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domingo, 10 de janeiro de 2010

Viagem à Machu Picchu - De San Pedro de Atacama (CHL) à San Salvador de Jujuy (ARG)

06/01/2010 - Este seria o dia em que efetivamente iniciaríamos nosso retorno à Nova Petrópolis no Rio Grande do Sul. Seriam 2.414Km a serem feitos em 3 dias de viagem.

Neste dia tomamos café cedo, às 07:15h para que pudéssemos deixar o Hotel Puritana cedo e seguir em direção à Aduana Chilena que fica praticamente no centro de San Pedro de Atacama e não na divisa com a Argentina. Chegamos na Aduana às 08:20h e levamos 40 minutos para nos liberar dos trâmites de saída do Chile. Diferentemente das outras Aduanas, teríamos de viajar 160Km até encontrarmos a Aduana de entrada na Argentina que fica bem na divisa entre o Chile e a Argentina. Às 09h. seguimos viagem deixando para trás San Pedro de Atacama.

Vulcão Licancabur às margens da estrada do Passo de Jama


San Pedro de Atacama está localizada a uma altitude bem mais baixa do que as cordilheiras que a rodeiam. Prova disto é que ao sairmos do Atacama subimos mais de 2.000 metros de altitude em questão de 30 minutos. Saímos de 2.540mts às 09:05h para chegar a 4.665mts às 09:40h.

Para quem acha que a uma altitude de 4.670mts não existe vida alguma, neste ponto fomos atacados pela Polícia Carabineira do Chile que após solicitar os documentos de um de nossos três carros liberou nossa passagem.


Polícia Carabineira a 4.669mts de altitude


Grandes retas a 4.000mts de altitude


GPS registrando 4.770mts. de altitude no Paso de Jama
Se existem retas existem também curvas


Às 10:15h., distante 150Km de San Pedro de Atacama, chegamos no Salar de Tara, onde a 4.400mts de altitude registramos nossa passagem pelo local conhecido como Las Piedras.


No Salar de Tara o local conhecido como Las Piedras


Foto oficial em Las Piedras




O Salar de Tara


Às 11:20h chegamos na Aduana Argentina, onde após 40 minutos estávamos liberados para ingressar no país. Neste ponto existe uma novidade: um posto de combustível. Em dez/2007 quando fizemos nossa viagem ao Atacama não havia nenhum posto de combustível entre Susques e San Pedro de Atacama, trecho este de 270Km de distância.


A Aduana Argentina no Paso de Jama


Uma lhama andando descontraidamente na Aduana


Às 13:15h. paramos para abastecer e almoçamos em Susques, no Restaurante Pastos Chicos cujo proprietário é amigo do Ramalho, conhecido do site http://www.4x4brasil.com.br/ e que contribuiu com algumas informações para nossa viagem.


Restaurante Pastos Chicos em Susques



Às 14:15h seguimos viagem chegando nas Salinas Grandes às 15h. Ficamos pouco tempo nas Salinas pois ventava muito e fazia muito frio. O tempo estava fechado e prejudicou também a visibilidade na Cuesta de Lipán onde chegamos às 15:40h. e praticamente passamos direto.


Chegada em Salinas Grandes


Artesanato local feito com sal


O frio estava intenso


Uma das pequenas piscinas de sal existentes nas Salinas


Chegada na Cuesta de Lipán, a 4.170mts de altitude


A neblina impediu a vista da estrada sinuosa
Um pequeno trecho da Cuesta de Lipán

Às 16:25h. chegamos em Purmamarca onde ficamos até às 17:30h. para algumas pequenas compras e algumas fotos no Cerro Sete Colores.
Na chegada em Purmamarca animais na pista
O Cerro Sete Colores
Foto no mirante do Cerro Sete Colores
Cerro Sete Colores


Às 18:30h chegamos em San Salvador de Jujuy onde ficamos no Hotel Fenícia no qual já havíamos ficado em nossa última viagem. A diária para casal estava em $ 180,00 (pesos argentinos), o equivalente a R$ 90,00, a diária mais baixa que encontramos em nossa viagem.

Neste dia rodamos 480Km em 06:10h de viagem a uma velocidade média de 78Km/h.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Viagem ao Deserto do Atacama - Dia 5 - De Tilcara à San Pedro de Atacama, passando por Purmamarca e Paso de Jama

De: Tilcara (ARG)
Para: San Pedro de Atacama (CHL)
Distância Percorrida: 439Km











Altitude Máxima do Dia: 4.820mts. - próximo ao Vulcão Tocos, 56Km antes de San Pedro de Atacama

Comentários: Saímos de Tilcara pela manhã após o saboroso café da manhã argentino (croisant com café). Chegamos em Purmamarca às 09:20hrs. Purmamarca é bastante conhecida pelo Cerro Siete Colores, uma belíssima montanha de faixas coloridas formadas por camadas de sedimentos acomodadas umas sobre as outras ao longo de milhões de anos. A imagem do Cerro é uma das mais divulgadas em cartões postais e folhetos turísticos, tornando-se um símbolo da região Noroeste. Um dos melhores pontos para observação se dá a uns 400mts. antes da chegada a Purmamarca vindo da ruta 9 (há um tronco deitado no chão com o nome da cidade). O melhor horário para contemplá-lo é de manhã, quando o sol incide sobre as pedras, deixando os tons avermelhados ainda mais fortes.



