quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Tupiza (BOL) à Potosi (BOL)

23/12/2009 - Saímos do Hotel Mitru em Tupiza às 08:20h. O Tussi já havia reparado o pneu um pouco mais cedo, em uma borracharia (gomeria) em que o proprietário era também advogado (abogado).


Fachada do Hotel Mitru em Tupiza
Praça em Tupiza

Passamos no posto de abastecimento local onde o combustivel na bomba estava a BOL$ 3,78 (R$ 0,94), mas o valor que seria cobrado de nós seria de BOL$ 6,05 pois segundo o frentista havia uma lei federal dizendo que em Vilazzon e Tupiza este era o valor a ser cobrado. Se fosse, porque este preço não estava na bomba ao invés de em um cartaz em folha A4 ? O Valmor abasteceu um pouco e seguimos viagem.

A esta hora haviam inúmeros ônibus saindo de Tupiza em direção ao sul, não sabemos se para a Argentina ou para o Salar de Uyuni.

Após termos rodado 86Km em estrada de terra (02:35h rodando e 03:10h de tempo dispendido) chegamos a Cotagaita. Este trecho foi um dos mais adequados aos praticantes de off-road 4X4 (muitos atoleiros e leitos de rios a serem atravessados). A partir de Cotagaita, a 2.700mts de altitude inicia-se o asfalto, muito bom por sinal.

Trecho antes do asfalto de Cotagaita
Trecho já asfaltado

Este asfalto vai até 95Km antes de Potosi, onde inicia-se novamente a estrada de terra que perdura 50Km, voltando o asfalto quando estávamos a 45Km de Potosi.

Às 13h passamos por Vitiche, a 3.017mts e distante 85Km de Potosi.

Às 14h atingimos 3.500mts na localidade de Cruce del Caica, distante 41Km de Potosi. Neste local aproveitamos para abastecer a um valor equivalente a R$ 0,94 o litro de gasolina. Abastecemos 53 litros (Márcio e Tussi) com R$ 50,00, fato que não acontece há muito tempo no Brasil. Em todo nosso percurso é normal não existir banheiro nos postos de combustivel e quando o tem estão fechados por falta de água. Aproveitamos nas proximidades para voltar a calibragem normal dos pneus e para passar uma água nos carros.


Moradores locais

Às 15h atingimos 4.000mts de altitude e neste local enfrentamos um pouco de chuva de granizo. A temperatura caiu para 8 graus, bastante diferente dos mais de 25 graus que fazia até então. Minutos após já estávamos a 4.200mts.

Às 16h chegamos à Potosi, cidade que segundo nós informaram é a mais alta do mundo. O Cerro Rico (mina de prata) que fica na entrada da cidade está a 4.160mts. e a cidade de Potosi está a 4.000mts.

Neste dia fizemos 255Km em 6 horas de viagem. Nossa velocidade média foi de apenas 42,4Km/h, parte pela estrada de chão, parte pelas subidas, decidas e curvas nos morros, geralmente a mais de 3.000mts de altitude.

Ficamos no Hotel Colonial, bem no centro da cidade. O hotel que antes era uma casa de família, foi construído entre 1610 e 1630. A diária foi de BOL$ 324,00 (R$ 81,00).


Área interna do Hostal Colonial


Após deixarmos as bagagens no Hotel decidimos por dar uma caminhada por Potosi e antecipar a janta para anteciparmos nosso horário de descanso.

Passeamos pela Praça, pela Casa da Moeda da Bolívia, que no passado produzia todas as moedas de prata para a Espanha e todas as suas colônias espanholas.


Fachada da casa da moeda


Jantamos no Pub Restaurant El Fogon. A comida é muito boa e vale a pena conhecer. Comemos bife de chorrizo, polo a milaneza, ternera a milaneza (muito picante), massa, ... O custo total foi de R$ 25,00 o casal.


Almoço e Jantar em Potosi


Comemorações de Natal na praça de Potosi

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - Estrada de Villazon (BOL) até Potosi (BOL)



22 e 23/12/09 - Quando planejamos nossa viagem sabíamos que ao entrar na Bolívia por La Quiaca e Villazon enfrentaríamos cerca de 180Km de estrada de chão. O que não sabíamos é que para chegar até Potosi, dos 355Km a percorrer seriam no total 230Km de estrada de terra, sendo que em praticamente todo o trecho é formado por desvios da estrada principal que está em "obras" (onde não se vê ninguém trabalhando), travessias em leitos de rios por vezes com boa quantidade de água, muita lama em alguns trechos e ainda por ônibus de excursões (ou de linha) que andam mais rápido do que nós, mesmo às 23h quando a visibilidade é muito pequena.

Logo na saída de Villazon tivemos de pagar pedágio. O estranho é que tivemos de pagar tanto do lado direito da rua como no esquerdo, isto sem tirar o carro do lugar. Isto aconteceu mais algumas vezes no caminho à Potosi, sendo que o ticket de Villazon tem sempre de ser apresentado nos demais pontos de pedágio.



Praça de pedágio de Villazon


Tendo rodado menos de 10 min. a partir de Villazzon já fizemos nossa primeira parada para troca de pneu da X-Terra do Tussi. Ele havia cortado o pneu pelo lado de dentro. Colocado o estepe seguimos viagem.


Eram 20h quando de fato iniciamos nosso percurso até Tupiza. Avaliamos que seria melhor fazer 90Km de terra neste dia (mesmo que à noite) e os demais 90Km no dia seguinte do que fazer todos os 180Km em um único dia.

Enfrentamos o trecho com coragem, mesmo em se tratando de uma estrada desconhecida, em um país desconhecido e como agravante, dirigindo à noite.

