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sábado, 9 de janeiro de 2010

Laguna Verde - Divisa entre Chile e Bolívia

05/01/2010: De San Pedro de Atacama (Chile) seguimos em direção à Laguna Verde, distante 60Km e que já fica em solo boliviano. Deste trecho, aproximadamente 14Km são feitos por estrada de terra (trecho da Bolívia).

Como nossa intenção era sair de San Pedro de Atacama e retornar logo depois de conhecermos a Laguna Verde não fizemos a saída do chile na Aduana, fato que foi entendido pela Aduana boliviana que nos deixou passar sem dar a entrada na Bolívia.

A Laguna Verde fica atrás do Vulcão Licancabur, a aproximadamente 4.300mts. de altitude e faz parte da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa. O ingresso na Reserva custava 30 bolivianos até 31/12/2009 e agora passou para 150 bolivianos (aproximadamente US$ 22,00) por pessoa. Negociamos no local para que pagássemos apenas 1 ingresso por carro e não para cada pessoa, o que foi logo aceito.


A Reserva Nacional é muito grande, sendo que o Salar de Uyuni distante quase 300Km (em linha reta) da Laguna Verde ainda faz parte da reserva.

A Laguna Verde é um lago de águas salgadas que fica na província de Potosi, Bolívia, e o melhor horário para visitá-la é no horário do meio-dia.


Flamingos sobre os lagos


Migração boliviana


a estrada do lado chileno é ótima


foto oficial na Laguna Verde com o Vulcão Licancabur ao fundo


entrada na Reserva Nacional


Laguna Verde


Márcio e Léa aos 4.300mts. de altitude na Laguna Verde

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

San Pedro do Atacama / Deserto do Atacama



San Pedro do Atacama - Chile









Altitude: Susques - San Pedro: A estrada sobe até 4660m
Os últimos 40 kms é descida pura....despenca de 4600m para 2400m....

San Pedro do Atacama: San Pedro do Atacama ou o Deserto do Atacama como é conhecida a região, tem pouco mais de 3.000 habitantes e está a 2400 metros de altitude, é um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro, mochileiros, fotógrafos, astrônomos, cientistas, motoqueiros e aventureiros. Apesar de pequena e isolada no coração do deserto mais árido do mundo, San Pedro possui uma vida agitada, mesmo depois da meia noite, os bares e restaurantes ficam lotados de pessoas conversando e planejando o dia seguinte.

San Pedro é uma cidade exótica. Possui boa estrutura para o turismo, que é explorado de forma bem profissional. Estranha-se no primeiro momento. As casas são baixas, de barro e muito pequenas, apesar da imensidão do deserto! Tudo é muito caro porque tudo vem do sul do país, a mais de 1700 Km. Água lá é luxo. Não chove a mais de 500 anos. O índice pluviométrico anual da cidade é de 20 mm, ou seja, próximo de zero. É o deserto mais seco do mundo!

Tem clima desértico com temperaturas de máxima 26°C no verão e mínima de menos 2°C no inverno. Não há bancos para sacar dinheiro com cartão de crédito. Pode-se trocar dinheiro com dólar, porém é muito mais baixo o valor. Toda eletricidade é produzida por gerador, é desligado por volta da uma hora da manhã e volta às 7hs. Os melhores hotéis tem o seu próprio gerador. Não há capacidade do motor elétrico para o dia inteiro.

A água não se pode beber porque provoca mal estar estomacal à quem não está acostumado. Toda água vem do subsolo e contém muitos minerais. Como na zona do deserto existem muitos minerais, principalmente o sal, a água não é preparada e chega salgada nas torneiras.

A principal atividade econômica é o turismo, outros vivem da agricultura.

Só há um pronto socorro em San Pedro e faltam farmácias. Hospital só em Calama.

O QUE CONHECER ? São inúmeros os locais para serem visitados lá! Incluem-se nestes, as Lagunas Altiplânicas, Salar de Atacama, Vale da Lua, Cordilheira de Sal, Vale da Morte, Geisers de El Tatio e Termas de Puritama. Todos os locais que visitei lá são esplendorosos! Deus realmente caprichou nos detalhes ao construir tamanha beleza!

1) Valle de la Luna: Indiscutivelmente o local mais bonito do deserto do Atacama, possui dunas gigantescas e formações montanhosas que lembram à topografia lunar e é onde se pode admirar um lindo por do sol, com um degradê de cores no céu que fotografia nenhuma no mundo mostra o quanto é belo.
Distância desde San Pedro é de 15kms. Altitude 2.500 metros.

