| Erupção no Chile provocou chuva de cinzas vulcânicas no RS |
Em 21 de abril de 1993 milhões de brasileiros foram às urnas para decidir em plebiscito a forma e o sistema de governo. Venceram as propostas de República e Presidencialismo. No Rio Grande do Sul, entretanto, o assunto que motivou conversas e discussões naquele dia não foi a política. Quem saiu de casa para votar na manhã de céu encoberto de 21 de abril de 1993 foi apanhado de surpresa por uma fina camada de cinzas sobre os telhados de casas, automóveis e na vegetação. O que poderia estar acontecendo ? A resposta estava no Chile ! O vulcão Láscar experimentava uma das mais importantes erupções da sua história e três dias antes havia dado origem a um fluxo piroclástico (imagem abaixo). A poeira vulcânica atingiu grande parte do Rio Grande do Sul e algumas cidades catarinenses. No estado gaúcho, as cinzas foram observadas especialmente na Grande Porto Alegre, Missões, Vale do Taquari, Planalto Médio e Serra do Nordeste. "A sensação é que caía uma chuva fina que às vezes ficava mais intensa", diziam os jornais da época. As pessoas manifestavam preocupação quanto à contaminação, mas os especialistas se apressaram para realizar exames químicos e logo descartaram o perigo. As conseqüências não passaram de automóveis, telhados e árvores cobertos por uma fina camada de cinzas. Mas o fato foi tão surpreendente que acabou deixando o resultado do plebiscito em segundo plano nos jornais de Porto Alegre do dia seguinte. As consequências mais graves da erupção do Láscar, cujas cinzas alcançaram até mesmo Buenos Aires, fora registradas no norte da Argentina. A quantidade de cinzas acumulada nas ruas foi muito maior e o transporte aéreo viu-se fortemente afetado. A delegação do Grêmio ficou retida no território argentino e os jogadores reclamavam de irritação nos olhos. A erupção de 1993 foi considerada até então a mais intensa do vulcão no norte chileno na era moderna, tendo provocado uma nuvem piroclástica que atingiu 8 quilômetros de altura. Com o seu pico a 5.641 metros de altitude, o vulcão Láscar da região de Antofagasta é um dos mais ativos dos Andes e situa-se numa zona onde predominam ventos de sudoeste que empurram as partículas emitidas na atmosfera e os gases para o território argentino. No caso da erupção de 1993, a poeira vulcânica oriunda da erupção nas proximidade do Pacífico atravessou o continente e veio a se precipitar em cidades na costa do Atlântico Sul. O meteorologista Eugenio Hackbart, Diretor-Geral da MetSul Meteorologia, explica que as cinzas vulcânicas foram trazidas do Láscar, no norte do Chile, para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina devido à atuação de correntes de vento em elevada altitude chamadas de corrente de jato. No passado, o vento transportou cinzas vulcânicas de erupções no território chileno para outras regiões da América do Sul, especialmente para a Argentina, em decorrência justamente da movimentação das correntes atmosféricas. |
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Vulcão Láscar - erupção em 1993
Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 6 - Lagos Miñiques, Miscanti, Quebrada de Jere e Reserva de Flamingos
De: San Pedro de Atacama
Para: Lagos Miñiques, Miscanti, Quebrada de Jere (Toconao) e Reserva de Flamingos (Salar do Atacama)
Distância Percorrida: 285Km
Altitude Máxima do Dia: 4.228mts. nos Lagos Altiplânicos (Miscanti e Miñiques)

Comentários: Neste dia deixamos a manhã livre para quem quizesse descansar ou conhecer a cidade de San Pedro de Atacama. Segundo uma placa no local o município tem 1.908 habitantes. A cidade mantém sua rusticidade com ruas de terra e casas em adobe (tijolo de argila seco naturalmente ao sol), característica da arquitetura local.
Para os turistas a cidade apresenta estrutura hoteleira adequada, sem luxos e conforto. A maioria dos hotéis oferecem quartos com banheiros compartilhados. Os quartos possuem uma cama e banheiro, e só. Ar condicionado, frigobar, telefone e ventilador, nem pensar. Durante a noite, entre as 23:30hrs e as 06hrs da manhã a água é cortada em toda a cidade. Pudera, estamos no meio do deserto. As quedas de luz são freqüentes na cidade.
Além dos hotéis existem muitas agências de turismo, casas de câmbio e pequenos mercadinhos e lancherias. Não são difíceis de encontrar também lan-houses para acesso à internet. O difícil é encontrar vaga em alguma delas.
Aproveitamos a manhã para trocar dólares por pesos chilenos e também para agendar a viagem aos Geisers de El Tatio, onde iríamos no dia seguinte. Cumpridos estes afazeres conhecemos o museu, o antigo cabildo, a igreja (teto de madeira de cáctus) e o artesanato local. Tudo é muito próximo em San Pedro. O de
slocamento tem de ser a pé até porque as ruas são estreitas (não tem lugar para estacionar) e o trânsito é um pouco complicado, cheio de ruas com mão única, o que faz uma simples ida ao posto de gasolina consumir em torno de 15min. de deslocamento.

