrangeiros, especialmente eletrônicos, mas a vontade de consumir esbarra no limite de US$ 500 para a entrada de mercadorias trazidas do exterior. O valor é o mesmo há quase 20 anos. Foi estabelecido por meio de uma instrução normativa da Receita Federal em 1991, convalidada em 1998.

Leia a matéria completa no G1

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Informações sobre o trânsito nas estradas da Bolívia

Para quem está planejando viajar para a Bolívia o site http://www.abc.gov.bo/vialidad/index.php?v=1 é uma boa dica para conferir a transitabilidade das estradas.

A dica do site é do amigo Evandro Colares, autor do site http://viajandopatagonia.blogspot.com/.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pico Chacaltaya na Bolívia não tem mais neve

Repórter Sonia Bridi, do Fantástico, apresentou no programa de 08/11/09 o problema do degelo na Cordilheira dos Andes, levando inclusive o Pico Chacaltaya que já foi a pista de esqui mais alta do mundo a encerrar suas atividades por falta de neve.

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Principais trechos da matéria: É a altitude que faz os Andes terem gelo, em plenos trópicos. Os picos passam dos 6 mil metros. Mas neles acontece a mudança mais dramática provocada pelo aquecimento global. Um fenômeno que vamos ver na geleira Huayna Potosi, a quase 5 mil metros de altitude.

Nosso guia percorre estas montanhas há três décadas. Ele aponta a face sul da montanha. O que se vê é só rocha. Ele se espanta, e a última vez que esteve aqui foi há apenas três meses.

“Nunca tinha visto, como está se descongelando. Todas as montanhas estão descongelando”, afirma o guia.

A geleira de Huayna Potosi cobria todo o vale e não era uma camada fina de gelo. No ponto mais espesso, chegava a ter 200 metros, cobria pedras. O gelo que levou mais de mil anos para se formar, desapareceu em apenas dez.

Cem metros acima, a geleira, linda e imponente, se derrete diante dos nossos olhos. Por toda parte, a água, aprisionada pelo frio há mais de um milênio, volta a correr. O gelo está derretendo tão rápido, que é como se estivesse chovendo dentro da fenda. Em dez anos, os Andes bolivianos perderam 40% do seu gelo.

O guia não se conforma. “É triste. Daqui a uns dois anos mais, vai estar mais para dentro e desaparecerá”.

Como Chacaltaya, que hoje é apenas as ruínas do que foi um orgulho nacional. Foi a pista de ski mais alta do planeta, com 5,3 mil metros, mas, no começo dos anos 1990, os cientistas perceberam que a geleira que dava sustentação para a pista, estava derretendo.

A previsão na época foi muito pessimista. Ela não chegaria ao ano de 2015, mas a realidade foi pior. A pista de ski não chegou ao século 21 e se reduziu a uma manchinha de gelo lá no alto.

A temperatura na Bolívia já subiu quase 1ºC, mas o que provoca o desastre é a mudança no padrão de chuvas. Sem chuva, não há neve para repor. Mais tempo de sol, mais calor nas pedras.
Por causa da seca, boa parte da Bolívia declarou estado de emergência.

Na região de La Paz, as represas estão com menos de 10% da capacidade. Ao lado da capital, El Alto, um milhão de habitantes, a maioria vinda do campo, descobre que lá também falta água.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Passo do Inferno e Parque da Cachoeira - Canela/RS


01/11/2009 - Saímos de Nova Petrópolis com o objetivo de ir até a região de Jaquirana e Cambará do Sul nos locais conhecidos como "Passo da Laje", "Passo do S" e "Passo da Ilha".

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A distância total percorrida neste passeio foi de 339Km (dos quais 106Km via estrada de terra) para os quais dispendemos 7:14h de viagem (sem contar paradas, almoço, lazer).

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Decidimos ir pela RS235 até Canela, e após seguir até a Rota do Sol (RS453) passando pelo Passo do Inferno, cujo acesso fica 10Km após o centro de Canela.