Durante o percurso, fomos descobrir que a chuva que caiu durante nossa estada na Aduana havia prejudicado alguns trechos da estrada, principalmente aqueles em que o leito do rio e a estrada são a mesma coisa, sendo que a água das chuvas carrega a areia/saibro da estrada com muita facilidade. Em certo local, distante 20Km de Potosi, por volta das 22h ficamos mais de 50 min. parados esperando que uma máquina recuperásse a estrada que passava dentro do leito do rio.

Combinamos de o Valmor seguir na frente e a Bea foi nossos olhos narrando pelos rádios PY o que vinha pela frente para os outros 2 carros que seguiam em meio à poeira, anunciando: buracos, desníveis, água, barro, carros no sentido contrário,...

Neste trecho nos surpreendeu a velocidade desenvolvida pelos ônibus e caminhões que simplesmente ignoram a existência de outros carros na pista.

Levamos 04:30h para percorrer os 99Km até Tupiza, lá chegando às 23:30h, a uma altitude de 2.350mts.

No dia seguinte seguimos viagem em direção à Potosi, 255Km adiante de Tupiza, dentre os quais 136Km de estrada de chão (acreditávamos que seriam apenas 90Km).


A estrada de chão inicial é de Villazon até Cotagaita, um pequeno povoado na região. E depois de ficarmos felizes por ingressarmos em um asfalto bom, sem buracos, a 95Km de Potosi enfrentamos mais 50Km de estrada de terra.

O visual que tem-se no caminho é recompensador, apesar da viagem ser por demais cansativa. No segundo dia passamos por muitos atoleiros e leitos de rio, mas sempre vencemos os desafios sem problemas e sem danos nos veículos. Quando abastecemos os carros em Cruce del Caica os carros estavam irreconhecíveis e mesmo com os faróis ligados quase não se via sua luz.

Brincamos com o Tussi que este foi seu debute em trilhas e estradas de chão. Vamos ver se ele pega gosto pela coisa.

Um dos trechos que enfrentamos


Desvio em virtude de um caminhão ter atolado na pista principal



Para quem fizer este trecho de carro não espere encontrar nenhuma infra-estrutura. Os únicos pontos de apoio (posto de combustível e borracharia) a partir de Villazon são em Tupiza e Cruce del Caica.

Ao final do dia 23/12/09 decidimos dormir em Potosi, a pouco mais de 4.000 metros de altitude, com certeza uma das cidades mais altas do mundo.


A aparência dos carros no meio do percurso

Aduana em La Quiaca (ARG) e Villazon (BOL)

22/12/09 - Este assunto merece um capítulo à parte pela forma como os fatos aconteceram.

Chegamos à Aduna às 16:50h e logo percebemos que deveriamos ter chegado mais cedo. O fluxo de ônibus entre os dois países é bastante intenso. Deduzimos que um dos motivos possa ser o Salar de Uyuni que fica na região de Potosi. Este fluxo gera filas enormes, pois a cada ônibus são mais de 40 pessoas para a Aduana.

Nos dividimos em 2 grupos: motoristas e veículos para um lado, agilizando a liberação dos veículos; e demais passageiros entraram na enorme fila da emigração. Nesta hora começara a chover, fazendo com que quem estivesse na fila tivesse de se proteger com capas de chuva.

Na liberação dos veículos apresentamos: documento dos veiculos e passaportes dos motoristas. Comentamos que éramos brasileiros à caminho de Machu Picchu e pedimos se havia outra forma dos demais passageiros fazerem os trâmites sem ter de esperar na fila e na chuva. A resposta foi negativa, dizendo que inclusive nós motoristas deveriamos passar ali depois.

Em relação à documentação dos veículos nos pediram a apólice da extensão do seguro dos veículos visto que as seguradoras não cobrem em suas apólices os sinistros ocorridos na Bolívia, Perú e Chile (fica aí um alerta para os viajantes). Dos 3 carros, 2 tinham efetuado o pagamento da extensão do seguro, mas não tinhamos conosco nem o comprovante do pagamento, nem a apólice deste ou do outro seguro. Começa aí nossa "novela".

A esta altura os demais passageiros dos veículos vieram até onde estávamos dizendo que alguém da Aduana tinha ido até o local da fila pedindo quem eram os brasileiros que estavam viajando nos 3 carros. Muito estranho. Agora havia surgido uma outra forma de fazer a emigração que não fosse fica aguardando na fila.

Na liberação dos carros começamos uma conversa dizendo que havíamos efetuado o pagamento da extensão do seguro no Brasil mas que não sabendo que era obrigatória esta comprovação não havíamos a trazido junto. A esta altura já haviam 2 policiais da Aduana nos atendendo, sendo que eles iam e voltavam, como que não dando muita atenção à nossa dificuldade. Éramos os únicos que fazíamos a Aduana de carro, os demais eram de ônibus e por isto ficamos no balcão do atendimento por aproximadamente 1 hora.

A solução dada por eles é que voltassemos algumas quadras e fizéssemos o seguro em uma corretora de seguros em La Quiaca. Insistimos dizendo que tínhamos feito o seguro, apenas não tínhamos conosco a comprovação.

A esta altura percebemos que poderiam haver segundas intenções por parte dos despachantes aduaneiros, buscando algum benefício próprio (propina). Comecei dizendo em espanhol que "nós temos boa vontade" e que "sabemos que vocês também tem". Perguntei se era possível pagar o seguro ali mesmo sem ter de ir até a seguradora. O despachante se fez de desententendido e se afastou do balcão.

