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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Corrientes (ARG) à Tilcara (ARG)

21/12/09 - Combinamos de nos encontrar para a saída às 08:30h no sagão do Hotel. Logo após o tradicional dasayuno (café da manhã) à base de croissant, suco de laranja e café com leite, eu e Léa saímos à procura de uma ferreteria (casa de ferragens) para comprar adaptadores para as tomadas, que na Argentina tem 3 pinos chatos, diferente do Brasil. No Hotel não haviam adaptadores e na noite anterior já haviamos procurado no Walt Mart e descobrimos que os mercados não podem vender este tipo de material, apenas as casas especializadas, as ferreterias.

Pino elétrico na Argentina


Saímos do Hotel pouco antes das 09h e seguimos até a Avenida Costaneira para tirar algumas fotos do Rio Paraná, o mesmo que passa pelas Cataratas do Iguacú. Neste local o rio tem aproximadamente 1,6Km de largura e é ele quem separa as cidades de Corrientes e Resistência e também ele que faz a divisa entre Argentina e Paraguai em todo o trecho que haviamos percorrido até aqui.


Vista do Hotel San Martin


Rio Paraná


Ponte sobre o Rio Paraná que liga Corrientes à Resistência



Após as fotos seguimos viagem tendo como destino San Salvador de Jujuy ou Tilcara, não sabíamos ainda e iríamos decidir conforme o ritmo da viagem. Jujuy tem mais de 200 mil habitantes e Tilcara apenas uns 4 mil, sendo a vantagem de Tilcara o fato de não levarmos tanto tempo circulando ou atravessando uma grande cidade e também a possibilidade de já fazermos uma aclimatação à altitude, já que Tilcara está a 2.400 mts e Jujuy não passa de 1.500 mts.

A viagem foi tranquila, parávamos para abastecer a cada 350Km visto ser esta a autonomia da Pajero do Valmor e já aproveitávamos para espichar as pernas.


O trânsito de veículos estava bem mais intenso do que quando passamos por aqui em Dez/07 e alguns trechos o alfalto já não estava tão bom. A vantagem é que já não havia estrada de chão nas proximidades de Pampa de Los Guanacos.

As 12:30h, 3 horas após termos saido de Corrientes, paramos em um posto Shell em Pampa del Inferno e lá percebeu-se um superaquecimento na Pajero do Valmor ocasionado por uma mangueira que estava perdendo água do radiador. Após um pequeno conserto tudo ficou bem. Como já conhecíamos este trecho da estrada sabíamos que não encontraríamos nenhum restaurante ou lancheria na estrada nos próximos 500Km e por isto aproveitamos e fizemos um "almoço" neste próprio posto Shell que tinha pizzas, sanduiches e biscoitos em sua mini praça de alimentação.


Lanche em Pampa del Inferno


Reparo na Pajero


Até a metade da tarde o GPS informava uma velocidade média de 101Km/h, fato este que somente é possível em estradas relativamente boas e que não apresentam grande trânsito. Algumas retas pelas quais passamos tinham mais de 25Km de comprimento. Frequentemente rodávamos na casa dos 140Km/h.


Retas no Chaco Argentino


Passamos por postos policiais algumas vezes e tudo correu bem. Em nenhuma delas pediram para ver nenhum documento ou abrir o porta-malas. Estavam todos simpáticos, até mesmo o policial da localidade de Pampa de Los Guanacos (passamos lá às 14h) que nos havia pedido "una plata para cidra" 2 anos atrás. Alguns vendo o adesivo "Expedição Machu Picchu" até desejaram boa viagem.


Polícia de Pampa de Los Guanacos


Como puxei a frente dos outros 2 carros durante todo o dia tive a incumbência de "limpar a pista" quando encontravámos animais (cabras, porcos, vacas, cavalos) em travessia. O primeiro carro é também aquele que faz com que os pássaros na pista levantem voo e com isto acabamos acertando 5 durante o dia, sendo 4 contra o para-brisas da Grand Vitara.