Câmbio: Para quem está programando uma viagem à região sugiro tentar sair do Brasil já com a moeda dos países a serem visitados ou tentar sacar o máximo possível em caixas 24 horas onde a conversão é pela cotação oficial. Em San Pedro as conversões são US$ 1,00 = $ 490,00 ou R$ 1,00 = $ 262,00. Nos saques feitos com o Visa Electron trocamos R$ 1,00 por $ 281,00.
Em Atacama existe um caixa automático do Banco do Estado, mas pelo que percebemos não é possível sacar com o Visa nestes caixas, somente no Banco do Chile (encontramos um em Antofagasta dentro do Supermercado Jumbo).
Em San Pedro de Atacama não é comum encontrar quem aceite cartões de crédito, portanto o efectivo (dinheiro) é novamente necessário quase que para tudo.
Havíamos combinado de sair do Hotel para nosso passeio da tarde às 12hrs. Nosso destino seria os Lagos Miscante e Miñiques, Toconao e a Reserva de Flamingos (que fica no Deserto do Atacama).
Nos dirigimos diretamente para o Miscante e o Miñiq
ues e deixaríamos o restante para a volta. São 116Km de San Pedro sendo que 96Km são de astalto (muito bom) e 20Km de rípio (estrada de terra). O visual nos Lagos Altiplanos, como são conhecidos, é absurdamente fantástico. Os lagos estão localizados a mais de 4.000 de altitude e ficam ao lado dos Cerros de mesmo nome. O Cerro Miscante tem 5.592mts de altitude e o Miniques tem 5.700mts. Emolduradas por uma extensa praia de areia amarelada, as lagoas são separadas por uma pequena faixa de terra; ao fundo, apresentam-se a cordilheira com alguns vulcões, compondo um cenário que mais parece uma bela pintura a óleo. Segundo o que os guias do parque nos comentaram, pela manhã, quando o sol bate diretamente nos lagos eles tornam-se um espelho e reproduzem com perfeição os cerros ao seu redor.

A Laguna Miscanti (foto acima) tem 15Km2. e "tiene recargas provenientes de la inflitracion de aguas lluvia de tipo subterrâneo y termal, además recibe recarcas lluvias durante los veranos. Su descarga es subterrânea y por evaporación. En los inviernos es posible ver su superficie completamente congelada".
A Laguna Miñiques (foto ao lado) tem 1,5Km2.
O trecho de estrada de rípio que encontramos ao nos deslocarmos para os lagos e também os relatos de brasileiros que encontramos no Atacama (de São Paulo e também de Cascavel) nos fez desistir de nossa idéia de retornar à Argentina pelo Paso Sico. Ficamos com pena de nossos veículos após o paulista comentar que após retornar a São Paulo teria de reformar seu Troller pois havia soltado todos os parafusos na viagem.
Após conhecermos os lagos voltamos até Socaire (início do asfalto, localidade com 128 habitantes) e após uma rápida volta no povoado fomos até a Reserva Nacional Los Flamencos localizada nas imediações do Salar do Atacama ou também conhecido Deserto do Atacama.
É interessante observar que ao longo da rodovia encontram-se vários canalizações de água em abundância.
O Salar de Atacama é um extenso lago salgado que secou, deixando uma superfície de sal de 3.200km2., o maior depósito de sal do Chile. Os flamingos ficam na chamada Laguna Chaxa. Na recepção do parque é passado um filme contando um pouco da história dos salares, dos vulcões, dos lagos, facilitando a compreensão acerca da geografia do lugar.

Da Reserva de Flamingos é possível avistar o Vulcão Láscar (foto ao lado), um dos mais ativos do Chile e que em sua última erupção em 1993 chegou a ser percebida no Rio Grande do Sul. Veja a matéria. O chile conta com 150 vulcões ativos, cerca de 10% do planeta. Todos eles encontram-se na Cordilheira dos Andes formada a mais de 65 milhões de anos.
Saindo da Reserva nos dirigimos para Toconao, localizada a 38Km de San Pedro e que conta com pouco mais de 1000 habitantes. A uns 500mts.
da rodovia, pode-se visitar a Quebrada de Jere, um cânion fértil que rasga o deserto com paredes de mais de 20mts. de profundidade. Ao
longo de um pequeno rio, há um curioso oásis com plantações de frutas. Encontramos uma simpática senhora no local que disse que há 40 anos não chove no local. O local é repleto de cavernas nos morros.
É muito interessante ver a forma de organização do povo neste local. A água é distribuída no vale em valos feitos com pedra e existem "comportas" para conduzir a água para o local desejado. Cada morador tem reservado para si um espaço pré-definido (lotes) onde ele planta o que quizer. No meio do deserto podem ser vistas uvas, damascos, figos, romãs, ... Só vendo para acreditar.
Chegamos à San Pedro por volta das 21hrs. neste dia.