Esta era a hora de arriscar. Puxei US$ 50,00 (pena não terem sido 50 pesos argentinos ou um valor menor) e coloquei-os abaixo da minha pasta em que estavam meus documentos. Apenas uma pequena face da nota ficou à mostra para que ele pudésse enxergar. Chamei-o de volta para o balcão e ele mordeu a isca (ou nós caímos na armadilha dele). Ele perguntou quanto era e completou dizendo que era necessário mais, para contemplar também seu companheiro de trabalho. Disse ele para dobrarmos o valor. Lá se foram US$ 100, mas enfim estávamos liberados para a etapa da emigração.

Atrás dos despachantes aduaneiros havia um cartaz dizendo "denuncie a corrupção dos despachantes aduaneiros", campanha esta movida pela Bolívia.

Fizemos a emigração e seguimos de carro uns 50mts para fazer a entrada (imigração na Bolívia). Ali o processo foi rápido pois o maior movimento era para sair da Bolívia.

Ao lado da Aduana havia uma passarela por onde várias pessoas (a maioria mulheres) carregavam sacos de 60Km de farinha do lado argentino para o lado boliviano. Segundo o policial da aduana boliviana o motivo é a falta de alimentos naquela região da Bolívia.



A farinha era trazida do lado argentino para o lado boliviano ...



... e carregada nos caminhões bolivianos


Duas horas depois de iniciarmos os procedimentos aduaneiros seguimos nossa viagem. A situação vivida na Aduana da Bolívia nos deixou decepcionados e tristes, afinal a corrupção não faz parte de nosso dia-a-dia.


Pouco antes de sairmos da Aduana conversei com o paulista com uma Defender que diz que acabou fazendo o seguro na corretora indicada em La Quiaca.

Se algum dos leitores quiser nos auxiliar pesquisando sobre o assunto "exigência de extensão de seguro na Bolívia e Peru" deixe sua contribuição para nós (que ainda teremos de passar pelo Perú) e também para outros viajantes.

Viagem à Machu Picchu - De Tilcara (ARG) à Tupiza (BOL)


Explicação sobre a Pucara de Tilcara


Na sequência visitamos o Museu Arqueológico Dr. Carlos Casanova que retrata um pouco a história da região.

As 10:45h, com o carro já abastecido no posto YPF local seguimos viagem em direção à Bolívia. No caminho registramos nossa passagem em Huancalera, localidade em que existe um marco do Trópico de Capricórnio.

Em todo o percurso que fazíamos nos acompanhava a paisagem típica da região: grandes vales (as chamadas "quebradas"), morros altos (mais altos do que os 2.500mts de altitude em que viajávamos), o leito do Rio Grande quase seco, morros das mais variadas cores e vegetação pobre, caracterizada basicamente por cáctus.

Chegamos em Humahuaca às 11:30h e logo seguimos para o centro do vilarejo. Nos chamou a atenção o grande fluxo de turistas. A Humauaca que havíamos conhecido em dez/2007 dava agora lugar a um polo turístico, embora com a mesma e pouca infra-estrutura de 2 anos atrás.

Logo nos dirigimos à praça central onde ao meio-dia apareceria a estátua de um santo São Franscisco na torre da municipalidad (prefeitura). Após subimos as escadarias do Monumento aos Heróis pela Independência, relativo ao período de 1810 a 1823.

Ao decermos as escadas coloquei-me à procurar a menina Abigail que foi nossa guia turística 2 anos atrás. Sua simpatia e "decoreba" sobre a história da cidade nos encantou na ocasião, dando inclusive vontade de a levarmos conosco ao Brasil. Pedi informações e em pouco tempo ela veio até nós, agora com 12 anos de idade. Seu discurso decorado continua o mesmo e todo nosso grupo reuniu-se em torno dela. Ganhei novos adeptos da idéia de levá-la ao Brasil, entre eles a Stella.

Na volta visitamos a igreja construida no ano de 1631 e que tem seu altar banhado a ouro.

Almoçamos em Humauaca no Restaurante Quinoa e às 14:40h retomamos nossa viagem.

No caminho paramos em Tres Cruces, a 3.700mts de altitude (15:30h). No local existe uma grande quebrada (vale de canions) de várias cores e formatos. Alguns metros adiante fomos atacados pela polícia que nos pediu nossa documentação.

Às 16:50h chegamos na Aduana de La Quiaca, fronteira com a Bolívia. Levamos 2 horas para fazer a Aduana e só foi possível seguirmos viagem utilizando-nos da prática de propina (corrupção), mas isto é assunto para um tópico específico visto ter sido uma experiência ímpar.

Saímos da Aduana, agora já em Villazon no lado Boliviano às 18:50h e logo fizemos câmbio a US$ 1,00 = B$ 6,95 (bolivianos).

Até este momento havíamos rodado exatos 200Km neste dia e fato que nos chamou a atenção foi a economia dos carros (consumo) visto que mesmo em um trecho acima de 3.000mts tivemos neste percurso a melhor economia. A Grand Vitara fez, por exemplo 10,2Km/lt, enquanto nos trechos anteriores fazia entre 8 e 9Km/lt. (considerando velocidades constantes na faixa de 140Km/h. Fica aí uma questão a ser respondida por nossos leitores: porque o fato de ter menos oxigênio nesta altitude melhora o desempenho dos carros ? É possível regular o carro para que no Brasil tenha desempenho semelhante ?

Saímos de Villazon em direção à Tupiza onde passaríamos à noite. Sabíamos que seriam 90Km de estrada de chão, só não imaginavamos que sairíamos da Aduana tão tarde, faltando apenas 1 hora para o pôr-do-sol.

