quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um dia em São Pedro de Atacama - Deserto de Atacama (CHL)

05/01/2010 - Neste dia nos dividimos logo pela manhã.

A Bárbara, Dilson, Edgar, Stela e Júlia foram fazer o passeio aos Geisers de El Tatio, saindo do hotel às 04h da manhã e retornando às 13h. Veja mais sobre este passeio clicando aqui e veja também algumas fotos dos Geisers de El Tatio.

Às 10h da manhã o Márcio e a Léa foram conhecer a Aldeia de Tulor e ao retornar às 11:15h juntaram-se ao Valmor, Bea, Gabriel e Eduarda para ir conhecer a Laguna Verde que fica nos pés do vulcão Licancabur já no lado boliviano.

À tarde, às 15h, todos reunidos fomos conhecer a Laguna Cejar onde tomamos banho. Neste lugar a quantidade de sal na água é tão grande que é impossível que as pessoas afundem ao tomar banho.

O relato deste dia será dividido por assunto e repleto de fotos assim que possível.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Viagem à Machu Picchu - De Iquique (CHL) à San Pedro de Atacama (CHL)

04/01/2010 - Saímos de Iquique às 08:50h em direção à Tocopilla cidade também litorânea. Este trecho foi feito todo costeando o mar (Ruta 1), apesar de termos encontrado muitas subidas, descidas e curvas.


Estrada que costeia o litoral do Oceano Pacífico



lindas paisagens no percurso


Às 11h fizemos nossa primeira parada em um posto de aduana onde precisamos apenas carimbar o documento que havíamos recebido na Aduana de Arica.

Às 12h chegamos à Tocopilla, cidade nada bonita e que se não for ponto de passagem para outra cidade não vale a pena ser conhecida. De Tocopilla começamos a nos afastar do litoral nos dirigindo agora para Calama. No percurso avistamos trilhos de trem que vão de Tocopilla à Calama (ou Chuquicamata). Tocopilla tem aproximadamente 25 mil habitantes e fornece energia termelétrica para toda a chamada Região II do Chile.


Tocopilla ao fundo




Ruta que segue em direção à Calama


Do nível do mar, em apenas 15 minutos já estávamos a 1.000mts de altitude. Às 13:30h avistamos uma estação de energia da Edelnor S.A., localizada a 2.900mts. de altitude. Anotamos o nome pois queremos saber qual o tipo de energia disponível no local (no meio do nada).


Estrada que liga Tocopilla à Calama


Às 13:40h chegamos na Mina de Chuquicamata, local em que tínhamos agendada a visita à "maior mina de cobre a céu aberto do mundo". Infelizmente por estar ocorrendo uma espécie de greve dos trabalhadores da mina a mesma encontrava-se fechada. Foi a segunda vez em dois anos que tentamos conhecê-la e não conseguimos (ficamos à disposição para divulgar fotos e relatos do local de quem já conheceu a mina de Chuquicamata).


Chegada à Chuquicamata


Depois de abastecermos em Chuquicamata nos dirigimos à Calama onde pegaríamos a rodovia que segue à San Pedro de Atacama.

Às 15:20h passamos pelo Paso Barros Arana onde chegamos à altitude de 3.400mts.


Estrada para San Pedro de Atacama


Pouco antes de chegar à San Pedro de Atacama ("capital" do Deserto de Atacama) paramos no mirante do Vale de la Luna para algumas fotos.


Vista do Vale de la Luna



Vale de la Luna


Chegamos em San Pedro de Atacama às 16h e logo nos colocamos a procurar um hotel. Ficamos no prinmeiro que encontramos, o Hostal Puritama com diárias para casal em torno de 35.000 pesos chilenos (aproximadamente US$ 70).


Hostal Puritama



Logo na chegada à San Pedro de Atacama encontramos mais 4 neopetropolitanos: Roni e Dóris, Luciano (vilão) e Pity.


Neopetropolitanos no Atacama


Às 18h saímos do Hostal e fomos para o Vale de la Luna onde veríamos o pôr-do-sol.


Vale de la Luna



Travessia da caverna



A "vegetação" do Deserto do Atacama
A subida da duna do por-do-sol
A duna do por-do-sol

Por-do-sol no Vale de la Luna


Neste dia fizemos aproximadamente 525Km em 7 horas de viagem.

Iquique (CHL) e Zofri (Zona Franca de Iquique)

03/01/2010 - Depois de passarmos um longo período viajando à altitudes acima de 3.000 metros decidimos dar uma dosada na altitude e passar um dia no litoral do Oceano Pacífico.

