quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Iquique (CHL) e Zofri (Zona Franca de Iquique)

03/01/2010 - Depois de passarmos um longo período viajando à altitudes acima de 3.000 metros decidimos dar uma dosada na altitude e passar um dia no litoral do Oceano Pacífico.

Vista do Hotel Majestic



Iniciamos o dia caminhando pela beira-mar de Iquique aproveitando a faixa de areia lá existente. Diferentemente do litoral do Oceano Atlântico, no Pacífico, não encontram-se barracas ou bares (até mesmo restaurantes) na beira da praia. Além disto o mar é bastante gelado, quase impróprio para banho.


Beira mar em Iquique




Encontramos muito lixo na beira-mar de Iquique, fato estranho por ser uma cidade turística.

Às 13h nos dirigimos à ZOFRI (Zona Franca de Iquique), onde depois de almoçar nos colocamos a conhecer as diversas lojas lá existentes. Fizemos câmbio na própria Zona Franca.


Entrada da ZOFRI


Corredor da Zofri


Apesar de tratar-se de Zona Franca não encontramos preços muito vantajosos, sendo que alguns preços que havíamos encontrado na Bolívia e Perú eram inclusive mais baixos (alguns bem mais baixos).

Como era domingo muitos galpöes da ZOFRI estavam fechados. Os artigos mais encontrados eram eletrônicos, perfumes e algumas lojas de roupas.

Saímos da Zona Franca de Iquique por volta das 18:30h e fomos até um Supermercado nos abastecer de comida e bebida para nosso almoço na estrada no dia seguinte.


Complar para a viagem do dia seguinte


Ao lado do Supermercado havia um shopping onde podia-se encontrar camioneta Mitsubishi L200 Triton 0Km a US$ 30 mil.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Viagem à Machu Picchu - De Arequipa (PER) à Iquique (CHI)

02/01/2010 - Saímos de Arequipa logo pela manhã, às 08:50h., horário este que acabou se tornando padrão de nossas saídas de todas as cidades.

A saída de Arequipa caracteriza-se por decida de serra, visto ser a última cidade localizada ainda acima de 2.000mts. de altitude antes de chegar-se ao litoral. A paisagem destoa do que havíamos visto nos últimos dias visto que na região já presencia-se o clima desértico repleto de pedras e de alguns poucos cactus.







Chegamos à Moquegua às 10:10h e lá aproveitamos para abastecer os veículos. Nesta localidade existem inúmeras plantações (principalmente pisco) e para ajudar a combater a mosca da fruta tivemos de nos desfazer no controle sanitário de todas as frutas que trazíamos conosco.





Às 13:10h chegamos à Tacna, a última cidade antes da divisa entre Perú e Chile, e também a capital da região de Tacna. Tacna está localizada a 511mts do nível do mar e possui aproximadamente 260 mil habitantes.


Às 13:55h chegamos na Aduana Peruana. Como sempre a saída de um país é muito rápida e às 14:25h já estavamos algo em torno de 300 metros para chegarmos na Aduana Chilena, de onde saímos com todos os trâmites realizados às 15h. Levamos 01:05h para a entrada e saída de cada país. Apesar de bastante desorganizada, foi nestas duas aduanas que mais rápido conseguimos ficar liberados. Vale registrar que inicialmente na saída do Perú nos foi exigido um formulário de "relação de passageiros" e este documento teria de ser comprado no centro de Tacna, cidade que ficava a 40Km de distância da Aduana. Por fim o Valmor conseguiu com um dos fiscais da aduana o formulário para que pudéssemos preenchê-lo.



Aduana Peruana
Entrada no Chile



Na entrada do Chile enfrentamos pela primeira vez a dificuldade de fazer câmbio de dólares para a moeda local. Até então, em cada país que chegávamos conseguimos fazer câmbio a um bom preço diretamente na Aduana, sem precisar procurar muito. Já na entrada do Chile não existe local para fazer câmbio diretamente na Aduana. Além disto ainda tinhamos conosco Soles (moeda peruana) que necessitava ser trocada pois não a usaríamos mais (trocamos os Soles dias mais tarde em San Pedro de Atacama com um deságio de 30%). Abastecemos os carros em Arica, primeira cidade chilena pagando o abastecimento com cartão de crédito. Como não conseguimos fazer câmbio seguimos de Arica diretamente para Iquique, sem ter conosco nenhum peso chileno, nem mesmo para comprar água ou comida.



Apesar das cidades de Arica e Iquique serem litorâneas, não existe uma estrada litorânea que ligue as duas cidades. Vale ressaltar que o litoral do Oceano Pacífico é completamente diferente do litoral do Oceano Atlântico. No Pacífico, vê-se pouca areia nas praias, predominando as pedras na beira-mar. Além disto, praticamente não existem lugares planos no litoral, a cordilheira estende-se até a beira-mar, impedindo inclusive que hajam estradas costeando o mar. Os poucos lugares planos na beira-mar são justamente onde encontram-se as principais cidades como Arica, Iquique e Antofagasta. Este fato fez com que tivéssemos de subir e descer grandes vales diversas vezes, subindo e descendo o Vale Chaca, a Costa Camarones, a Costa de Tana e a Costa de Tiliviche. Em cada subida e descida em cada uma destas costas saíamos do nível do mar e subíamos à 1.100 ou 1.200 metros de altitude, isto em poucos quilômetros. A estrada fica ao lado de verdadeiros abismos. Estávamos percorrendo a Ruta 5.



Estrada que liga Arica à Iquique





Apesar de estarmos próximos do litoral a paisagem não mudou em nada. As raras vezes que víamos vegetação era no leito de alguns rios.