Após pedirmos informações fomos até um posto de combustível para baixar a pressão dos pneus para que não sofrermos tanto com os solavancos da estrada de terra. Por fim saímos do posto às 19:25h e às 19:33h já tivemos de fazer nossa primeira parada pois a X-Terra dos Tussi estava com um pneu furado. Este trecho de Villazon à Tupiza e depois de Tupiza à Potosi também merecerá um capítulo à parte visto ter sido uma verdadeira aventura, fazendo juz ao título do site "Turismo e Aventura".

Chegamos à Tupiza às 23:30h, tendo levado 03:30h para percorrer 99Km. Estávamos exaustos. Neste dia percorremos 299Km em 06:05h, a uma velocidade média de 49Km/h, prejudicada pelo trecho da Bolívia.

Nos hospedamos no Hotel Mitru, a B$ 150,00 o casal, o equivalente a R$ 27,50. O hotel é muito bom e indicamos. Neste momento começamos a perceber como a moeda boliviana esta extremamente desvalorizada. Pode-se dizer que os preços de quase todos produtos locais são de 1/3 do valor do Brasil.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Corrientes (ARG) à Tilcara (ARG)

21/12/09 - Combinamos de nos encontrar para a saída às 08:30h no sagão do Hotel. Logo após o tradicional dasayuno (café da manhã) à base de croissant, suco de laranja e café com leite, eu e Léa saímos à procura de uma ferreteria (casa de ferragens) para comprar adaptadores para as tomadas, que na Argentina tem 3 pinos chatos, diferente do Brasil. No Hotel não haviam adaptadores e na noite anterior já haviamos procurado no Walt Mart e descobrimos que os mercados não podem vender este tipo de material, apenas as casas especializadas, as ferreterias.

Pino elétrico na Argentina


Saímos do Hotel pouco antes das 09h e seguimos até a Avenida Costaneira para tirar algumas fotos do Rio Paraná, o mesmo que passa pelas Cataratas do Iguacú. Neste local o rio tem aproximadamente 1,6Km de largura e é ele quem separa as cidades de Corrientes e Resistência e também ele que faz a divisa entre Argentina e Paraguai em todo o trecho que haviamos percorrido até aqui.


Vista do Hotel San Martin


Rio Paraná


Ponte sobre o Rio Paraná que liga Corrientes à Resistência



Após as fotos seguimos viagem tendo como destino San Salvador de Jujuy ou Tilcara, não sabíamos ainda e iríamos decidir conforme o ritmo da viagem. Jujuy tem mais de 200 mil habitantes e Tilcara apenas uns 4 mil, sendo a vantagem de Tilcara o fato de não levarmos tanto tempo circulando ou atravessando uma grande cidade e também a possibilidade de já fazermos uma aclimatação à altitude, já que Tilcara está a 2.400 mts e Jujuy não passa de 1.500 mts.

A viagem foi tranquila, parávamos para abastecer a cada 350Km visto ser esta a autonomia da Pajero do Valmor e já aproveitávamos para espichar as pernas.


O trânsito de veículos estava bem mais intenso do que quando passamos por aqui em Dez/07 e alguns trechos o alfalto já não estava tão bom. A vantagem é que já não havia estrada de chão nas proximidades de Pampa de Los Guanacos.

As 12:30h, 3 horas após termos saido de Corrientes, paramos em um posto Shell em Pampa del Inferno e lá percebeu-se um superaquecimento na Pajero do Valmor ocasionado por uma mangueira que estava perdendo água do radiador. Após um pequeno conserto tudo ficou bem. Como já conhecíamos este trecho da estrada sabíamos que não encontraríamos nenhum restaurante ou lancheria na estrada nos próximos 500Km e por isto aproveitamos e fizemos um "almoço" neste próprio posto Shell que tinha pizzas, sanduiches e biscoitos em sua mini praça de alimentação.


Lanche em Pampa del Inferno


Reparo na Pajero


Até a metade da tarde o GPS informava uma velocidade média de 101Km/h, fato este que somente é possível em estradas relativamente boas e que não apresentam grande trânsito. Algumas retas pelas quais passamos tinham mais de 25Km de comprimento. Frequentemente rodávamos na casa dos 140Km/h.


Retas no Chaco Argentino


Passamos por postos policiais algumas vezes e tudo correu bem. Em nenhuma delas pediram para ver nenhum documento ou abrir o porta-malas. Estavam todos simpáticos, até mesmo o policial da localidade de Pampa de Los Guanacos (passamos lá às 14h) que nos havia pedido "una plata para cidra" 2 anos atrás. Alguns vendo o adesivo "Expedição Machu Picchu" até desejaram boa viagem.


Polícia de Pampa de Los Guanacos


Como puxei a frente dos outros 2 carros durante todo o dia tive a incumbência de "limpar a pista" quando encontravámos animais (cabras, porcos, vacas, cavalos) em travessia. O primeiro carro é também aquele que faz com que os pássaros na pista levantem voo e com isto acabamos acertando 5 durante o dia, sendo 4 contra o para-brisas da Grand Vitara.


Animais na pista


Ao final do dia (19:20h) chegamos à San Salvador de Jujuy. Alguns kilometros antes, em Pampalá a rodovia principal estava bloqueada por manifestantes (funcionários públicos federais) e tivemos de fazer um longo desvio para após novamente retornarmos à rodovia. A esta altura já estava decidido que faríamos 80Km mais e iríamos dormir em Tilcara.


Pista interrompida em virtude de um protesto


A partir de Jujuy começamos uma subida mais acentuada. Jujuy fica a 1.300mts. de altitude em relação ao nível do mar e logo depois de passarmos por ela alcançamos 1.400, 1.500, 1.600mts, até chegarmos a Tilcara às 20:45 com 2.430mts. Estávamos a 212Km de La Quiaca, cidade que faz a divisa com a Bolívia.