2) Vale da Morte:A cerca de 4 km a oeste de San Pedro, pertence à Cordilheira do Sal e possui formações de dunas e desfiladeiros que impressionam pela beleza, o lugar é conhecido por esse nome porque foi utilizado pelos antigos habitantes para levar quem estava gravemente doente para esperar a morte, ali foram encontradas diversas múmias que hoje estão no museu de San Pedro. É o ponto de encontro de todos os aventureiros para apreciar o maravilhoso pôr-do-sol, esticamos as canelas subindo a enorme duna apreciando as formações do vale talhado pelo vento durante 60 milhões de anos.

3) Geisers: Altitude 4.321mts. Os Geisers de El Tatio (lágrima de velho, no dialeto cunza) é um dos cinco geisers existentes no mundo todo. Os Geisers cospem jatos de vapor e água fervendo com forte odor de enxofre. Todo esse campo geotérmico é o resultado do encontro de rios subterrâneos de águas geladas com as lavas vulcânicas do vulcão, que domina o horizonte. Nesse lugar é indispensável muito agasalho, luvas e gorro.
É preciso acordar bem cedo para visitá-los porque estão a 100 Km de San Pedro e a estrada é complicado.
Saída de San Pedro do Atacama às 4hrs. da manhã.

4) Termas da Puritana: A cerca de 28 km de San Pedro, são piscinas de águas cristalinas a 3.000 metros de altitude, a temperatura da água beira os 38 - 40 graus, devido à passagem de águas subterrâneas próximas a vulcões.

5) Pukara de Quitor: Nosso objetivo foi ficar dois dias completos na região, conhecendo assim os principais lugares e pontos imperdíveis tais como as ruínas do povo atacamenho que serviram de proteção dos ataques incas, em 1450 e posteriormente dos ataques espanhóis em 1540, o local é conhecido como Pukara de Quitor.

6) Aldeia de Tulor: Partimos para o sul de San Pedro e a primeira parada foi na Aldeia de Tulor, uma antiga vila atacamenha que possui curiosas construções de adobe e algumas particularidades interessantes do modo de vida desse povo, como por exemplo, as casas construídas de forma circular para não serem enterradas pela areia do deserto e túneis que as interligam, as portas são todas voltadas para o Vulcão Licancabur. Saindo da aldeia continuamos seguindo para o sul e fizemos uma parada na Quebrada de Jerez para um refrescante banho, esse local é um verdadeiro oásis que servia de parada para os povos que cruzavam a região.

7) Salar do Atacama: É o segundo maior salar do mundo, perdendo apenas para o Salar de Uyuni, na Bolívia. O Salar é uma gigantesca camada de sal sobre um lado de água salobra. É onde encontra-se a Reserva Nacional dos Flamingos, com grande população destes animais (aproximadamente 4.000), que dormem num pé só, se alimentam de microrganismos presentes na água salgada e botam apenas um ovo por ano.
Distância desde San Pedro é de 75kms. Altitude 2.300m. Com 3.200 quilômetros quadrados.
O sol nesse local é muito forte e o ar é extremamente seco, proteja-se com filtro solar, chapéu, óculos escuros e protetor labial.

Vulcão Licancabur: não é ativo e decora o horizonte da cidade. 5.916 metros acima do nível do mar. Fica junto à Laguna Verde.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 11 - De San Pedro de Atacama à San Salvador de Jujuy

De: San Pedro de Atacama (CHL)
Para: San Salvador de Jujuy (ARG)
Distância Percorrida: 475Km
Altitude Máxima atingida no dia: 4.820mts. - próximo ao Vulcão Tocos, 56Km antes de San Pedro de Atacama

Comentários: Saímos do hotel (Don Raul) as 8hrs. Abastecemos os veículos para gastar o restantes de nossos Pesos Chilenos.




Chegamos à Aduana Chilena (a menos de 1Km do Hotel) as 08:15hrs. e lá ficamos até as 09:45hrs. Em nossa frente havia 1 ônibus de excursão escolar e ao menos 3 vans também de excursão.

Encontramos alguns brasileiros na fila e começamos a conversar com eles. Eles saíram de Manaus e pretendiam costear toda a América do Sul em 30 dias. Fariam a volta na América do Sul sempre procurando manter-se no litoral. O seu ponto extremo sul seria Ushuaia. Acabaram desistindo deste roteiro pois perceberam que não conseguiriam vencer o planejado inicialmente. Segundo ele as Aduanas eram um grande gargalo na viagem principalmente onde a Aduana fecha no final de semana e os viajantes tem de esperar até o próximo dia útil. Falaram um pouco do trecho que já haviam feito e também da ótima receptividade que tiveram em todos os países pelos quais passaram (Venezuela, Colômbia, Equador e Peru). Comentaram também que na Venezuela a gasolina custa menos de R$ 0,05 o litro e que os pedágios também são uma miséria. Segundo eles todos os abastecimentos e pedágios que tiveram na Venezuela não chegaram a R$ 10,00.