Às 17h avistamos os Geóglifos de Chiza: enormes figuras humanas e de animais feitas com o agrupamento de milhares de rochas, construídos pelos povos atacamenhos muito antes da chegada de Cristóvão Colombo à América. Os geoglifos, verdadeiros monumentos arqueológicos, são encontrados em várias partes do Deserto do Atacama.



Geóglifos de Chiza



Chegamos em Iquique por volta das 19h., após termos percorrido mais de 700Km neste dia. De imediado nos colocamos à procurar um Hotel e logo nos deparamos com um grande problema: estávamos em pleno sábado, dia 02 de Janeiro e todos os hotéis estavam lotados por conta dos pacotes de ano novo. Depois de muito procurar, mantendo contato com aproximadamente 10 hotéis (contamos com o auxílio de um dos hotéis que ligou para outros 3 buscando vagas), acabamos nos instalando o Hotel Majestic, localizado a duas quadras do mar, na Praia Brava, e com diária de US$ 70,00, abaixo dos demais hotéis de Iquique, mas com ótima qualidade.



Hotel Majestic



Saímos para jantar já por volta das 22h. em local próximo ao Hotel.



Apesar de não termos comentado em nenhum dos dias anteriores, já estávamos acostumados a não almoçar nos dias em que percorríamos grandes distâncias. Este fato não era uma opção nossa e sim em decorrência da ausência de estrutura turística entre as cidades que passávamos. Nos trechos que percorremos por muitas vezes foi comum rodarmos 200 ou 300Km e só encontrarmos postos de combustível no caminho, localizado em pequenos povoados abandonados no meio de um quase deserto. Um exemplo típico foi este dia de viagem entre Arequipa e Iquique. Dos mais de 700Km rodados passamos praticamente todo o dia vendo areia, pedras, vales e nada mais. À esta região só falta o título de "deserto", pois a geografia e o clima já o permitem adotar este nome.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Viagem à Machu Picchu - De Cusco (PER) à Arequipa (PER)

01/01/2010 - Saímos de nosso hotel em Cusco às 08:20 e depois de abastecermos os veículos seguimos viagem para Arequipa pouco antes das 09h.



De nosso trajeto de 615Km a ser feito neste dia parte deles (345Km) seriam feitos em estrada já conhecida por nós visto que teríamos de retornar de Cusco até Juliaca, por onde havíamos passado quando viemos da Bolívia.



A diferença em relação aos dias anteriores é que agora teríamos de cruzar a Cordilheira (sentido leste oeste) e não apenas seguirmos ela no sentido sul norte como estávamos fazendo até então.



Apesar de parecer estranho, o trecho mais tranquilo desta viagem foi quando durante muito tempo viajamos em uma grande planície a 4.000mts. de altitude. Neste trecho haviam poucas curvas e a haviam poucas subidas e descidas na estrada.



Após 615Km e 8 horas de viagem chegamos à Arequipa, cidade com mais de 1 milhão de habitantes e distante 150Km do litoral do Oceano Pacífico.





Lago Lagunillas a 4.300mts de altitude



Abra La Raya
Registro da passagem pelos 4.335mts de altitude

Próximo de Arequipa voltamos a ver cactus na beira da estrada
muitas pedras e areia também ocuparam o lugar da terra
vicunhas na beira da estrada
foto aos 4.528mts de altitude
Lago Lagunillas

noite em Arequipa
a cidade é repleta de igrejas
o vulcão El Misti
os arcos na Praça das Armas
a catedral em Arequipa

Viagem à Machu Picchu - Cusco - Qosqo - Perú

30 e 31/12/2009 - Aproveitamos os dois últimos dias do ano para conhecermos Cusco ou Qosqo (em linguagem quéchua).

Cusco é uma cidade com 3400 metros altitude, altitude esta muito inferior aos mais de 4.000mts que já enfrentamos em nossa viagem. O nome Cusco significa "umbigo", no idioma quéchua. Era o mais importante centro administrativo e cultural do Tahuantinsuyu, ou Império Inca. Lendas atribuem a fundação de Cusco ao Inca Manco Capac no século XI ou XII. As paredes de granito do palácio inca ainda estão lá, bem como monumentos como o Korikancha, ou Templo do Sol.

Depois do fim do império, em 1532, o conquistador espanhol Francisco Pizarro, invadiu e saqueou a cidade. A maioria dos edifícios incas foi arrasada pelos clérigos católicos com o duplo objetivo de destruir a civilização inca e construir com suas pedras e tijolos as novas igrejas cristãs e demais edifícios administrativos dos dominadores, desta forma impondo sua pretensa superioridade européia.

Foi a capital e sede de governo do Reino dos incas e seguiu sendo ao iniciar-se a época imperial, tornando-se a cidade mais importante dos Andes. Esta posição lhe deu proeminência e a converteu no principal foco cultural e eixo do culto religioso.


Ruas estreitas de Cusco e os muros remanescentes do império inca



os prédios foram construídos sobre a base dos muros incas



igreja na praça central de Cusco


Catedral na praça central de Cusco





múmias no Museu Inka



Lllamas no centro de Cusco


pedra dos 12 ângulos


City Tour


ônibus que faz o City Tour


Cristo Branco no alto de Cusco


Vista de Cusco do alto do Cristo Branco


arcos na Praça das Armas


Personagem durante a representação do show Luzes e Som


Igreja à noite



um dos muitos artesanatos de Cusco


pinturas lembrando a história inca




brinde no revéillon



todos assistindo às comemorações de Ano Novo na Praça das Armas




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