Animais na pista


Ao final do dia (19:20h) chegamos à San Salvador de Jujuy. Alguns kilometros antes, em Pampalá a rodovia principal estava bloqueada por manifestantes (funcionários públicos federais) e tivemos de fazer um longo desvio para após novamente retornarmos à rodovia. A esta altura já estava decidido que faríamos 80Km mais e iríamos dormir em Tilcara.


Pista interrompida em virtude de um protesto


A partir de Jujuy começamos uma subida mais acentuada. Jujuy fica a 1.300mts. de altitude em relação ao nível do mar e logo depois de passarmos por ela alcançamos 1.400, 1.500, 1.600mts, até chegarmos a Tilcara às 20:45 com 2.430mts. Estávamos a 212Km de La Quiaca, cidade que faz a divisa com a Bolívia.

O Rio Grande que 2 anos atrás estava completamente seco apresentava agora um pouco de água, demonstrando que as chuvas na região já estavam ocorrendo. Durante o dia de hoje o céu estava nublado, com teperatura próxima a 34 graus. Já próximo de Jujuy pegamos um pequeno chuvisqueiro e após Jujuy enfrentamos uma densa neblina que prejudicou um pouco a visão do vale. Paramos no Mirador de Leon para apreciar o vale do Rio Grande.


Rio Grande visto do Mirador Leon


Saímos para jantar Lomo de Llama em um restaurante próximo do hotel. Nos hospedamos no Hotel de Turismo de Tilcara, o mesmo que já haviamos ficado anteriormente. Diária de $ 135,00 (R$ 67,00).

Neste dia percorremos 950Km em 10h de deslocamento. A velocidade média do dia atingiu 95,9Km/h.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Nova Petrópolis (RS-BR) à Corrientes (ARG)

20/12/09 - Saímos de Nova Petrópolis às 06:00h da manhã com destino preivisto como Corrientes, já na Argentina, na beira do Rio Paraná, distante 1.020Km do ponto inicial. Era o primeiro dia e queríamos aproveitar para vencer uma distância expressiva dos praticamente 9.000Km que teríamos pela frente.


Parada para descanso em Soledade


Como previsto estávamos em 3 carros e um total de 11 pessoas (9 adultos e 2 crianças), sendo: Márcio e Léa, Dilson e Bárbara, Valmor e Bea, com os filhos Gabriel e Eduarda, e Edgar e Stella com a filha Júlia.

Nosso "comboio", com os carros devidamente adesivados identificando "Expedição Machu Picchu", passou por Feliz, Carlos Barbosa, Lajeado, Soledade, Carazinho, Ijuí, Santo Ângelo e São Borja, cidades estas no lado brasileiro. Já na Argentina passamos por Santo Tome (divisa), Ituzaingo e finalmente Corrientes.


Grand Vitara identificada também com a capa do estepe


Nosso almoço, como em nossa última viagem (Atacama) foi no Restaurante São Francisco em São Luiz Gonzaga, cerca de 100Km de São Borja. até aquele momento não sabíamos ao certo se faríamos a Aduana em São Borja (travessia do rio via ponte) ou Porto Xavier (balsa). Paramos para almoçar pontualmente às 13h. e às 13:50h já estávamos na estrada novamente, agora já decididos por São Borja visto que em Porto Xavier dependíamos dos horários da balsa e segundo nos informaram o rio estava bastante alto.

Chegamos na Aduana em São Borja às 15h e estava bem tranquilo. Fomos logo atendidos e depois de nossa chegada uma fila de quase 10 carros logo se formou. Segundo nos disseram muitos gaúchos estava indo para a Argentina naqueles dias.

Como já conhecíamos os trâmites aduaneiros logo nos dividimos para agilizar nossa passagem. Ao mesmo tempo que alguns estavam na fila fazendo a imigração, outros já estavam fazendo câmbio de reais por pesos argentinos (cotação de $ 1,00 = R$ 0,51 na agência do BB da aduana).

Na vistoria dos veículos passamos quase direto. Para 11 pessoas e 3 carros levamos 45 minutos para todos os trâmites da Aduana Argentina.