Passada a Aduana Chilena seguimos viagem.

A saída de San Pedro em direção à Argentina em direção ao Paso de Jama é bastante íngreme, tanto que no sentido contrário existem várias saídas de emergência para aqueles que não conseguem segurar o carro apenas com o freio. Estas saídas consistem em caixas de brita que servem para amenizar a velocidade do veículo que lá entrar.


Com esta subida íngreme que nos leva em questão de 35Km de uma altitude de 2.500mts. (altitude média de San Pedro) até os 4.800mts. (próximo ao Vulcão Licancabur) percebe-se nitidamente a perda de força dos veículos, tanto os 2 movidos a Diesel como o movido a Gasolina. Nos trechos mais íngremes a segunda marcha é a solução para seguir adiante na viagem.

Durante toda a viagem tivemos pouca oscilação no consumo de combustível dos veículos. A Tracker manteve-se na média dos 11 a 12Km/litro de diesel, mesmo nos trechos em que exigia-se mais do motor como nas grandes altitudes. Percebiamos sim uma relação direta do consumo de combustível com a utilização do Ar-condicionado do carro (pegamos muitos dias de calor intenso, beirando os 40graus), mas não um consumo maior em função da altitude.

Paramos em frente ao Vulcão Licancabur para tirar a foto oficial de nossa viagem. Estávamos a 4.800mts. na foto abaixo.


Logo adiante do Vulcão encontramos um casal de franceses que estava vindo de bicicleta da Bolívia. Não conseguimos entender o que queriam. Parecia que argumentavam que a bicicleta estava estragada mas o que nos pareceu é que estavam mesmo é querendo uma carona. A estrada que liga a Bolívia ao Chile é toda de rípio (estrada de chão), a um calor de mais de 35 graus e ainda de bicicleta, haja água e fôlego para aguentar. As bicicletas eram muito estranhas, a direção era com os pés e o ciclista andava quase deitado.

Duas horas depois chegamos à Aduana Argentina. Levamos 30 minutos para nosso completo atendimento. Mais uma vez não haviam filas que justificássem a lentidão do atendimento. Imagino como seria se tivéssemos pego o ônibus de excursão que encontramos em São Pedro na Aduana Argentina ao invés de na Aduana Chilena. Com certeza teríamos levado mais de 3 horas na fila.



Na estrada de volta sempre muitos animais na pista ou próximo dela, como no caso das vicunhas ao lado.


Chegamos à Susques as 13:30hrs. e aproveitamos para abastecer, agora em pesos argentinos a $ 2,58 o litro de diesel (R$ 1,60).

Às 14:30hrs. passamos por Salinas Grandes (foto).
Às 14:45hrs. chegamos à Cuesta de Lipán.
Às 15:30hrs. estávamos em Purmamarca.
Controlamos estes horários para sabermos exatamente qual o tempo necessário para ir de Purmamarca a San Pedro caso não houvessem paradas na viagem. São aproximadamente 5:00 horas de viagem (409Km) mais o tempo de aduna argentina e o tempo de abastecimento em Susques.




Conforme já havíamos combinado entre nós passaríamos a noite em San Salvador de Jujuy mas antes faríamos uma parada para almoço e compras em Purmamarca. Como já comentado o artesanato local é muito mais barato do que em San Pedro de Atacama.
Saímos de Purmamarca às 18:30hrs. e chegamos em Jujuy às 19:20hrs.

Após instalados no Hotel Fenícia, à beira do Rio Xibe Xibe, fomos até um Super Mercado que ficava a 2 quadras dali, também à beira do rio. Compramos alguns vinhos chilenos e argentinos.


Chegando ao Hotel nos dirigimos à pé até o centro da cidade em busca de um lanche pois optamos por não almoçar junto com o restante do grupo em Purmamarca e sim apenas fazer um lanche lá. Nossa idéia era em Jujuy ir novamente no Restaurante Chung King no qual havíamos almoçado na ida mas acabamos conhecendo um lugar no caminho chamado "Kefas Emparedados" que faz um ótimo Sanduiche "Lomito Especial" (fica na quadra da igreja, bem no centro).




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