Após feitos estes passeios fica claro que a beleza do local não está na cidade de San Pedro de Atacama. Esta é apenas uma cidade próxima que cede espaço aos viajantes para sua hospedagem. Os atrativos mais bonitos da região ficam sim ao redor de San Pedro, mas não necessariamente San Pedro é uma cidade que deva ser conhecida.
Próximo dia >>>>>
Para: Lagos Miñiques, Miscanti, Quebrada de Jere (Toconao) e Reserva de Flamingos (Salar do Atacama)
Distância Percorrida: 285Km
Altitude Máxima do Dia: 4.228mts. nos Lagos Altiplânicos (Miscanti e Miñiques)
Comentários: Neste dia deixamos a manhã livre para quem quizesse descansar ou conhecer a cidade de San Pedro de Atacama. Segundo uma placa no local o município tem 1.908 habitantes. A cidade mantém sua rusticidade com ruas de terra e casas em adobe (tijolo de argila seco naturalmente ao sol), característica da arquitetura local.
Para os turistas a cidade apresenta estrutura hoteleira adequada, sem luxos e conforto. A maioria dos hotéis oferecem quartos com banheiros compartilhados. Os quartos possuem uma cama e banheiro, e só. Ar condicionado, frigobar, telefone e ventilador, nem pensar. Durante a noite, entre as 23:30hrs e as 06hrs da manhã a água é cortada em toda a cidade. Pudera, estamos no meio do deserto. As quedas de luz são freqüentes na cidade.
Aproveitamos a manhã para trocar dólares por pesos chilenos e também para agendar a viagem aos Geisers de El Tatio, onde iríamos no dia seguinte. Cumpridos estes afazeres conhecemos o museu, o antigo cabildo, a igreja (teto de madeira de cáctus) e o artesanato local. Tudo é muito próximo em San Pedro. O de
Câmbio: Para quem está programando uma viagem à região sugiro tentar sair do Brasil já com a moeda dos países a serem visitados ou tentar sacar o máximo possível em caixas 24 horas onde a conversão é pela cotação oficial. Em San Pedro as conversões são US$ 1,00 = $ 490,00 ou R$ 1,00 = $ 262,00. Nos saques feitos com o Visa Electron trocamos R$ 1,00 por $ 281,00.
Em Atacama existe um caixa automático do Banco do Estado, mas pelo que percebemos não é possível sacar com o Visa nestes caixas, somente no Banco do Chile (encontramos um em Antofagasta dentro do Supermercado Jumbo).
Em San Pedro de Atacama não é comum encontrar quem aceite cartões de crédito, portanto o efectivo (dinheiro) é novamente necessário quase que para tudo.
Havíamos combinado de sair do Hotel para nosso passeio da tarde às 12hrs. Nosso destino seria os Lagos Miscante e Miñiques, Toconao e a Reserva de Flamingos (que fica no Deserto do Atacama).
Nos dirigimos diretamente para o Miscante e o Miñiq
A Laguna Miscanti (foto acima) tem 15Km2. e "tiene recargas provenientes de la inflitracion de aguas lluvia de tipo subterrâneo y termal, además recibe recarcas lluvias durante los veranos. Su descarga es subterrânea y por evaporación. En los inviernos es posible ver su superficie completamente congelada".
A Laguna Miñiques (foto ao lado) tem 1,5Km2.
O trecho de estrada de rípio que encontramos ao nos deslocarmos para os lagos e também os relatos de brasileiros que encontramos no Atacama (de São Paulo e também de Cascavel) nos fez desistir de nossa idéia de retornar à Argentina pelo Paso Sico. Ficamos com pena de nossos veículos após o paulista comentar que após retornar a São Paulo teria de reformar seu Troller pois havia soltado todos os parafusos na viagem.
É interessante observar que ao longo da rodovia encontram-se vários canalizações de água em abundância.
Da Reserva de Flamingos é possível avistar o Vulcão Láscar (foto ao lado), um dos mais ativos do Chile e que em sua última erupção em 1993 chegou a ser percebida no Rio Grande do Sul. Veja a matéria. O chile conta com 150 vulcões ativos, cerca de 10% do planeta. Todos eles encontram-se na Cordilheira dos Andes formada a mais de 65 milhões de anos.
Saindo da Reserva nos dirigimos para Toconao, localizada a 38Km de San Pedro e que conta com pouco mais de 1000 habitantes. A uns 500mts.
É muito interessante ver a forma de organização do povo neste local. A água é distribuída no vale em valos feitos com pedra e existem "comportas" para conduzir a água para o local desejado. Cada morador tem reservado para si um espaço pré-definido (lotes) onde ele planta o que quizer. No meio do deserto podem ser vistas uvas, damascos, figos, romãs, ... Só vendo para acreditar.
Chegamos à San Pedro por volta das 21hrs. neste dia.
Após feitos estes passeios fica claro que a beleza do local não está na cidade de San Pedro de Atacama. Esta é apenas uma cidade próxima que cede espaço aos viajantes para sua hospedagem. Os atrativos mais bonitos da região ficam sim ao redor de San Pedro, mas não necessariamente San Pedro é uma cidade que deva ser conhecida.
Próximo dia >>>>>
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