De Nova Petrópolis até a Aduana de São Borja percorremos 600Km.


Chegada à Argentina


Ao sairmos dali logo paramos em um posto Shell próximo do trevo de São Tomé. Abastecemos a $ 3,16 o litro de gasolina (nafta), o equivalente a R$ 1,67. Nosso destino agora era a estrada RN120 que nos levaria asproximidades de Ituzaingo sem ter de passar pela cidade de Posadas. Esta estrada era desconhecida para nós, e apesar de aparecer nos mapas do GPS não consta nos guias de viagem brasileiros. A rodovia está em ótimas condições de tráfego (nova).


"Casa de câmbio" junto ao Posto Esso


Posto Esso fica a 8Km da Aduana de São Borja


Desde São Borja já prevíamos que pegaríamos chuva na estrada e isto realmente aconteceu ainda na RN120, antes do trevo da rodovia que liga Posadas à Corrientes. E que chuva. Digna dois últimos temporais que assolaram a região da Serra Gaúcha nos últimos meses. Apelamos para a tração 4X4 para garantirmos a segurança na estrada. Nossa velocidade que vinha se aproximando dos 130/140 Km/h em muitos trechos caia agora para proximo dos 100Km/h.

Chegamos em Corrientes pouco antes das 21h, minutos após o pôr-do-sol. Após uma passada pela Avenida Costaneira nos dirigimos ao centro à procura de um Hotel. Acabamos ficando no Hotel San Martim, em frente à Plaza Cabral, na Rua Santa Fé. A diária foi de R$ 120,00 com desayuno (café da manhã) e cochera (estacionamento).


Hotel San Martin em Corrientes


Pouco depois da chegada fizemos um lanche no calçadão ao lado da Plaza Cabral.


Jantar em Corrientes


Chegava ao fim o primeiro dia de nossa viagem. Eram aproximadamente 24h ou 23h no horário da Argentina.

Neste dia rodamos 1.065Km em 11:50h de viagem (sem paradas para almoço e aduana) e a uma velocidade média de 90,3Km/h.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 13 - De Corrientes à Santa Rosa

De: Corrientes (ARG)
Para: Santa Rosa (BR)
Distância Percorrida: 529Km

Comentários: Saímos de Corrientes às 08:30hrs. Depois de abastecer no Posto Shell na saída da cidade pegamos a estrada rumo à Posadas e posteriormente à Santa Rosa atravessando a fronteira em Porto Mauá (balsa).

Chegamos à Posadas às 12:30hrs. e resolvemos entrar no Super Mercado Libertad para comprar cervejas de litro (marca Estela é claro). Quando estávamos no mercado decidimos também almoçar lá pois já estávamos lá mesmo.


Acabamos saindo do mercado às 14:45hrs. em função da grande demora no atendimento no almoço e também de complicações na hora de comprar as Estela´s. Ocorre que a Quilmes (fabricante da Estela) não está mais autorizando a venda de vasilhames (a ordem tinha vindo no dia anterior) e em 1 dos caixas a venda do vasilhame havia ocorrido normalmente enquanto que em outro já não podia mais vender.

Tratamos então de ir para o outro caixa onde a venda tinha ocorrido normalmente, mas a estas alturas todos os caixas já deviam ter sido avisados pois não aceitaram mais vender. Acabamos conseguindo comprar apenas Heinneken e Budweiser que tem garrafas não retornáveis.

Completamos o combustível em Obera para gastar o resto dos pesos argentinos e como ainda haviam sobrado $ 30,00 acabamos comprando 5 Estela´s com garrafa e tudo. Ao menos estas estavam garantidas.

Neste dia, no trecho entre Corrientes e Posadas fomos atacados pela Polícia Argentina por 3 vezes. Em todas as vezes fomos muito bem tratados. Em apenas 1 delas tivemos de apresentar os documentos, nas outras uma foi para alertar que os faróis de 1 dos carros estava apagado (é lei andar com os faróis ligados) e na última apenas para conferir se não estávamos transportando pescados (muitos brasileiros vão a Ituzaingo para pescar).