O Rio Grande que 2 anos atrás estava completamente seco apresentava agora um pouco de água, demonstrando que as chuvas na região já estavam ocorrendo. Durante o dia de hoje o céu estava nublado, com teperatura próxima a 34 graus. Já próximo de Jujuy pegamos um pequeno chuvisqueiro e após Jujuy enfrentamos uma densa neblina que prejudicou um pouco a visão do vale. Paramos no Mirador de Leon para apreciar o vale do Rio Grande.


Rio Grande visto do Mirador Leon


Saímos para jantar Lomo de Llama em um restaurante próximo do hotel. Nos hospedamos no Hotel de Turismo de Tilcara, o mesmo que já haviamos ficado anteriormente. Diária de $ 135,00 (R$ 67,00).

Neste dia percorremos 950Km em 10h de deslocamento. A velocidade média do dia atingiu 95,9Km/h.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Nova Petrópolis (RS-BR) à Corrientes (ARG)

20/12/09 - Saímos de Nova Petrópolis às 06:00h da manhã com destino preivisto como Corrientes, já na Argentina, na beira do Rio Paraná, distante 1.020Km do ponto inicial. Era o primeiro dia e queríamos aproveitar para vencer uma distância expressiva dos praticamente 9.000Km que teríamos pela frente.


Parada para descanso em Soledade


Como previsto estávamos em 3 carros e um total de 11 pessoas (9 adultos e 2 crianças), sendo: Márcio e Léa, Dilson e Bárbara, Valmor e Bea, com os filhos Gabriel e Eduarda, e Edgar e Stella com a filha Júlia.

Nosso "comboio", com os carros devidamente adesivados identificando "Expedição Machu Picchu", passou por Feliz, Carlos Barbosa, Lajeado, Soledade, Carazinho, Ijuí, Santo Ângelo e São Borja, cidades estas no lado brasileiro. Já na Argentina passamos por Santo Tome (divisa), Ituzaingo e finalmente Corrientes.


Grand Vitara identificada também com a capa do estepe


Nosso almoço, como em nossa última viagem (Atacama) foi no Restaurante São Francisco em São Luiz Gonzaga, cerca de 100Km de São Borja. até aquele momento não sabíamos ao certo se faríamos a Aduana em São Borja (travessia do rio via ponte) ou Porto Xavier (balsa). Paramos para almoçar pontualmente às 13h. e às 13:50h já estávamos na estrada novamente, agora já decididos por São Borja visto que em Porto Xavier dependíamos dos horários da balsa e segundo nos informaram o rio estava bastante alto.

Chegamos na Aduana em São Borja às 15h e estava bem tranquilo. Fomos logo atendidos e depois de nossa chegada uma fila de quase 10 carros logo se formou. Segundo nos disseram muitos gaúchos estava indo para a Argentina naqueles dias.

Como já conhecíamos os trâmites aduaneiros logo nos dividimos para agilizar nossa passagem. Ao mesmo tempo que alguns estavam na fila fazendo a imigração, outros já estavam fazendo câmbio de reais por pesos argentinos (cotação de $ 1,00 = R$ 0,51 na agência do BB da aduana).

Na vistoria dos veículos passamos quase direto. Para 11 pessoas e 3 carros levamos 45 minutos para todos os trâmites da Aduana Argentina.

De Nova Petrópolis até a Aduana de São Borja percorremos 600Km.


Chegada à Argentina


Ao sairmos dali logo paramos em um posto Shell próximo do trevo de São Tomé. Abastecemos a $ 3,16 o litro de gasolina (nafta), o equivalente a R$ 1,67. Nosso destino agora era a estrada RN120 que nos levaria asproximidades de Ituzaingo sem ter de passar pela cidade de Posadas. Esta estrada era desconhecida para nós, e apesar de aparecer nos mapas do GPS não consta nos guias de viagem brasileiros. A rodovia está em ótimas condições de tráfego (nova).


"Casa de câmbio" junto ao Posto Esso


Posto Esso fica a 8Km da Aduana de São Borja


Desde São Borja já prevíamos que pegaríamos chuva na estrada e isto realmente aconteceu ainda na RN120, antes do trevo da rodovia que liga Posadas à Corrientes. E que chuva. Digna dois últimos temporais que assolaram a região da Serra Gaúcha nos últimos meses. Apelamos para a tração 4X4 para garantirmos a segurança na estrada. Nossa velocidade que vinha se aproximando dos 130/140 Km/h em muitos trechos caia agora para proximo dos 100Km/h.

Chegamos em Corrientes pouco antes das 21h, minutos após o pôr-do-sol. Após uma passada pela Avenida Costaneira nos dirigimos ao centro à procura de um Hotel. Acabamos ficando no Hotel San Martim, em frente à Plaza Cabral, na Rua Santa Fé. A diária foi de R$ 120,00 com desayuno (café da manhã) e cochera (estacionamento).


Hotel San Martin em Corrientes


Pouco depois da chegada fizemos um lanche no calçadão ao lado da Plaza Cabral.


Jantar em Corrientes


Chegava ao fim o primeiro dia de nossa viagem. Eram aproximadamente 24h ou 23h no horário da Argentina.

Neste dia rodamos 1.065Km em 11:50h de viagem (sem paradas para almoço e aduana) e a uma velocidade média de 90,3Km/h.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nossa viagem começa dia 20/12/2009

Faltam poucos dias para nossa saída para Machu Picchu. Partimos no domingo (20/12/2009) pela manhã, às 05:00h. Acompanhe nossa viagem pelas postagens publicadas aqui no site e não deixe de enviar seus comentários para sabermos quem está nos acompanhando.