Vista do Hotel Majestic



Iniciamos o dia caminhando pela beira-mar de Iquique aproveitando a faixa de areia lá existente. Diferentemente do litoral do Oceano Atlântico, no Pacífico, não encontram-se barracas ou bares (até mesmo restaurantes) na beira da praia. Além disto o mar é bastante gelado, quase impróprio para banho.


Beira mar em Iquique




Encontramos muito lixo na beira-mar de Iquique, fato estranho por ser uma cidade turística.

Às 13h nos dirigimos à ZOFRI (Zona Franca de Iquique), onde depois de almoçar nos colocamos a conhecer as diversas lojas lá existentes. Fizemos câmbio na própria Zona Franca.


Entrada da ZOFRI


Corredor da Zofri


Apesar de tratar-se de Zona Franca não encontramos preços muito vantajosos, sendo que alguns preços que havíamos encontrado na Bolívia e Perú eram inclusive mais baixos (alguns bem mais baixos).

Como era domingo muitos galpöes da ZOFRI estavam fechados. Os artigos mais encontrados eram eletrônicos, perfumes e algumas lojas de roupas.

Saímos da Zona Franca de Iquique por volta das 18:30h e fomos até um Supermercado nos abastecer de comida e bebida para nosso almoço na estrada no dia seguinte.


Complar para a viagem do dia seguinte


Ao lado do Supermercado havia um shopping onde podia-se encontrar camioneta Mitsubishi L200 Triton 0Km a US$ 30 mil.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Viagem à Machu Picchu - De Arequipa (PER) à Iquique (CHI)

02/01/2010 - Saímos de Arequipa logo pela manhã, às 08:50h., horário este que acabou se tornando padrão de nossas saídas de todas as cidades.

A saída de Arequipa caracteriza-se por decida de serra, visto ser a última cidade localizada ainda acima de 2.000mts. de altitude antes de chegar-se ao litoral. A paisagem destoa do que havíamos visto nos últimos dias visto que na região já presencia-se o clima desértico repleto de pedras e de alguns poucos cactus.







Chegamos à Moquegua às 10:10h e lá aproveitamos para abastecer os veículos. Nesta localidade existem inúmeras plantações (principalmente pisco) e para ajudar a combater a mosca da fruta tivemos de nos desfazer no controle sanitário de todas as frutas que trazíamos conosco.





Às 13:10h chegamos à Tacna, a última cidade antes da divisa entre Perú e Chile, e também a capital da região de Tacna. Tacna está localizada a 511mts do nível do mar e possui aproximadamente 260 mil habitantes.


Às 13:55h chegamos na Aduana Peruana. Como sempre a saída de um país é muito rápida e às 14:25h já estavamos algo em torno de 300 metros para chegarmos na Aduana Chilena, de onde saímos com todos os trâmites realizados às 15h. Levamos 01:05h para a entrada e saída de cada país. Apesar de bastante desorganizada, foi nestas duas aduanas que mais rápido conseguimos ficar liberados. Vale registrar que inicialmente na saída do Perú nos foi exigido um formulário de "relação de passageiros" e este documento teria de ser comprado no centro de Tacna, cidade que ficava a 40Km de distância da Aduana. Por fim o Valmor conseguiu com um dos fiscais da aduana o formulário para que pudéssemos preenchê-lo.



Aduana Peruana
Entrada no Chile



Na entrada do Chile enfrentamos pela primeira vez a dificuldade de fazer câmbio de dólares para a moeda local. Até então, em cada país que chegávamos conseguimos fazer câmbio a um bom preço diretamente na Aduana, sem precisar procurar muito. Já na entrada do Chile não existe local para fazer câmbio diretamente na Aduana. Além disto ainda tinhamos conosco Soles (moeda peruana) que necessitava ser trocada pois não a usaríamos mais (trocamos os Soles dias mais tarde em San Pedro de Atacama com um deságio de 30%). Abastecemos os carros em Arica, primeira cidade chilena pagando o abastecimento com cartão de crédito. Como não conseguimos fazer câmbio seguimos de Arica diretamente para Iquique, sem ter conosco nenhum peso chileno, nem mesmo para comprar água ou comida.