Chegamos na Balsa em Alba Posse (ARG) às 17:10hrs. Ao atravessar estávamos em Porto Mauá (BR).

Chegamos à Santa Rosa às 18:30hrs. Nesta noite dormimos em Santa Rosa, no Hotel Rigo e jantamos no Restaurante Bifão.


Próximo dia >>>>>

domingo, 6 de janeiro de 2008

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 2 - De Posadas a Presidência Roque Saenz Pena, passando pelas Ruínas de San Ignácio

De: Posadas - Argentina
Para: Presidência Roque Saenz Pena - Argentina (passando pelas Ruínas de San Ignácio)
Distância Percorrida: 650Km.

Comentários: Marcamos o desayuno (café da manhã) para as 7hrs. Para quem está acostumado com os hotéis brasileiros o café da manhã nos hotéis argentinos deixa a desejar. Em quase todos os hotéis em que ficamos o café era composto de pão torrado, croisant, manteiga, geléia, café e suco de laranja. Após o café demos uma volta na Plaza 9 de Julio, casa de gobierno e na quadra do hotel.














As 8hrs. saímos do Hotel em direção às Ruínas de San Ignácio, sentido contrário à direção que seguiríamos naquele dia. Fizemos aproximadamente 70Km até a cidade de San Ignácio. As ruínas de San Ignácio são a maior redução jesuítica erguida em território argentino e atualmente mantém-se em bom estado de conservação.

















Tivemos alguma dificuldade com abastecimento neste dia pois a Argentina está enfrentando problemas de racionamento de combustível. Encontramos postos fechados por falta de abastecimento. Mais tarde descobrimos que o preço do combustível está congelado desde o ano de 2003 e por isto as refinarias preferem a exportação, deixando o mercado interno argentino em segundo plano.




As 12hrs. estávamos novamente em Posadas e dali seguimos em direção a Corrientes. As 13:00hrs. paramos para almoçar em Ituzaingo em um restaurante junto ao posto BR que fica no centro da cidade. Retornamos à estrada as 14:30hrs. na ruta 12. Ao chegarmos em Corrientes percorremos a Av. Costanera e apreciamos a vista do Rio Paraná e a ponte de 1,6Km que liga Corrientes a Resistência.





Em Corrientes tivemos nosso primeiro contato com a Polícia Argentina. Antes da viagem tivemos péssimas recomendações sobre a polícia local motivo pelo qual tivemos o máximo de cuidado sempre que fomos abordados. Para nossa surpresa sempre fomos bem atendidos tendo os policiais mostrado-se muito atenciosos e educados. Em nenhuma abordagem que tivemos tivemos de descer do veículo ou mostrar a bagagem. A simples apresentação do passaporte (ou RG) e os documentos do veículo sempre foi suficiente. Em Corrientes os policiais chegaram inclusive a nos escoltar para mostrar qual seria a forma mais fácil de chegar à ponte que cruza o rio Paraná.




Chegamos à Presidente Roque Saenz Pena às 20hrs. É noite de Natal (24/12). Procuramos um Hotel com preços acessíveis já que a cidade é conhecida por suas águas termais e também por ser a Capital Nacional do Algodão. Nos surpreendemos com a grande movimentação da cidade, principalmente em seu comércio. A cidade tem 100.000 habitantes, sendo a maior e praticamente única cidade entre Resistência e Salta.




Ficamos no Hotel Presidente, localizado bem no centro da cidade. Pedimos aos proprietários que nos indicássem um local para jantar (ceia de Natal) e nos responderam que havia apenas 1 restaurante atendendo neste dia. Fomos até o local e o prato do dia era parrilha. A forma de preparar é que nos chamou a atenção visto que a carne era preparada à base de marteladas (sentamos ao lado da churrasqueira) e separada para ser servida nas mesas sem nenhum cuidado com a higiene. Faltaram apenas alguns cachorros sentados em frente à churrasqueira para completar o ambiente. Valeu umas boas risadas.




Próximo dia >>>>

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