Na medida do possível estaremos enviando atualizações sempre que tivermos internet ou sinal de celular disponível. Imaginamos que seja a cada 2 ou 3 dias visto que na região que visitaremos existe grande carência de infra-estrutura.

Um forte abraço e nos acompanhem.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Expedição de carro para Machu Picchu partindo do Rio Grande do Sul e passando pela Argentina, Bolívia, Perú e Chile

De: Nova Petrópolis - RS
Para: Machu Picchu - Peru
Distância Percorrida: ida 4.173Km e volta 4.213 = total de 8.386Km (ida e volta)
Como iremos: 3 carros, contando com 9 adultos e 2 crianças.

Comentários: Este é o planejamento prévio de nossa viagem de carro do Rio Grande do Sul para Machu Picchu no Peru realizada em Dezembro/2009. A saída ocorreu no dia 20/12/2009 e ficamos fora por aproximadamente 20 dias. Os trajetos abaixo indicam as distâncias entre as cidades que dispõe de boa estrutura de hospedagem e que ficam no roteiro.

Roteiro a ser percorrido:
  • Trajeto 1 - De Nova Petrópolis (RS) à Posadas (ARG). Independente do local de travessia da fronteira Brasil - Argentina, sendo por São Borja ou Porto Mauã, temos até a RN120, cruzamento com a RN12 em Posadas 11 horas de viagem e 760Km.

  • Trajeto 2 - De Posadas (ARG) até Corrientes (ARG): são mais 260Km e mais 03:30h de viagem.

  • Trajeto 3 - De Corrientes (ARG) à Roque Saenz Pena (ARG). são 185Km e 2:15h de viagem.

  • Trajeto 4 - De Roque Saenz Pena (ARG) até San Salvador de Jujuy (ARG): são 685Km e 08:30h de viagem.

  • Trajeto 5 - De San Salvador de Jujuy (ARG) até Humahuaca (ARG). Após 130Km de Jujuy passaremos por Humahuaca (02h viagem), a última cidade do roteiro de ida que já é conhecida por nós (até este ponto estaremos fazendo o mesmo roteiro de quando fomos para o Deserto do Atacama em dez/07). Estaremos entrando na Cordilheira dos Andes chegando a 3.000mts de altitude. Neste trecho poderemos visitar as Ruinas del Pukara em Tilcara

  • Trajeto 6: De Humahuaca (ARG) até Tupiza (BOL): Percorrendo mais 170Km após Humahuaca estaremos ingressando na Bolívia. Mesmo antes de ingressarmos na Bolívia não estaremos mais rodeados pela Cordilheira dos Andes e sim estaremos andando sobre ela, em uma grande planície, a 3.500mts. de altitude, antes das altitudes subirem ainda mais e voltarmos a estar rodeados pela Cordilheira. A partir da divisa, (cidades de La Quiaca e Villazon) enfrentaremos aproximadamente 200Km de estrada de terra, até aproximadamente Cotagaita. Neste percurso, após 91Km da divisa dos dois países chegamos a Tupiza, onde provavelmente passaremos a noite. Neste trajeto temos 430Km percorridos, sendo que entre a La Quiaca e Tupiza enfrentaremos 91Km de estrada de terra.
  • Trajeto 7 - De Tupiza (BOL) até Potosi (BOL): 255Km após Tupiza chegamos a Potosi, cidade de mais de 200 mil habitantes, situada a 4.000mts. de altitude. De Tupiza a Cotagaita (aproximadamente 90Km) rodaremos em estrada de terra. Potosi foi uma das mais ricas cidades do mundo no século 17, fruto de uma antiga mina de prata que chegou a ser a maior do ocidente. Existem visitas guiadas (uma pela manhã e outra à tarde) para as Minas de Cerro Rico.
  • Trajeto 8 - De Potosi (BOL) até Oruro (BOL): É em Potosi que fica o Salar de Uyuni, a maior planície salgada do mundo. O Salar fica a 210Km de Potosi e o trajeto pode ser feito de trem que atravessa grandes altitudes (partindo de Oruro), em meio às montanhas do altiplano. Após 275Km chegamos a Oruro, cidade conhecida por seu carnaval e ponto de partida do trem para o Salar de Uyuni (veja os horários). De carro de Oruro até Uyuni informações da internet indicam serem necessárias 7 horas de viagem devido à precariedade da estrada.

  • Trajeto 9 - De Oruro (BOL) até La Paz (BOL). São 210Km de viagem em 02:30h. Em La Paz (a capital mais alta do mundo, a 3.650mts) vale a pena conhecer o Valle de La Luna e o Pico Chacaltaya que fica a 5.421mts. (a mais alta estação de esqui do mundo) e distante apenas 30Km de La Paz, situado na Cordilheira Real, cadeia integrada à Cordilheira dos Andes (informações indicam tratar-se de 2 horas de viagem a partir de La Paz). Distante 100Km de La Paz está também a Ruta de La Muerte, famosa por suas imagens de carros que transitam à beira de imensos precipícios.

  • Trajeto 10 - De La Paz (BOL) até Copacabana (BOL). Este trecho compreende 150Km (2h), passando-se pela Rodovia 2 e cruzando o Lago Titicaca de balsa. Copacabana é a principal cidade do entorno do Lago Titicaca, lago navegável de maior altitude do mundo e o 2º maior da América do Sul (perde apenas para o Maracaibo na Venezuela). A partir de Copacabana pode-se visitar a Ilha do Sol, a maior ilha do lago, com 14,3Km2.

