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sábado, 26 de dezembro de 2009

Viagem à Machu Picchu - De Potosi (BOL) à La Paz (BOL)

24/12/2009 - Após a visita na mina de Cerro Rico em Potosi, seguimos viagem para La Paz às 11:20h.


Formações rochosas ao lado da estrada



Pouco antes das 13h, a 4.290mts. encontramos neve na estrada, 490Km antes de La Paz. Paramos para tirar algumas fotos e fazer alguns bonequinhos de neve.




A partir de Potosi até La Paz e depois até Copacabana passamos a presenciar uma cena que tornou-se comum: crianças pedindo dinheiro ao lado da estrada. Eram montes delas, pareciam que brotavam do chão pois não conseguiamos descobrir de onde elas vinham. Onde não se encontrava nenhum vilarejo ou casa lá estavam elas, geralmente em grupos de no mínimo 3. No pedágio em Ventilla, a 4.100mts de altitude as crianças se penduravam nós carros, batiam nós vidros, chingavam e ameaçavam tocar coisas contra os carros. Neste pedágio deviam haver umas 30 crianças rodeando nossos carros.




Imaginávamos que o trecho de Potosi à Oruro fosse fácil de ser vencido, considerando que pudéssemos desenvolver uma velocidade acima de 80Km/h. O que não contávamos era que houvessem tantas curvas, semelhante à Serra do Rio do Rastro e que com isto não conseguiriamos andar rápido. Outro fator a ser levado em conta é que a mais de 4.000mts de altitude os carros perdiam bastante de sua potência, caindo a velocidade para 40Km/h nas subidas de morros mais acentuados.




GPS indicando 4.312 metros de altitude


Chegamos à Oruro às 15:40h e saímos dela as 16:20h após abastecermos e após termos entrado em uma estrada errada.

Às 18:50h, avistamos o Vulcão Illiman, cuja altitude é de 6.457mts e naquele momento estava a nossa direita, a 47Km de nós. O vulcão estava coberto de neve e rendeu várias fotos.



Às 19:10h chegamos à El Alto (1,5 milhão de habitantes), cidade vizinha à La Paz (2 milhões de habitantes). El Alto fica a 4.000mts de altitude e La Paz, onde passaríamos as próximas duas noites está a 3.600mts. Apesar de ser noite de Natal as ruas de El Alto estavam lotadas de gente, vans, carros, tudo muito bagunçado. Descobrimos que no trânsito de La Paz e El Alto não existem regras, quem tem mais coragem e a melhor bozina se sobressai, mesmo nós semáforos que só são respeitados quando a polícia está presente.
Centro de La Paz à noite


Chegamos no Hotel Glória às 21h após quase 2 horas de congestionamento. Não tínhamos a localização do hotel cadastrada no GPS, fazendo com que o Google Maps do Celular Blackberry fosse determinante para o encontrarmos. Apesar de ser La Paz uma cidade de 2 milhões de habitantes encontramos o Hotel na primeira tentativa, sem termos feito nenhum metro de deslocamento além do necessário.

Neste dia fizemos 570Km em 08:50h, a uma velocidade média de 65Km/h.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O Mal da Altitude em Potosi (BOL)

O fato de estarmos na cidade mais alta do mundo, a 4.000mts de altitude nos deixou com reações das mais diversas: dor de cabeça, vômitos, falta de ar durante a noite, taquicardia, sangramento no nariz, tontura, raciocínio lento, sensação de já ter bebido umas e outras, ...

Realmente a experiência de ter ficado em Potosi não será esquecida por nós tão cedo. Daqui para diante teremos apenas estadas em cidades na casa de 3.500mts de altitude, e apesar de parecer pouca diferença em relação aos 4.000mts altera em muito as reações do organismo.

A 4.000mts de altitude, qualquer subida de escada, mesmo que seja um andar no hotel pode deixar qualquer um sem fôlego.

Pela informação obtida do guia que nós acompanhou na visita à mina de Cerro Rico, o time de futebol Cruzeiro, de Minas Gerais irá jogar em Potosi em breve. Haja preparo físico.

Leia mais sobre o Mal da Altitude e sobre como contorná-lo no tópico de nossa viagem ao Deserto do Atacama realizada em dez/2007.

Minas de Cerro Rico - Potosi (BOL)



24/12/2009 - Na noite anterior já havíamos contratato nossa visita às Minas de Cerro Rico, local que já é explorado há 465 anos ininterruptos.


Potosi tem 190 mil habitantes e apesar de apenas 8 mil deles trabalharem nas minas de Cerro Rico, 60% da população depende da economia gerada pelas mais de 500 minas existentes no local, todas em um mesmo cerro (morro), que atualmente tem 4.800mts de altitude, mas que já teve 5.100mts.

Nas minas extraem-se zinco, chumbo, cobre e principalmente estanho - metal que só está aqui pois os espanhóis na época da colonização o desprezaram.