O artesanato de Purmamarca é bastante forte sendo o turismo a maior fonte de receita do local. Os preços são bastante convidativos e para auxiliar nas compras que são apenas em efectivo (pesos argentinos) há um caixa 24hrs ao lado da praça central permitindo saques com Cartão Visa Electron. Este caixa 24hrs é um ótimo ponto de apoio aos turistas visto que na maioria das cidades necessita-se dispender um tempo precioso para sacar dinheiro (filas, tempo até encontrar o cash, ...) e aqui ele fica bem no centro da feirinha.



Saímos de Purmamarca às 10:45hrs. após umas comprinhas básicas (nada comparado com as compras que lá fizemos na volta do Chile). Ocorre que os preços em Purmamarca são muito inferiores aos de San Pedro de Atacama.

Ao meio-dia atingimos os 4.200mts. de altitude na Cuesta de Lipan (estrada em forma de serpente, repleta de zigue zagues que sobe de 2.600mts até 4.200mts de altitude). Do alto podia-se ver o Vale Nevado del Chañi (5.896mts.) a 31Km de distância. Foi o único ponto da Cordilheira que conseguimos ver ainda com neve. Ficamos uns 30min. neste local apreciando a vista e percorrendo a pé o local.



Em seguida passamos pelas Salinas Grandes (antiga lagoa que secou e converteu-se numa enorme extensão plana com capa salgada de 1.500km2.) onde fizemos uma rápida parada para algumas fotos e reconhecimento da área.





Susquez: Paramos em Susquez para abastecimento. Existem 2 postos de combustível em Susquez e são a última opção antes de San Pedro de Atacama (269Km adiante). Para quem for ao Atacama recomendamos que encha o tanque neste local pois o combustível no Chile é mais caro do que na Argentina. Na Argentina o litro de Diesel custa em torno de R$ 1,40 e no Chile R$ 2,10.



Susquez está bem servida em termos de Hotéis. Vimos 2 novos ao lado da estrada com excelente qualidade. Paramos em um deles (Hotel El Unquillar) para fazer um lanche antes de continuarmos a viagem. A estrutura do Hotel é muito melhor do que a dos Hotéis que vimos em San Pedro de Atacama. A cozinha também é muito boa. Vale a parada no meio da viagem.



A cidade de Susquez não merece nenhuma atenção. Talvez seu único objetivo seja o de servir de base para a Aduana Argentina (somente para caminhões com carga) e para os postos de combustível. É realmente uma cidade que fica no meio do nada.





Ao longo da estrada é possível encontrar-se diversas propriedades que aparentemente vivem da agricultura e da pecuária. Novamente vários animais podem ser encontrados pela estrada.




Em seguida chegamos à Aduana Argentina. As pessoas que trabalham neste local são de San Salvador de Jujuy e tem turnos de 1 semana nesta Aduana. O atendimento é muito bagunçado e lento. Os controles de entrada e saída do país são feitos em planilhas de Excel. Levamos em torno de 30 minutos para nos liberarmos dos trâmites. Tivemos a sorte de não haverem filas neste dia.





60 Km adiante da Aduana chegamos ao Salar de Tara local que além do Salar é conhecido pela pedras enormes existentes no local. Nos desviamos um pouco do asfalto para registrarmos nossa passagem pelo local. Não faça o mesmo se não possuir veículo tracionado. A areia é fofa e é fácil de ficar atolado.
Não tardou muito e avistamos o Vulcão Licancabur que possui altitude de 5.914mts. e que pode ser visto de praticamente qualquer ponto da cidade de San Pedro de Atacama. O vulcão é um ótimo cartão postal da cidade. Chegamos em Atacama às 20hrs. e logo entramos na fila da Aduana Chilena. Aqui o atendimento é bem melhor do que na saída da Argentina. Todos são muito atenciosos, inclusive o Cristian, policial aduaneiro responsável pela revista dos veículos que entram no país. O Chile é um grande exportador de frutas e para garantir a qualidade exigida por seus compradores impôs barreiras fitossanitárias rigorosas para quem ingressa no país. Não é permitida a entrada de nenhum produto de origem animal ou vegetal. O que for encontrado no veículo é recolhido, inclusive aquele bumbo (com partes feitas de couro) que adquirimos em Tilcara. Tínhamos receio quanto à erva-mate mas a entrada com ela foi tranqüila.


Logo que nos liberamos fomos para o Hotel Don Raul no qual já tínhamos efetuado reserva.




Havíamos enfim chegado ao nosso destino, o Deserto do Atacama.








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