  • Trajeto 11 - De Copacabana (BOL) até Puno (PERU): percurso de 130Km. Puno também está as margens do Lago Titicaca, a 3.900mts. de altitude, mas no lado Peruano do lago. A partir de Puno pode-se visitar as Ilhas Flutuantes de Uros, construídas sobre plantas semelhantes à juncos. A viagem de barco dura 30 minutos.

  • Trajeto 12 - De Puno (Peru) até Cuzco (Peru). Neste trajeto percorremos 390Km em 05:30h. Em Cuzco conheceremos a Plaza de Armas, Iglesia Sagrada Família, Museu Inca. Cuzco é considerada a cidade habitada mais antiga do continente, intitulada a "capital arqueológica da América". É considerada também a mais bonita cidade do Perú. Neste percurso, 212Km após Puno chegaremos à Abra La Raya, onde atingiremos 4.335mts de altitude em um dos locais mais altos de nossa viagem de ida. No caminho conheceremos o Templo Raqchi Wiracocha, em Huacarpay visualizaremos o Vale do Rio Urubamba e logo após o Parque Arqueológico de Tipón, um lugar de grandes fontes de água e um dos mais importantes complexos de arquitetura de Cusco.

  • Trajeto 13 - Vale Sagrado dos Incas (Cuzco): Fica na região do Rio Urubamba e lá pode-se conhecer 4 ruínas incas: Tambomachay, Saqssaywaman (a mais interessante das ruínas), Qenqo e Puka Pukara. Indica-se também compras de produtos indígenas em Pisac, a 30Km de Cuzco que oferece ainda uma imperdível vista do vale (Morro Intihuatana). No Vale Sagrado dos Incas, Ollantaytambo é a única cidade inca do Peru ainda habitada e a mais bem conservada. O trajeto completo do Vale Sagrado dos Incas é de 180Km.

  • Trajeto 14 - Machu Picchu: distante 112Km via férrea, Machu Picchu fica a 2.450mts. de altitude. Para chegar até lá existe a opção de ir de trem a partir de Cuzco (estação São Pedro) ou a partir de Ollantaytambo. A cidade mais próxima é Águas Calientes, local em que chegam os trens e de onde partem os ônibus para Machu Picchu. Em Machu Picchu existe também a possibilidade de conhecer Huayana Picchu, o pico mais alto do parque e no qual apenas 400 pessoas por dia podem subir.
  • Trajeto 15 - De Cuzco à Arequipa: distante 609Km, onde retornamos de Cuzco em direção ao sul por 345Km (rodovia que segue para Puno) e na localidade de Juliaca seguimos em direção oeste por 250Km até Arequipa, que fica a 2300 metros de altitude, estendendo-se numa área de oásis localizada num vale das montanhas desérticas da Cordilheira dos Andes, e rodeada por vários picos, entre os quais o de Vulcão Misti, com cerca de 5822 metros de altitude, distante 18Km de Arequipa. A cidade tem aproximadamente 1 milhão de habitantes. Arequipa fica 115Km distante do Oceano Pacífico (cidade de Islay).
  • Trajeto 16 - De Arequipa à Arica: percurso de 426Km, onde chegaremos à divisa entre Peru e Chile, representada pelas cidades de Tacna e Arica. Arica é região de zona franca e possui ótima estrutura para seus visitantes. Arica tem grande importância histórica pois era através de seu porto que era escoada a produção de prata de Potosi. Arica foi também uma importante região durante a Guerra do Pacífico.
  • Trajeto 17 - De Arica à Iquique: 310Km de trajeto. Iquique é famosa por seus monumentos nacionais e suas praias, sendo as mais importantes Primeras Piedras, Brava, Cavancha e Huayquique. Em Iquique está localizada a maior e mais importante Zona Franca da América Latina.
  • Trajeto 18 - De Iquique à Calama: este trecho de 390Km pode ser feito com a mesma distância seguindo-se pelo litoral (via Tocopilla na Ruta 1) ou utilizando-se a Ruta 5 que corre aproximadamente 55Km distante do litoral a aproximadamente 1.000 metros do nível do mar. Neste trajeto, 17Km antes de Calama encontra-se a Mina de Chuquicamata, a maior mina de cobre a céu aberto do mundo.
  • Trajeto 19 - De Calama à São Pedro de Atacama: distância 100Km. Leia sobre o Deserto de Atacama no link, especificamente nos relatos dos dias 6, 7 e 8.
  • Trajeto 20 - De São Pedro de Atacama à San Salvador de Jujuy: percorrendo 475Km estaremos novamente em San Salvador de Jujuy, passando por Susquez, Costa de Lipan e Purmamarca. Veja mais sobre este percurso no link. Temos também a opção de neste dia irmos até Salta, distante 85Km de Jujuy via Ruta 9.

Este é o esboço da viagem, já considerando todos os pontos que deverão ser visitados no percurso, independente desta visita ocorrer na ida ou na volta.