O tour no interior do Cerro Rico, no meio do trabalho dos mineiros, acabou se tornando o maior atrativo de Potosi. O caminho é todo composto por labirintos de túneis estreitos, nós quais você deverá andar agachado ou engatinhar.

Além de conhecer a mina Morena (uma das 500 existentes), conhecemos o Tio Supay, a divindade criada pelos mineiros, representando a criatura dona do interior da terra. Em busca da proteção no trabalho, os mineiros fazem oferendas com álcool, cigarros de tabaco e folhas de coca.

Os mineiros chegam a ficar nas minas durante 10 horas por dia (sem intervalo) e crianças a partir de 12 anos podem ser vistas trabalhando no local. Para aguentar esta jornada eles chegar a mascar 80 folhas de coca ao mesmo tempo, acumulando-as na bochecha e renovando-as a cada 2 horas. Além disto fumam cigarro de tabaco negro sem filtro. No inverno tomam álcool puro com 96 graus.

Com certeza a visita foi uma experiência muito válida.






Entrada da Mina do Cerro Rico


O Cerro Rico


A entrada da mina Morena, na qual entramosMineiros brasileiros

Nossos guias Jorge e Joni

Viagem à Machu Picchu - De Tupiza (BOL) à Potosi (BOL)

23/12/2009 - Saímos do Hotel Mitru em Tupiza às 08:20h. O Tussi já havia reparado o pneu um pouco mais cedo, em uma borracharia (gomeria) em que o proprietário era também advogado (abogado).


Fachada do Hotel Mitru em Tupiza
Praça em Tupiza

Passamos no posto de abastecimento local onde o combustivel na bomba estava a BOL$ 3,78 (R$ 0,94), mas o valor que seria cobrado de nós seria de BOL$ 6,05 pois segundo o frentista havia uma lei federal dizendo que em Vilazzon e Tupiza este era o valor a ser cobrado. Se fosse, porque este preço não estava na bomba ao invés de em um cartaz em folha A4 ? O Valmor abasteceu um pouco e seguimos viagem.

A esta hora haviam inúmeros ônibus saindo de Tupiza em direção ao sul, não sabemos se para a Argentina ou para o Salar de Uyuni.

Após termos rodado 86Km em estrada de terra (02:35h rodando e 03:10h de tempo dispendido) chegamos a Cotagaita. Este trecho foi um dos mais adequados aos praticantes de off-road 4X4 (muitos atoleiros e leitos de rios a serem atravessados). A partir de Cotagaita, a 2.700mts de altitude inicia-se o asfalto, muito bom por sinal.

Trecho antes do asfalto de Cotagaita
Trecho já asfaltado

Este asfalto vai até 95Km antes de Potosi, onde inicia-se novamente a estrada de terra que perdura 50Km, voltando o asfalto quando estávamos a 45Km de Potosi.

Às 13h passamos por Vitiche, a 3.017mts e distante 85Km de Potosi.

Às 14h atingimos 3.500mts na localidade de Cruce del Caica, distante 41Km de Potosi. Neste local aproveitamos para abastecer a um valor equivalente a R$ 0,94 o litro de gasolina. Abastecemos 53 litros (Márcio e Tussi) com R$ 50,00, fato que não acontece há muito tempo no Brasil. Em todo nosso percurso é normal não existir banheiro nos postos de combustivel e quando o tem estão fechados por falta de água. Aproveitamos nas proximidades para voltar a calibragem normal dos pneus e para passar uma água nos carros.


Moradores locais

Às 15h atingimos 4.000mts de altitude e neste local enfrentamos um pouco de chuva de granizo. A temperatura caiu para 8 graus, bastante diferente dos mais de 25 graus que fazia até então. Minutos após já estávamos a 4.200mts.

Às 16h chegamos à Potosi, cidade que segundo nós informaram é a mais alta do mundo. O Cerro Rico (mina de prata) que fica na entrada da cidade está a 4.160mts. e a cidade de Potosi está a 4.000mts.

Neste dia fizemos 255Km em 6 horas de viagem. Nossa velocidade média foi de apenas 42,4Km/h, parte pela estrada de chão, parte pelas subidas, decidas e curvas nos morros, geralmente a mais de 3.000mts de altitude.

Ficamos no Hotel Colonial, bem no centro da cidade. O hotel que antes era uma casa de família, foi construído entre 1610 e 1630. A diária foi de BOL$ 324,00 (R$ 81,00).


Área interna do Hostal Colonial


Após deixarmos as bagagens no Hotel decidimos por dar uma caminhada por Potosi e antecipar a janta para anteciparmos nosso horário de descanso.

Passeamos pela Praça, pela Casa da Moeda da Bolívia, que no passado produzia todas as moedas de prata para a Espanha e todas as suas colônias espanholas.


Fachada da casa da moeda


Jantamos no Pub Restaurant El Fogon. A comida é muito boa e vale a pena conhecer. Comemos bife de chorrizo, polo a milaneza, ternera a milaneza (muito picante), massa, ... O custo total foi de R$ 25,00 o casal.


Almoço e Jantar em Potosi


Comemorações de Natal na praça de Potosi

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