Mostrando postagens com marcador Cotagaita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cotagaita. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Tupiza (BOL) à Potosi (BOL)

23/12/2009 - Saímos do Hotel Mitru em Tupiza às 08:20h. O Tussi já havia reparado o pneu um pouco mais cedo, em uma borracharia (gomeria) em que o proprietário era também advogado (abogado).


Fachada do Hotel Mitru em Tupiza
Praça em Tupiza

Passamos no posto de abastecimento local onde o combustivel na bomba estava a BOL$ 3,78 (R$ 0,94), mas o valor que seria cobrado de nós seria de BOL$ 6,05 pois segundo o frentista havia uma lei federal dizendo que em Vilazzon e Tupiza este era o valor a ser cobrado. Se fosse, porque este preço não estava na bomba ao invés de em um cartaz em folha A4 ? O Valmor abasteceu um pouco e seguimos viagem.

A esta hora haviam inúmeros ônibus saindo de Tupiza em direção ao sul, não sabemos se para a Argentina ou para o Salar de Uyuni.

Após termos rodado 86Km em estrada de terra (02:35h rodando e 03:10h de tempo dispendido) chegamos a Cotagaita. Este trecho foi um dos mais adequados aos praticantes de off-road 4X4 (muitos atoleiros e leitos de rios a serem atravessados). A partir de Cotagaita, a 2.700mts de altitude inicia-se o asfalto, muito bom por sinal.

Trecho antes do asfalto de Cotagaita
Trecho já asfaltado

Este asfalto vai até 95Km antes de Potosi, onde inicia-se novamente a estrada de terra que perdura 50Km, voltando o asfalto quando estávamos a 45Km de Potosi.

Às 13h passamos por Vitiche, a 3.017mts e distante 85Km de Potosi.

Às 14h atingimos 3.500mts na localidade de Cruce del Caica, distante 41Km de Potosi. Neste local aproveitamos para abastecer a um valor equivalente a R$ 0,94 o litro de gasolina. Abastecemos 53 litros (Márcio e Tussi) com R$ 50,00, fato que não acontece há muito tempo no Brasil. Em todo nosso percurso é normal não existir banheiro nos postos de combustivel e quando o tem estão fechados por falta de água. Aproveitamos nas proximidades para voltar a calibragem normal dos pneus e para passar uma água nos carros.


Moradores locais

Às 15h atingimos 4.000mts de altitude e neste local enfrentamos um pouco de chuva de granizo. A temperatura caiu para 8 graus, bastante diferente dos mais de 25 graus que fazia até então. Minutos após já estávamos a 4.200mts.

Às 16h chegamos à Potosi, cidade que segundo nós informaram é a mais alta do mundo. O Cerro Rico (mina de prata) que fica na entrada da cidade está a 4.160mts. e a cidade de Potosi está a 4.000mts.

Neste dia fizemos 255Km em 6 horas de viagem. Nossa velocidade média foi de apenas 42,4Km/h, parte pela estrada de chão, parte pelas subidas, decidas e curvas nos morros, geralmente a mais de 3.000mts de altitude.

Ficamos no Hotel Colonial, bem no centro da cidade. O hotel que antes era uma casa de família, foi construído entre 1610 e 1630. A diária foi de BOL$ 324,00 (R$ 81,00).


Área interna do Hostal Colonial


Após deixarmos as bagagens no Hotel decidimos por dar uma caminhada por Potosi e antecipar a janta para anteciparmos nosso horário de descanso.

Passeamos pela Praça, pela Casa da Moeda da Bolívia, que no passado produzia todas as moedas de prata para a Espanha e todas as suas colônias espanholas.


Fachada da casa da moeda


Jantamos no Pub Restaurant El Fogon. A comida é muito boa e vale a pena conhecer. Comemos bife de chorrizo, polo a milaneza, ternera a milaneza (muito picante), massa, ... O custo total foi de R$ 25,00 o casal.