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A 6,5Km da RS235, encontra-se a Usina do Passo do Inferno, que foi a primeira hidrelétrica projetada e construída no Estado, na época, pela Comissão Estadual de Energia Elétrica, tendo iniciado sua operação em setembro de 1948. Foi também a primeira usina a ser automatizada pela CEEE, em janeiro de 1992. A turbina é de fabricação sueca (KMW), e o alternador é de fabricação canadense (GE), com 1.665 kVA de potência e tensão de 4.160 volts aproveitando o potencial do Rio Santa Cruz.

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A expressão "passo" é muito utilizada na região e tem relação direta com a rota de passagem dos tropeiros que seguiam do Rio Grande do Sul até a região Sudeste do país.

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O trajeto entre a RS235 e a RS453 é de 33Km, todo ele de estrada de terra, percurso que normalmente é desenvolvido a 40Km/h visto que


não apesenta boas condições de tráfego. Significa que para fazer este trecho é necessária 1 hora de deslocamento.

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As principais atrações do trecho são o local acima (Passo do Inferno) e o Parque da Cachoeira (veja o site)
que fica a 9Km da RS235, distante menos de 3Km do Passo do Inferno e que conta com estrutura de acampamento e churrasqueiras na beira do Rio Santa Cruz (rio este que ao após juntar-se com as águas da Cascata do Caracol forma o Rio Caí que faz a divisa de Nova Petrópolis e Caxias do Sul).

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Após passadas estas duas atrações restam ainda 24Km de estrada de rípio (pedras soltas), onde eventualmente pode-se ver situações como a condução de boiadas, fazendo juz ao nome "passo".

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Para quem quizer ir ao Passo do S ou da Ilha e não fizer questão de passar por esta estrada existe a alternativa 100% asfaltada de seguir a RS235 até São Francisco de Paula e de lá seguir pela RS020 em direção à Tainhas, onde ao chegar à RS453 dobra-se à esquerda em direção à RS110.

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De Nova Petrópolis à RS110 via Passo do Inferno (estrada de chão) são 107Km e via São Franscisco de Paula (asfalto) são 130Km, porém em tempo de deslocamento os dois trechos são feitos igualmente em 2 horas de viagem.















segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Passo da Laje e Jaquirana/RS


01/11/2009 - O município de Jaquirana (veja o site), localizado a 920 metros de altitude, fica a 47Km da RS453 (Rota do Sol), sendo que para chegar ao município segue-se pela RS110 por 33Km e após segue-se por estrada secundária até a sede do município. A RS110 não está totalmente pavimentada, sendo que dos 47Km distantes da Rota do Sol os últimos 20Km são de estrada de terra.

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Jaquirana é um município de aproximadamente 5.000 habitantes que tem sua economia voltada basicamente para o reflorestamento e a extração de madeira. Logo na entrada da cidade e também em sua praça central esta característica fica clara visto que existem dois monumentos na cidade identificados por um trator. O nome Jaquirana é uma expressão indígena e significa "cigarra cantadeira".

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Apesar de pequena a cidade oferece várias opções de hospedagem para aqueles que queiram permanecer nela por mais tempo.

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No centro da cidade podem ser conhecidos o Monumento ao Cristo Redentor ou Libertador (os dois nomes aparecem no local) localizado no alto de um morro do qual pode-se ter uma vista geral de Jaquirana. Para quem não estiver em forma as escadarias que levam ao Cristo são um bom teste de resistência (são 167 degraus). No alto do morro existe uma trincheira que já serviu de refúgio na revolução de 1830. O local serviu também de ponto de aguarda para sobreaviso de visitantes ou soldados inimigos em 1923.

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No centro da cidade existe uma bela igreja edificada em madeira edificada em 1948 a praça central.

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PASSO DA LAJE: Antes de chegar-se à Jaquirana (6Km antes) fica o Passo da Laje, que nada mais é do que uma ponte por sobre as águas do rio. Bonita sim é a vista que existe ao lado da estrada 1,5Km antes do Passo da Lage.


















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