Simulação de datas do percurso:

  • 20/12/09 - De Nova Petrópolis à Corrientes: 1.020Km
  • 21/12 - De Corrientes à San Salvador de Jujuy: 870Km
  • 22/12 - De San Salvador de Jujuy à Tupiza: 430Km
  • 23/12 - De Tupiza à Oruro: 571Km
  • 24/12 - De Oruro à La Paz: 254Km
  • 25/12 - Dia em La Paz - passeio pelo Chacaltaya e Valle de La Luna
  • 26/12 - De La Paz à Copacabana: 155Km
  • 27/12 - De Copacabana à Cuzco: 520Km
  • -----------------------------------------------------------------------
  • 28/12 - Conheceremos Machu Picchu - trem de Ollantaytambo para Aguas Calientes as 08:53h com o trem Backpacker.
  • 29/12 - Retorno de Machu Picchu - trem de Aguas Calientes para Ollantaytambo as 10:55h com o trem Vistadome Valley.
  • 29/12 - Passeio pelo Vale Sagrado dos Incas: 180Km
  • 30/12 - City Tour em Cuzco
  • 31/12 - Dia livre em Cuzco
  • -----------------------------------------------------------------------
  • 01/01/2010 - De Cuzco à Arequipa: 609Km
  • 02/01 - De Arequipa à Iquique: 736Km
  • 03/01 - De Iquique à San Pedro de Atacama: 485Km
  • 04/01 - Dia em São Pedro de Atacama
  • 05/01 - De San Pedro de Atacama à San Salvador de Jujuy: 475Km
  • 06/01 - De San Salvador de Jujuy à Corrientes: 867Km
  • 07/01 - De Corrientes à Santo Ângelo (RS): 585Km
  • 08/01 - De Santo Ângelo à Nova Petrópolis: 453Km

Observação: com este cronograma, que prevê o retorno para casa em uma 6ª feira (08/01/2010), teremos a disponibilidade de estender a viagem em algum lugar por até 1 dia, chegando assim em casa no sábado.

Preços da Gasolina no Mercosul:

  • Argentina: R$ 1,80
  • Bolívia: R$ 1,10
  • Brasil: R$ 2,59
  • Chile: R$ 2,62
  • Colômbia: R$ 1,70
  • Equador: R$ 1,05
  • Peru: R$ 2,50
  • Paraguai: R$ 2,70
  • Uruguai: R$ 3,00

Distâncias a percorrer em cada país:

  • 1.220 Km rodados no Brasil
  • 3.370 Km rodados na Argentina
  • 995 Km rodados na Bolívia
  • 1.735 Km rodados no Peru
  • 800 Km rodados no Chile

Dicas de alguns sites:

  • Levar cópias dos documentos pessoais e do veículo para apresentar em algumas Aduanas que exigem cópias dos documentos.

Dicas importantes para a viagem:

Mapas de GPS a serem utilizados:

  • Brasil: Tracksource
  • Argentina: Mapear
  • Bolívia: ConoSur (o Viajeros tem mais detalhes mas não é roteável)
  • Perú: Peru Roteable
  • Chile: Viajeros

Cotações de Moedas nos países que iremos visitar: base 13/12/09

  • Brasil: R$ 1,00 = US$ 0,57 ou US$ 1,00 = R$ 1,75
  • Argentina (pesos): R$ 1,00 = AR$ 2,16 ou AR$ 1,00 = R$ 0,46, ou US$ 1,00 = AR$ 3,79
  • Bolívia (boliviano): R$ 1,00 = BOB $ 4,01 ou BOB $ 1,00 = R$ 0,25, ou US$ 1,00 = BOB $ 7,03
  • Perú (novo sol): R$ 1,00 = PEN $ 1,64 ou PEN $ 1,00 = R$ 0,61, ou US$ 1,00 = PEN $ 2,88
  • Chile (pesos): R$ 1,00 = CLP $ 283,00 ou CLP $ 1.000,00 = R$ 3,52, ou US$ 1,00 = CLP $ 496,00

Encontramos na Web alguns sites com roteiros e fotos de viagens já realizadas:

Clique sobre o mapa para ampliá-lo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Horário das Balsas entre Brasil e Argentina

Para quem estiver programando sua viagem para a Argentina é pensa em cruzar a fronteira utilizando a opção de balsa seguem abaixo os horários disponíveis:



Porto Xavier (BRA) a San Javier (ARG)
Segunda à Sexta-feira:
08:15, 09:00, 10:00, 11:00 e 11:30, 14:15, 15:00, 16:00, 17:00 e 17:30
Sábados, Domingos e Feriados: 09:15, 10:00 e 10:30, 16:15, 17:00 e 17:30

Porto Mauá (BRA) à Alba Posse (ARG)
Segunda à Sexta-feira: 7.30 às 11.30 e das 14 às 18 horas.
Sábados, Domingos e Feriados: 8.30 às 11.30 e das 15 às 18 horas.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Trem de Cuzco para Machu Picchu - Perú

A viagem de trem para Machu Picchu é feita pela empresa Perurail (http://www.perurail.com/), sendo que existem 3 tipos de trem que fazem o percurso: o Backpacker (trem normal), o Vistadome (com teto envidraçado, permitindo uma melhor vista da viagem) e o Hiram Bingham (categoria luxo). Os preços variam de US$ 31 a US$ 307 por percurso.



Os trens partem de Cusco e de Ollantaytambo (de onde existem mais disponibilidades de horários), sendo a chegada dos mesmos em Águas Calientes, cidade próxima de Machu Picchu.



Uma boa dica é ir de carro de Cuzco até Ollantaytambo, aproveitando a visita ao Vale Sagrado dos Incas, e de Ollantaytambo seguir de trem até Águas Calientes. Próximo à estação de trem de Ollantaytambo existem locais adequados para que os carros sejam deixados com segurança.



Se resolver ir e voltar à Machu Picchu no mesmo dia, prefira ir em um dos primeiros trens da manhã e retornar ao final da tarde. Machu Picchu costuma ficar lotada durante o dia quando chegam a maioria dos trens a partir das 9 horas.



Veja abaixo os horários de trens disponíveis.

Viagem de ida - clique sobre a tabela para ampliá-la


Viagem de volta - clique sobre a tabela para ampliá-la

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