Almoço e Jantar em Potosi


Comemorações de Natal na praça de Potosi

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - Estrada de Villazon (BOL) até Potosi (BOL)



22 e 23/12/09 - Quando planejamos nossa viagem sabíamos que ao entrar na Bolívia por La Quiaca e Villazon enfrentaríamos cerca de 180Km de estrada de chão. O que não sabíamos é que para chegar até Potosi, dos 355Km a percorrer seriam no total 230Km de estrada de terra, sendo que em praticamente todo o trecho é formado por desvios da estrada principal que está em "obras" (onde não se vê ninguém trabalhando), travessias em leitos de rios por vezes com boa quantidade de água, muita lama em alguns trechos e ainda por ônibus de excursões (ou de linha) que andam mais rápido do que nós, mesmo às 23h quando a visibilidade é muito pequena.

Logo na saída de Villazon tivemos de pagar pedágio. O estranho é que tivemos de pagar tanto do lado direito da rua como no esquerdo, isto sem tirar o carro do lugar. Isto aconteceu mais algumas vezes no caminho à Potosi, sendo que o ticket de Villazon tem sempre de ser apresentado nos demais pontos de pedágio.



Praça de pedágio de Villazon


Tendo rodado menos de 10 min. a partir de Villazzon já fizemos nossa primeira parada para troca de pneu da X-Terra do Tussi. Ele havia cortado o pneu pelo lado de dentro. Colocado o estepe seguimos viagem.


Eram 20h quando de fato iniciamos nosso percurso até Tupiza. Avaliamos que seria melhor fazer 90Km de terra neste dia (mesmo que à noite) e os demais 90Km no dia seguinte do que fazer todos os 180Km em um único dia.

Enfrentamos o trecho com coragem, mesmo em se tratando de uma estrada desconhecida, em um país desconhecido e como agravante, dirigindo à noite.

Durante o percurso, fomos descobrir que a chuva que caiu durante nossa estada na Aduana havia prejudicado alguns trechos da estrada, principalmente aqueles em que o leito do rio e a estrada são a mesma coisa, sendo que a água das chuvas carrega a areia/saibro da estrada com muita facilidade. Em certo local, distante 20Km de Potosi, por volta das 22h ficamos mais de 50 min. parados esperando que uma máquina recuperásse a estrada que passava dentro do leito do rio.

Combinamos de o Valmor seguir na frente e a Bea foi nossos olhos narrando pelos rádios PY o que vinha pela frente para os outros 2 carros que seguiam em meio à poeira, anunciando: buracos, desníveis, água, barro, carros no sentido contrário,...

Neste trecho nos surpreendeu a velocidade desenvolvida pelos ônibus e caminhões que simplesmente ignoram a existência de outros carros na pista.

Levamos 04:30h para percorrer os 99Km até Tupiza, lá chegando às 23:30h, a uma altitude de 2.350mts.

No dia seguinte seguimos viagem em direção à Potosi, 255Km adiante de Tupiza, dentre os quais 136Km de estrada de chão (acreditávamos que seriam apenas 90Km).


A estrada de chão inicial é de Villazon até Cotagaita, um pequeno povoado na região. E depois de ficarmos felizes por ingressarmos em um asfalto bom, sem buracos, a 95Km de Potosi enfrentamos mais 50Km de estrada de terra.

O visual que tem-se no caminho é recompensador, apesar da viagem ser por demais cansativa. No segundo dia passamos por muitos atoleiros e leitos de rio, mas sempre vencemos os desafios sem problemas e sem danos nos veículos. Quando abastecemos os carros em Cruce del Caica os carros estavam irreconhecíveis e mesmo com os faróis ligados quase não se via sua luz.

Brincamos com o Tussi que este foi seu debute em trilhas e estradas de chão. Vamos ver se ele pega gosto pela coisa.

Um dos trechos que enfrentamos


Desvio em virtude de um caminhão ter atolado na pista principal



Para quem fizer este trecho de carro não espere encontrar nenhuma infra-estrutura. Os únicos pontos de apoio (posto de combustível e borracharia) a partir de Villazon são em Tupiza e Cruce del Caica.

Ao final do dia 23/12/09 decidimos dormir em Potosi, a pouco mais de 4.000 metros de altitude, com certeza uma das cidades mais altas do mundo.


A aparência dos carros no meio do percurso

Seguidores