Apesar das cidades de Arica e Iquique serem litorâneas, não existe uma estrada litorânea que ligue as duas cidades. Vale ressaltar que o litoral do Oceano Pacífico é completamente diferente do litoral do Oceano Atlântico. No Pacífico, vê-se pouca areia nas praias, predominando as pedras na beira-mar. Além disto, praticamente não existem lugares planos no litoral, a cordilheira estende-se até a beira-mar, impedindo inclusive que hajam estradas costeando o mar. Os poucos lugares planos na beira-mar são justamente onde encontram-se as principais cidades como Arica, Iquique e Antofagasta. Este fato fez com que tivéssemos de subir e descer grandes vales diversas vezes, subindo e descendo o Vale Chaca, a Costa Camarones, a Costa de Tana e a Costa de Tiliviche. Em cada subida e descida em cada uma destas costas saíamos do nível do mar e subíamos à 1.100 ou 1.200 metros de altitude, isto em poucos quilômetros. A estrada fica ao lado de verdadeiros abismos. Estávamos percorrendo a Ruta 5.



Estrada que liga Arica à Iquique





Apesar de estarmos próximos do litoral a paisagem não mudou em nada. As raras vezes que víamos vegetação era no leito de alguns rios.



Às 17h avistamos os Geóglifos de Chiza: enormes figuras humanas e de animais feitas com o agrupamento de milhares de rochas, construídos pelos povos atacamenhos muito antes da chegada de Cristóvão Colombo à América. Os geoglifos, verdadeiros monumentos arqueológicos, são encontrados em várias partes do Deserto do Atacama.



Geóglifos de Chiza



Chegamos em Iquique por volta das 19h., após termos percorrido mais de 700Km neste dia. De imediado nos colocamos à procurar um Hotel e logo nos deparamos com um grande problema: estávamos em pleno sábado, dia 02 de Janeiro e todos os hotéis estavam lotados por conta dos pacotes de ano novo. Depois de muito procurar, mantendo contato com aproximadamente 10 hotéis (contamos com o auxílio de um dos hotéis que ligou para outros 3 buscando vagas), acabamos nos instalando o Hotel Majestic, localizado a duas quadras do mar, na Praia Brava, e com diária de US$ 70,00, abaixo dos demais hotéis de Iquique, mas com ótima qualidade.



Hotel Majestic



Saímos para jantar já por volta das 22h. em local próximo ao Hotel.



Apesar de não termos comentado em nenhum dos dias anteriores, já estávamos acostumados a não almoçar nos dias em que percorríamos grandes distâncias. Este fato não era uma opção nossa e sim em decorrência da ausência de estrutura turística entre as cidades que passávamos. Nos trechos que percorremos por muitas vezes foi comum rodarmos 200 ou 300Km e só encontrarmos postos de combustível no caminho, localizado em pequenos povoados abandonados no meio de um quase deserto. Um exemplo típico foi este dia de viagem entre Arequipa e Iquique. Dos mais de 700Km rodados passamos praticamente todo o dia vendo areia, pedras, vales e nada mais. À esta região só falta o título de "deserto", pois a geografia e o clima já o permitem adotar este nome.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Viagem à Machu Picchu - De Cusco (PER) à Arequipa (PER)

01/01/2010 - Saímos de nosso hotel em Cusco às 08:20 e depois de abastecermos os veículos seguimos viagem para Arequipa pouco antes das 09h.



De nosso trajeto de 615Km a ser feito neste dia parte deles (345Km) seriam feitos em estrada já conhecida por nós visto que teríamos de retornar de Cusco até Juliaca, por onde havíamos passado quando viemos da Bolívia.



A diferença em relação aos dias anteriores é que agora teríamos de cruzar a Cordilheira (sentido leste oeste) e não apenas seguirmos ela no sentido sul norte como estávamos fazendo até então.



Apesar de parecer estranho, o trecho mais tranquilo desta viagem foi quando durante muito tempo viajamos em uma grande planície a 4.000mts. de altitude. Neste trecho haviam poucas curvas e a haviam poucas subidas e descidas na estrada.



Após 615Km e 8 horas de viagem chegamos à Arequipa, cidade com mais de 1 milhão de habitantes e distante 150Km do litoral do Oceano Pacífico.





Lago Lagunillas a 4.300mts de altitude



Abra La Raya
Registro da passagem pelos 4.335mts de altitude

Próximo de Arequipa voltamos a ver cactus na beira da estrada
muitas pedras e areia também ocuparam o lugar da terra
vicunhas na beira da estrada
foto aos 4.528mts de altitude
Lago Lagunillas

noite em Arequipa
a cidade é repleta de igrejas
o vulcão El Misti
os arcos na Praça das Armas
a catedral em Arequipa

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